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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

30 anos! Balanço e Planos

Oi queridos!

Passei o dia envolvida com uma onça que apareceu em casa próxima ao RioTibagi (veja aqui) que saiu até no G1. Agora, encerrado o expediente, passei aqui para falar sobre este momento de passagem na minha vida. Hoje é meu último dia como jovem (oficialmente). Amanhã adentro a casa dos 30 anos, a chamada maturidade, e para ela há tantos planos...

O primeiro é continuar jovem! rere. Mas só até os 60, pois chegando lá quero curtir a terceira idade no ritmo que os idosos de hoje curtem... viajando, dançando e vivendo muito!

Mas antes dos sonhos, o dia foi também de balanço. Coloquei na mesa boa parte de tudo o que vivi nestes últimos dez anos. Dos 20 aos 30 fui tanta coisa que é difícil lembrar de tudo. Mas os momentos mais marcantes estão aqui para me fazer perceber o quanto fui uma sortudona! 

1982 em Serra do Apon
Depois de nascer e crescer no sítio, passar pela adolescência mais tranquila e comportada do mundo (inclusive catequista eu fui), cheguei à tal maioridade para voltar a ser criança. Foi na década dos vinte que pirei o cabeção e vivi fortes emoções. Me formei, fiz pós, comecei outra pós e parei, mais uma... fiz infinitos cursos, palestras, workshops, congressos e até fui palestrante em muitas ocasiões. Viajei daqui até Fortaleza num ônibus para participar de um Encontro Nacional de Comuicação. Na volta desci em Salvador sem saber como chegaria em casa. Andei pelo jornalismo na maioria das vezes, como no Enecom de Brasília, mas andei bastante pelos estudos sobre turismo, história, cultura: assuntos que continuam a me interessar bastante.

Escrevi muito! Escrevo ainda, todos os dias, centenas de linhas... Milhares de páginas que, em geral, sequer tenho arquivadas. Li grande parte das obras que eu sonhava ler. Li também muita coisa que jamais imaginaria ler... Tive necessidade de buscar pela fé em muitas ocasiões. Me perdi entre religiões e continuo não sendo parte de nenhuma, verdadeiramente. Comecei a fazer terapia e abandonei. Entrei na academia e desisti (4 vezes). Mas nem só de desistências foi minha última década.

E a gente descobre que família é o principal
Gostei de tanta gente... Fui 'gostada' de várias formas... Arrisquei tudo, mudei completamente, abandonei toda a segurança e conforto. Magoei, fui magoada, perdoei e pedi perdão. Troquei o certo pelo totalmente duvidoso. Me embrenhei no desconhecido e deixei a vida me levar. Foi maravilhoso! Foi terrível. Vivi como se estivesse em um filme. Flutuei num céu de felicidade. Caí bruscamente e fui amparada pelas verdadeiras amizades (obrigada minhas meninas de Mafra, vocês sabem o quanto são especiais nesta história). Encontrei novas irmãs (Mimi, Day, Rapha, Dani, Adri, Lelê, Nelzoca... amo vocês). Reencontrei grandes companheiras(os) e descobri tantos novos. Consegui finalmente perceber que o amor por minha família é maior que tudo e que não vivo sem eles! Viajei muito... Tudo o que pude, o que estava ao meu alcance.

Nessa década morei em Castro, Ponta Grossa, Castro de novo, Curitiba, Castro outra vez, Mafra, Castro again, Tibagi... Mudei 13 vezes de casa num prazo de nove anos. Vivi numa mansão, numa kitinete de duas peças, num apezinho azul, numa casa de frente pro rio, na mãe outra vez e em tantos outros lares onde o que nunca faltou foi aconchego! Aprendi a me acostumar! Hoje sei me adaptar a realidades completamente diversas e a pessoas totalmente diferentes. Do miojo com creme de leite ao côngrio com alcaparras, do albergue ao hotelzão, da kombi ao avião, da sola de sapato furada ao carrão... Do ter tudo e do quase nada ter... Disso tudo tirei felicidade.

