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segunda-feira, 19 de março de 2012

Reta final


Na última sexta tivemos consulta e o médico muito otimista marcou meu retorno para dia 26. Ou seja... Meus planos de talvez agendar uma cesária para dia 25 já não são possíveis! rerere. O Dr. acha que nosso filhinho vai ficar mais um pouquinho aqui dentro e no fundo tô achando isso bom. Agora que a 38ª semana chega ao fim, minha preocupação maior é com o peso do Joãozinho. No ultrassom constou apenas 2.600 kg, o que quer dizer que ele quase não engordou.

É bom lembrar:
Bebês nascidos poucas semanas antes do normal 'têm maior risco de doenças'

Apesar disso, tá tudo prontinho para que nosso grande amor seja recebido nesta casa. Agora já temos até o carrinho! Optamos por um modelo compacto, que chamam de guarda-chuva porque quando desmontado fica bem pequeno. Compramos numa loja do shopping e não foi tão caro (R$ 380 - há modelos de até R$ 2 mil, um exagero). Pelo que as mamães que conheço me dizem, quando o carrinho não precisa ser berço nos primeiros meses, é pouco uso e não vale a pena andar pra cima e pra baixo com aqueles carros maiores, que ocupam o porta-malas todo. Eu já gosto de coisas mais práticas, então acho que foi uma boa escolha. É azul, em alumínio, super leve, da Burigotto e atende às exigências do InMetro. A banheira ganhamos da Day.

Fórmula 1 do João Augusto

Agora faltam o bebê conforto, as mamadeiras, chupeta, a concha para amamentação, um estoque maior de fraldas, álbuns para as fotos e algumas roupinhas. Ganhamos tanta coisa!!! Ele já tem toalha de banho e fraldinhas de boca o suficiente para uns 10 anos mais ou menos, rerere. Ontem o papai pendurou os nichos na parede do quarto e agora tá tudo arrumadinho. Falta mesmo terminar de montar a malinha do hospital (eu fico adiando).


Ansiedade

Temos ansiedade? Temos sim senhor! Nesta noite o sono não vinha e eu e João ficamos conversando até altas horas sobre como será o grande momento e o que antes era tranquilidade agora virou um medão. João acha que eu tenho que ir pra Castro esperar pela hora. Tá com medo que, quando a bolsa romper ou as contrações começarem, não dê tempo de chegar ao hospital de lá. No fundo ele tem razão. Eu é que não quero aceitar a possibilidade de algo sair fora do previsto (na minha previsão, eu chamo um táxi ou a cunhada Dani para me levar até Castro e as coisas ainda demoram umas 10 horas para acontecer).

Olha lá:
PMs realizam parto de emergência após ligação de criança
Mãe dá à luz em base da Polícia Rodoviária de Capão Bonito, SP


Mas vai que... vai que Joãozinho é apressado igual ao pai e resolve nascer rapidão? Dona Sônia quase teve meu marido no carro, a caminho da maternidade. Ai gente, fiquei meio apavorada, na verdade. Por enquanto vou ficando aqui em casa mesmo. Quem sabe depois da consulta da próxima segunda o certo seja eu ficar lá na casa da mãe.

Também nos pegamos falando sobre a grande transformação que está por vir. Estou me preparando para isso desde agosto do ano passado, mas acho que a gente nunca fica pronta! Daqui a pouquinho teremos um bebê nesta casa e ele vai precisar de mim e do pai para tudo! Será que eu vou saber trocar as fraldas na hora certa? Será que conseguirei amamentar, dar banho, entender seus chorinhos? Será que vou acordar a noite quando ele precisar de mim? Será que terei segurança para pegar ele no colo? Ai que medo se ele se afogar, se tossir, se tiver dor. E o umbigo hein, como lidar com ele? Que medo de todas as responsabilidades que estão por vir. Será que darei conta de tanto amor dentro de mim? Às vezes tenho a impressão de que vou ficar chorando o tempo todo, rerere. Mas também, que vontade de experimentar tudo isso logo e saborear essa total mudança.


Últimos dias

Nesta reta final, os incômodos de últimas semanas não apareceram. Eu não engordei mais, minha barriga tá igual e minha disposição é a mesma. Não senti mais dores, nem mais preguiça nem mais nada. Tô igualzinha estava no oitavo mês. Ou seja, isso está estranho. Será que erramos nas contas e ainda falta mais? Se não estivermos errados, em no máximo duas semanas João Augusto estará aqui conosco. 

Embora minha proposta seja descansar e muito nestes últimos dias, não me poupei de alguns passeios e dos afazeres domésticos. Na quinta recebi a visita deliciosa das amigas Lilian e Letícia, de Tibagi. Além de passarem a tarde aqui comigo, fomos juntas ao Circo Roda, espetáculo Caravana, Memórias de um Picadeiro, no Cine Ópera. Que gostoso! O João pai foi também. Um espetáculo lindo, completo, que junta várias expressões artísticas numa linguagem de picadeiro. Foi maravilhoso, emocionante. Meu filho mexeu o tempo todinho dentro da barriga. Acho que ele se importa com o som alto.


