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sexta-feira, 9 de março de 2012

Um baita susto! Febre, antibiótico e hospital

Três dias no Hospital. Saudades de casa.
O cansaço vinha aumentando desde domingo (4 de março), surgiram dores novas nas pernas e nas costas na segunda, mais fortes e frequentes na terça e as idas ao banheiro aumentaram de repente. Eu achando tudo normal. Pensei que fosse reflexo do esforço enorme que vinha fazendo nos últimos dias por conta da nossa mudança. E foi fatigante mesmo, mas só percebi que o negócio era sério na tarde de quarta-feira, quando meu corpo ficou quente, dolorido e senti aqueles tremores típicos: febre!
Liguei para o médico, tomei banho e arrumei o que pude, esperei João chegar do trabalho e nos mandamos para Castro. No consultório, a febre já estava em 38° mas o que mais pesava era o medo! Senti muito medo nesse dia. Dor forte na barriga, algumas cólicas, diarreia, dores nas costas, suspeita de infecção nos rins e o receio de que meu filho chegasse ao mundo antes de completar a 36ª semana.

Graças a Deus não passou de um susto. Um baita susto! Eu não contava com isso. Achava que agora, a duas semanas do momento mais esperado da minha vida, teria aquele merecido descanso e curtiria meus últimos dias de gestação em casa, arrumando os detalhes do quartinho, da bolsa de gestante, das lembrancinhas... Não tem sido bem assim. De sábado até quarta o que predominou foi a bagunça da casa, a correria em lojas e mercado para comprar itens que faltavam e em bancos para acertar tudo com antecedência. De quarta até hoje, estou sendo literalmente paciente internada no Hospital Anna Fiorillo Menarim em Castro.

Fui internada de imediato na noite de quarta. Tive febre a noite toda, quase 39°, sofri bastantinho, embora nada se compare com a pressão psicológica que isso tudo envolveu. Por mais que o médico tenha me tranquilizado, feito ultrassom para mostrar meu bebê e providenciado as escutas do coraçãozinho pelas enfermeiras, o fato de ele ter diminuído a frequência dos movimentos me deixou muito nervosa. Temi que ele tivesse sofrendo aqui dentro e que quisesse por conta disso sair depressa. O exame de toque me deixou mais calma, já que não tenho ainda dilatação alguma e o canal por onde Joãozinho precisa passar está bem longo - sinal de que não desceu, ou não 'encaixou' pro parto.

Aos poucos o nervosismo foi passando e abrindo espaço para outros sentimentos não tão bons aqui dentro do hospital. Agora predomina a ansiedade para irmos embora pra casa de vez, para terminar de arrumar a mudança, faxinar tudo, cozinhar na cozinha nova, enfim, viver minha vidinha planejada. Quero me ver livre deste soro que me atrapalha para escrever neste momento (a Day me emprestou o note dela, oba), do antibiótico, das comidinhas com dieta restritiva, do calor deste quarto, desta cama que embora levante e desça não é exatamente o lugar onde quero estar.

O importante é que melhorei! A febre passou, as dores sumiram só resta a diarreia e é por conta dela que ainda estou aqui. Não posso correr o risco de desidratar e por isso são litros de soro e de suplemento vitamínico entrando pelas veias (sim, já foi necessário buscar mais de um acesso porque o primeiro se soltou e fez a maior lambança aqui, doeu pacas).

O sentimento é também de impaciência. Meu maridão tá sendo 10, mas também não tem saco de papai noel e está ficando ansioso. Ele não foi trabalhar nestes dois dias, nem pra aula. Só saiu do hospital para comprar comidinhas (e cuecas) no mercado. Na correria esquecemos de aprontar uma mala para ele e o coitado veio parar aqui sem sequer uma escova de dentes. Imagino que não deve ser fácil. Mesmo assim, me ajuda em tudo: levantar, carregar o soro para ir ao banheiro (de hora em hora), tomar banho, cobrir, descobrir etc etc etc. (Filhinho querido, um dia você poderá ler isso tudo e é bom que saiba que seu papai foi exemplar e que agora está lendo o capítulo com o tema 'O pai também engravida' no livro 'O que esperar quando você está esperando').

A vovó Raquel e as tias Day e Rapha também estiveram presentes o tempo todo. Vó Sônia e tia Dani tinham um exame importante agendado para hoje, mas estão também preocupadas e nos aguardando de volta. Outros muitos amigos e parentes estão conectados conosco por telefone.

Apesar da bagunça, eu já andava dando sinais de indisposição...

Bem, eu queria estar aqui hoje para relatar como foi o processo da mudança, falar da casa nova, da bagunceira e da minha força para enfrentar tudo. Fui além do que imaginava, não entreguei os pontos e só evitei carregar coisas pesadas, mas participei de tudo o tempo todo. Porém, veio este contratempo e agora preciso guardar energias para que meu bebê não seja tão afetado.

Ainda não sabemos se foi virose, intoxicação alimentar ou outra coisa. O certo é que não tenho nada de errado no trato urinário, mas o sangue acusou infecção e portanto precisarei continuar usando antibiótico. Eu tremia de medo desta palavra durante toda a gravidez e agora não foi diferente, no entanto, todas as enfermeiras e meu obstetra garantem que é seguro e não vai afetar Joãozinho. Logo eu que não tomei um buscopan sequer nesse tempo todo...

Entrei ontem, no Dia Internacional da Mulher (parabéns amigas!), para a 37ª semana da gestação e a partir de agora meu João Augusto pode querer pintar por aí sem aviso prévio. Ao invés de ansiosa para ver a carinha dele, estou torcendo pra ele querer ficar aqui dentro mais duas semaninhas - tempo suficiente para sanar a infecção e evitar qualquer complicação na hora do parto, especialmente para ele.

Agora, sem mais reclamações e grata a todos que me mandaram recadinhos, que ligaram ou estiveram aqui, vou voltar para o leito 2 deste apartamento 313 (não gosto deste número) do Hospital de onde pretendo sair muito em breve para retomar o ânimo, o otimismo e a rotina de espera. Esta vida de rainha (da cama para o trono) já deu e o que quero mesmo é a de gata borralheira na casa nova (tem vidro para limpar, caixas e mais caixas de objetos para guardar, calçadas para lavar e roupa para passar, oba, rerere).

Só quero voltar pra cá daqui a duas semanas para pendurar o quadrinho com nome do meu filho ali na porta! Torçam comigo amores. Um beijão da paciente.

PS.: Nem tudo é baixo astral por aqui. Aproveitei o descanso para chamar a Neiva pra fazer minhas unhas e me tornei a paciente mais chique e perua do hospital enquanto João Alcione brinca de spá ao contrário e come e dorme sem parar. É claro que no meio disso tudo temos muitos momentos de descontração, como assistir à sessão da tarde e estabelecer uma cumplicidade grande a ponto de, numa linguagem especial, entendermos um ao outro com um olhar toda vez que as enfermeiras estão por perto.

3 comentários:

  1. Se cuida comadre, ficamos preocupados! Espero que volte aí só quando for sair com o nosso João Augusto nos braços! bjs Dani

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  2. Ai comadre, ainda bem que já estamos em casa e passando bem né? Obrigada pelo apoio dinda.

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  3. Oi prima, fiquei preocupada, mas Graça a Deus você esta melhor, descanse e tudo de bom para vocês.
    beijosss e muitas saudadessss
    prima
    Lu

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Comenta aí que a mamãe fica faceira! E volte sempre, a casa é sua! :-) Ou me mande um e-mail: emanoellew@gmail.com

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