Prefiro quando posso dar voz assim
Trabalhei feito condenada. Não passei um dia sequer destes 10 anos desempregada (ufa!). Dei a enorme sorte de sempre sair de um trabalho para entrar em outro que eu escolhi, sem ter sido demitida. Fui liderada e tentei ser líder (apesar de não ter perfil para isso). Aprendi muito sobre minha profissão e especialmente sobre o que gosto e o que repudio nela. Tento optar por cargos que me permitam escolher entre fazer uma coisa ou a outra. Esforço-me por manter conduta ética e de integridade, embora não seja fácil enfrentar quem manda.

Fiz muita festa! De filme, chimarrão e pipoca com as amigas a grande show de cima do palco... De viagens com o único intuito de festar a retiros espirituais onde também havia agito. Amanheci na rua muitas e muitas vezes, rindo aos montes ou simplesmente tentando me divertir. Fiz teatro e apesar de nunca ter sido boa atriz, senti que o palco também é minha casa. Fiz esportes radicais: passei pelo círculo de fogo na garupa de um integrante dos Ases do Motociclismo, saltei de paraglider, fiz rafting, boiacross, tirolesa, rappel no pontilhão do trem, pulei do alto, voei de teco-teco, de helicóptero, desci as dunas de bugue, mergulhei em águas cristalinas. Não tive medo! Descobri que adoro altura. Aos poucos, fui me tornando mais curiosa, menos tímida e mais bem-humorada também. Aprendi que tirar sarro de mim mesma é mais divertido que zombar dos outros.



Sobrinhos do meu coração
Ganhei três lindos sobrinhos! A doce, meiga e carinhosa Isabella. O sapeca, agitado e amoroso Luiz Henrique. O sorridente e pequeno polaquinho Mateuzinho. Encontrei os sentimentos mais puros do mundo ao passar minhas tardes livres brincando com eles.



Ganhei dois lindos cãezinhos. Meus filhos de estimação Kiko e Clara, que sempre me deram alegria e orgulho. Vi o Kiko ser salvo quando já cansava de nadar contra a correnteza no Rio Iapó. Vi a Clarinha atravessar o rio todinho a nado só para me encontrar do outro lado. Levei os dois para tratamento de quimioterapia... Ainda os tenho e continuo aprendendo com eles sobre o que é lealdade.

Bem, cheguei aos trinta e, quem diria, casei (desencalhei a tempo, rararara). Não só casei, como casei em grande estilo, numa festa tripla e com cobertura da Globo (quem me viu assando pinhão na grimpa não imaginaria). Vivenciei a coisa mais maluca e maravilhosa da vida ao entrar na igreja para casar juntamente com dois dos meus irmãos e minhas cunhadinhas.

17 semanas!
Não bastasse isso, cheguei aos trinta gerando um bebê!!! Acho que ninguém que me conhece bastante imaginava... Afinal, nunca falei em casamento, sequer sonhava com isso. E quando o assunto eram filhos, o lema era adiar. De repente me deu uma pressa. Sim, sim, confesso... tive a crise dos 29.

Neste último ano o tal instinto da maternidade aflorou valendo e o plano funcionou. Engravidei rapidinho e cá estou eu, barrigudinha e animada, quase corajosa a ponto de dizer que já não tenho tanto medo do parto. Ai... aqui entra um desabafo: morro, sempre morri, tenho pavoooor de partos. Cena de terror na TV pra mim sempre foi a transmissão de um parto ou aquelas personagens de novela que faziam respiração cachorrinho e gemiam mais que tudo na bendita hora. Continuo com receio, porém, acredito que o pânico já diminuiu. Deve ser o tal 'não tem remédio, remediado está!'. Antes, de tanto medo, eu dizia que não teria filhos biológicos, somente adotivos... Continuo sonhando com o adotivo! Está na minha listinha de sonhos para a década que inicio amanhã.