Como sentamos na terceira fileira, a Lilian foi até escolhida para participar de uma brincadeira com os palhaços. Foi realmente muito divertido. O elenco reúne as tradicionais habilidades circenses como trapézio, cordas, arco, malabarismos e muito mais ao teatro clown, à dança, à música e a todas as emoções que nos envolvem em uma hora e meia de enredo, com uma viagem pela cultura de vários estados brasileiros e no embalo de coreografias fantásticas de atletas que desafiam o corpo e a física. Muito bacana mesmo. Super recomendo. Além de tudo, preços bem acessíveis: R$ 15 e R$ 7. Vai só até este final de semana galera.

Veja a reportagem da RPC TV sobre o Caravana. Ah, eu até dei entrevista para o site Cultura Plural. Olha só. Abaixo foto do portal Fix, único registro da noite (ando tão esquecida de tirar fotos).


Sexta tivemos a consulta e sábado fomos novamente a Castro para a reunião do Democratas, partido da Maria Helena Albuquerque, minha pré-candidata a prefeita de Castro. Eu que sempre fui muito mais ligada à esquerda, embora nunca tenho sido filiada a partido algum, agora me pego surpresa ao frequentar reunião da direita, rerere. Mas a causa é boa e os personagens é que valem: deputado Plauto é o patrão do meu sogro há 17 anos e tudo o que sei dele são coisas boas. A Marisa, sua mulher, é um doce comigo, foi ao nosso casamento e se refere nosso Joãozinho sempre com muito carinho. Então... bora lá dar uma força né? O fato é que 'agora é ela' - Maria Helena terá o apoio de toda a minha família, afinal ela é amiga da minha mãe desde que nasceram.

E ontem foi dia de receber visita novamente. Desta vez a Juliana Nasato, minha grande e linda (maravilhosa) amiga de longa data. Ela mora em Mafra e o namoradão aqui em PG (pra minha sorte). Passaram a tarde com a gente. Ela como sempre irradiando alegria e enchendo meu dia de amor e carinho. A tongona aqui esqueceu de fotografar :-(. Foi tão bom relembrar nossos tempos de companheirismo e também rever o vídeo do casamento. Lembranças boas nos conduzem a lugares lindos né?

Agora vou dar um pulo na casa da sogrinha, passear um pouco enquanto aguardo o momento mais importante da minha vida. Tem noção do que isso significa? Estou prestes a viver a coisa mais relevante destes meus 30 anos de existência. Dai-me serenidade ó phai! rerere.

O videozinho da vez é uma daquelas produções caprichosas de um pai que registrou toda essa linda aventura. Adorei! Mas não consegui deixar de reparar na bagunça deste lar, rerere (eu sou neura, eu sei).



Outro videozinho lindo (eu me acabo de chorar a hora que o Lucas nasce) foi indicação da Letícia e mostra a interessante (emocionante) experiência de um casal que resolveu ter seu bebê em casa. Preste atenção na trilha sonora que maravilha, na coragem dessa mãe e no quanto esse pai foi bacana. Eu não tenho essa mesma disposição, mas admiro a Sabrina pela força e me encho de esperança de que nosso bebezinho venha ao mundo assim, com tranquilidade. (Será que já não postei esse vídeo aqui? Ah, se foi, vai de novo porque é lindo mesmo)



Abaixo textinho indicado pela Fran, amigona querida lá de Curitiba que não vejo há muito tempo (ela já teve dois filhos e eu ainda não os conheço). Tô morrendo de saudades Fran e logo a gente dá um jeito nisso!


10 pensamentos bacanas de se ter na gravidez
1. “Sou poderosa. Posso gerar um bebê dentro de mim.”
2. “Vou poder me divertir decorando o quarto, escolhendo roupas, sapatinhos...”
3. “Finalmente não preciso me preocupar em ter uma barriga sequinha.”
4. “Viva o decote! Tenho de aproveitar minhas novas formas.”
5. “Eu mereço todos esses paparicos. E preciso aproveitar muito!”
6. “Humm, vou fazer um pacote de drenagem linfática.”
7. “Vai passar, vai passar, vai passar” (para afastar pensamentos muito ruins).
8. “Existem novas técnicas de anestesia e não vou sofrer na hora do parto.”
9. “Com meu novo corpo, vou descobrir outras posições para namorar.”
10. “Sou mesmo o centro das atenções!”



E a outra carinhosa indicação veio de Mafra, da fofa Ju Breda (obrigada querida!):


Ser mãe é algo divino… É morrer de ansiedade no primeiro mês de gestação para ter uma barriga enorme e saber logo o sexo do bebê. Já no nono mês, morrer de ansiedade para ver o rostinho do bebê. Ser mãe é pensar no parto como um divisor de mundos. Ser mãe é chorar quando o filho está doente e morrer de rir com as besteiras que eles fazem. Ser mãe é passar noites acordada e acordar com um sorriso enorme no rosto.
 