Os três casais
Enfim... Aquietei-me! Cansei das farras e até do cigarro que adotei na última década e achei que jamais conseguiria abandonar. Encontrei finalmente um novo e grande amor! Ganhei uma nova família e um marido. Ao João Alcione (meu Joãopiro), responsável pela minha maior metamorfose, toda a minha gratidão e meu imenso carinho. Para ele guardei o amor e por ele reorganizei tudo...  entro nesta nova década com uma nova vida, embasada em tudo o que fui e fiz nesses 10 anos, repleta de novos e velhos ideais. 

Este reinício acontece aqui dentro de mim também, com a vida que estou gerando. Meu pequeno João Augusto, que ainda tem apenas 17 semanas de existência, 100 gramas e um coração que pulsa muito forte no meu útero, você é meu auge de felicidade! E a partir da sua chegada, a década dos meus trinta anos está profundamente marcada por um sentimento que até então eu só ouvia falar, mas não conseguia entender: o amor de mãe!



João, seus pais, minha amada mãe
Já sinto o grande peso da responsabilidade que isso implica a mim. E por enquanto, o plano maior é ser uma boa mãe. Representar segurança, carinho e conforto para você, meu querido filho! Os outros planos são complementares. Seguirei tentando ser uma boa esposa, uma boa profissional, uma filha amada, uma amiga fiel, uma tia querida... Mas principalmente: concentrarei minhas energias para ser a mãe que meu filho merece ter e um exemplo que ele poderá seguir.



Por hoje, só me resta agradecer à intensa juventude e saúde que tive a meu dispor na minha década dos 20. Por amanhã, rezar e pedir que a vida continue assim, me conduzindo sempre à felicidade e me permitindo aprender sempre mais rapidamente com meus erros. A você que faz parte desta minha década, meu muito obrigada!

Um beijo, nos vemos nos 30!

Da antes moça, agora mulher privilegiada pela sorte de ser esposa e mãe... Manu.

:-)

5 comentários:

  1. Me emocionei lendo a história da sua vida até aqui! Desejo que vc seja muito muito feliz com sua família, que é parte da minha tb, com todos aqueles que vc ama e que te amam tb. Desejo os mais lindos presentes que a vida possa te dar. Você está me dando um grande presente que é o João Augusto, não sei o que haveria de mais feliz nesse momento pra mim , é uma grande emoção. Filho do meu único e amado irmão, fruto do seu amor por vc! Seja feliz!! Vocês merecem. Amo vocês e Feliz idade nova! Feliz nova fase! Feliz Aniversário mamãe! Que teus te de muitos anos felizes como este e que todos os seus sonhos sejam realizados e que Deus derrame poderosamente suas bençãos na sua vida, todos os dias! Felicidades! São os votos de sua cunhada (titia) Dani, sua sobrinha Duda e seu "parento" Jô

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  2. Linda história meu amor! Te amo! Joãopiro

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  3. Oi Manu, sem palavras....Linda sua história, da maneira como vc contou aqui...não tive como não me emocionaar....sabe como sou chorona!!!Apesar do tempo ter nos distanciado e feito com q cada uma seguisse seu caminho, vc faz parte da minha história tbem e as tardes que passamos juntas, fazendo trabalhos, ou apenas nos divertindo, jamais serão esquecidas, nem o chá da tarde que tomei diversas vezes na sua casa....Deus te abençoe querida amiga, você é muito especial!!Daqui 4 dias vai ser a minha vez de comemorar os 30 anos!! Quem diria né..Mas a vida é assim, e não tem como fugir disso.....Espero que ainda tenhamos contato nos próximos 30 anos...rsrsrs....Tuuudo de bom!!!

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  4. Amei seu relato! Escrever é um dom, mas fazer com que o leitor queira saber mais e mais é divino! Mesmo sendo da sua própria história.
    Um grande beijo e parabéns Mamãe Manu!
    Adrielle

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  5. Manu que história maravilhosa, Parabéns por tudo o que é hoje!!!!e será néh..
    Fernanda Prado

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Comenta aí que a mamãe fica faceira! E volte sempre, a casa é sua! :-) Ou me mande um e-mail: emanoellew@gmail.com

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