Ser mãe é deslumbrar (quase babar) em ver o filho se descobrindo. É ficar orgulhosa com a primeira palavra, com o primeiro passo, quando passar no vestibular, quando casar. É também sentir ciúmes dos(as) namorados(as).
 
Ser mãe é sentir uma mãozinha tão pequeñina acariciando o rosto: É ouvir uma vozinha dizendo “Te amo, mamãe!” e sentir que são verdadeiras aquelas palabras. Ser mãe é amar incondicionalmente.
Ser mãe é descubrir que pode amar ainda mais um homem por vê-lo passar talco no filho, brincar com ele e cuidar com tanto carinho. Ser mãe é se apaixonar pelo marido por razões que antes não eran românticas.

Ser mãe é ficar madrugadas acordadas esperando o filho chegar de uma festa. Ser mãe é uma função que nunca termina. Os filhos crescem, mas continuamos achando que são bebês. Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para fazer tudo de novo, numa dimensão de doçura. Amar... cuidar…
Ser mãe é deixar de ser eu para ser “nös”!


Por fim, indicação de musiquinhas pela colega Érica Busnardo: Palavra Cantada. Baixei e adoreeeei!

Volto logo. Um beijoooo!



4 comentários:

  1. Olá Manú mamãe... gosto mto de ler os seus textos e sempre acabo me recordando da gravidez do Bernardo e este mundo tão desconhecido q se chama maternidade... Acabei de me lembrar o qto eu chorei.. nao tinha nada dessas coisas q chamam de depressao pós parto.. era choro de felicidade misturado com um pinguinho de medo e de insegurança de nao saber se daremos conta ou nao (nossa q nó q deu aqui..) são tão pequenos, tão frágeis e ainda estamos nesta fase q se chama adaptação.. a nossa adptação com este novo mundo e a adaptação deste serzinho com esta terra de gigantes.. é td mágico, encantador e ao mesmo tempo assustador.. me lembro como se fosse ontem o meu primeiro banho com o Bernardo (tenho o vídeo q minhas sobrinhas fizeram, vou tentar postá-lo p vc ver) qdo vi estava todo mundo no quarto chorando... e ele calminho me olhando, ate parece q dizia com os olhos:: não temas mamãe é só um banho!! rsrsrrs mas passa esta fase passa.. ai pensamos:: nossa q boba eu!! mas somos bobonas sim e acho q seremos p sempre... foi assim no primeiro banho, na primeira engatinhada, nos primeiros passos.. agora ele esta naquela fase de fazer coreografias (mto fofo) e já beija a minha barriga qdo perguntamos:: cd o irmaozinho(a) do Bernardo?? ele diz::"ta ati" e vem e bja.. nossa é mto emocionante.. enfim.. td isso ficará registrado p sempre.. na sua mémória.. nas nossas memórias.. alma e coração!! calma e serenidade p vc e Joao!! gde bjo triplo!! Dani Nowak

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  2. Ai Dani... é bem isso mesmo! Uma misturança de sentimentos doida. Sempre ouvi outras mães comentando, mas agora é que tenho noção do quanto essa transformação é grande, do quanto a gente fica vulnerável e ao mesmo tempo forte. São contradições o tempo todo. Medo e ansiedade. Se eu for 1/3 de boa mãe como você, já tô tranquila! rerere. Obrigada pela sua presença na minha gestação desde o comecinho. Tanta coisa descobri através de você. Agora fico na torcida para que tudo seja novamente mágico e maravilhoso pra você nesta nova etapa, da chegada do(a) irmãozinho(a) do lindo do Ber. Apareça por aqui... Afinal, somos vizinhas aqui também. Beijoooooooo enorme tia Dani e amiguinhos Ber e outro bebê :-)

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  3. Quanta coisa me lembrei da chegada da Maria Eduarda, sabe que é como a minha "xará" aí comentou, os medos existem sim, mas não pensavamos em depressão pós parto,simplesmente era felicidade, misturada com o medo de não sermos capazes de cuidar de um "pedacinho de gente", tão amado e desejado, tão dependente de nós. Sabe comadre, quando imaginamos que não vamos dar conta e que não saberemos tanta coisa (e que realmente não sabemos!)ao darmos a luz, parece que algo nos capacita e nos transforma de maneira automatica e imediata é amor de mãe! De repente somos 2 seres num só coração, e nos revelamos a pessoa mais indicada para tomar conta do presente que Deus nos deu, simplesmente porque assim o é, assim Deus nos fez, com essa capacidade de ser MÃE, que só nós mulheres podemos ser e sentir. Vai dar tudo super certo e vc será uma mãe maravilhosa e o João um paizão! bjs da cumadi, Dani - que deu uma pausa no TCC para saber de tudo. amo vcs!

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    1. Volta já pro TCC tia! rererere. Que bom que posso contar com você comadre! Tenho certeza de que Deus nos dará orientação para sabermos como lidar com nosso pequeno. Obrigada pela força. Um beijooooo da cunhada e do sobrinho!

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Comenta aí que a mamãe fica faceira! E volte sempre, a casa é sua! :-) Ou me mande um e-mail: emanoellew@gmail.com

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