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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Adeus meu Kikinho!

Novembro do ano passado

Janeiro de 2002. Eu tinha só 20 aninhos e vivia um momento importante de mudança. Tinha acabado de ir morar em Curitiba, começado a trabalhar como jornalista numa financeira e passava muito tempo sozinha na casa em Santa Felicidade, pertinho daquele pet shop em frente ao ponto de ônibus onde todo dia eu apreciava algum filhotinho. Até que aquela ninhada de cocker spaniel inglês me chamou a atenção. Um deles, bem magrinho, desmilinguido, cabeçudo veio à minha mão e me fez carinho. Foi irresistível. Voltei pra casa pegar dinheiro e dei R$ 80 pelo filhotinho preto-e-branco mais raquítico da turminha. Foi assim que Kiko Zambianchi Wisnievski entrou na minha vida há exatos 10 anos. Na carteirinha, a cor chique com pedigree e tudo: azul ruão. E o nome que escolhi porque ouvia um CD do Capital Inicial em que o artista tinha participação especial.

2002
Até então eu não pensava em ter um cachorrinho. Já tinha a faculdade em Ponta Grossa, para onde viajava todos os dias, e o emprego no centro da cidade. Mas a vida foi providenciando e acabei indo trabalhar em casa mesmo, onde aquela bolinha de pelos se transformou na minha melhor companhia. Meu amiguinho, meu filhotinho, meu filhinho. 

A princípio a casinha estava montada lá na garagem, com cortininha, tapete e tudo. Mas não levou uma semana para que aquele olharzinho triste me convencesse de que ele merecia entrar em casa. Em pouco tempo lá estava ele dormindo na minha cama, no meu travesseiro, espaçoso desde pequenininho, carinhoso desde que existiu.

Foram tempos difíceis aqueles, pois Kikinho era doentinho. Ali comecei a entender porque meu filhote era o mais magrinho. "Veio com defeito de fábrica", brincava a veterinária que fez de um tudo para salvá-lo, mas que não tinha mais esperanças. Depois de um tempo ela me confessou que sentia pena de mim porque sabia que o Kiko não sobreviveria.

Ele foi desmamado muito cedo e não estava pronto para a vida longe da mãe dele. Mas o amor por esta nova mamãe e o meu por ele foi forte o bastante para que resistisse. Meu cachorrinho foi uma fortaleza desde o começo. Quando já não comia mais nada, eu inventei mingau de maisena e dei na boca, com meu dedo. Foi o único alimento por alguns dias. Depois eu dividia a carne moída que fazia pra mim com aquela boquinha que começava a ficar gulosa.Kiko sobreviveu ao primeiro grande desafio de sua curta vidinha. 


No primeiro ano de vida era o terror do condomínio. Roeu as pernas das cadeiras, da mesa, detonou quase todos os meus calçados e fez cocô no meu tapete branco umas cinquenta vezes. Esfregava o corpinho na grade do portão até arrastar e abrir. Saía em disparada, não interessava o quanto eu gritasse e corresse atrás, até chegar à casa da outra rua onde morava uma cocker caramelo e um menininho querido, que adorava ele. Às vezes eu o achava dormindo na cama do vizinho e quase morria de vergonha.

Esconderijo seguro!
Mordia e comia todas as flores que eu plantava no jardim. Plantava cuecas e meias no lugar. Certo dia resolvi retirar um xaxim de lá e encontrei os tesouros do meu terroristinha. Ali estavam brinquedos, ossos, pedaços de calcinhas e outras preciosidades que ele guardava. Vai que estourava uma guerra? E quando dei a ele aquele osso grandão de couro dobrado? Sumiu. Duas semanas depois começaram a aparecer pedaços do couro cheios de terra e até larvas na porta de casa. Ele era prevenido.

Noutra de suas façanhas, ficou com medo do barulho do ventilador e correu se esconder... dentro da cesta de materiais de limpeza da lavanderia. Comeu o fiozinho vermelho do pacote de bolacha e uma figurinha da Minie. Ri muito quando encontrei um cocô enroladinho na fita e com a Minie sorrindo na pontinha.

Cada etapa de seu crescimento era uma conquista pra mim, que começava a aprender a ser mãe com o Kiko. Lembro da festa que eu fiz quando ele conseguiu subir sozinho na cama do quartinho ao lado. Foi meia hora de esforço, de olho numa bonequinha vermelha de lã. Quando chegou lá, ficou deitadinho ao lado da boneca exibindo sua façanha.


Kiko sobreviveu a um sequestro. Num mercadinho à beira da BR-277 ele estava à minha espera, eu vinha de ônibus de Ponta Grossa. Três adolescentes assaltaram o então 'pai' do Kiko, levaram o celular e meu filhotinho. Devem ter gostado da coleirinha. Estavam levando meu bichinho embora, mas desistiram. Maldosamente deram um chute muito forte no pequeno. Ele se defecou todo, judiação. Quando entrei no carro estava encolhidinho no canto aos meus pés, olhando baixo. Durante anos, toda vez que encontrávamos jovens de boné e com moletom amarrado na cintura, Kiko se encolhia.

Virou o dono da cama! Mas quem resistiria?
No entanto, a coragem voltou e certa noite ele evitou um furto na casa ao lado. O bandido entrou na garagem da vizinha e estava debaixo do carro tentando desacionar o alarme. Mas o Kiko não parou de latir um minuto. Pulava no muro sem parar. Até nos acordar e acordar também a vizinha, que acendeu a luz. O ladrão fugiu e o cockerzinho da mamãe virou herói. Ele nunca foi bravo, jamais mordeu alguém e foi sempre um doce com as crianças, mas sabia cuidar de casa. Até bem pouco tempo ainda latia para avisar do perigo. Mas a voz foi sumindo.

Amizade com a vizinhança era com ele mesmo. Passava de casa em casa na vila onde minha mãe mora e ganhava comida em toda parte. Era adulado pela criançada e deixava todo mundo subir nele. Tinha aquele porte bonito, forte, pesava 15 quilos, era grande e lindo. Uma vez doei um par de sandálias para a vizinha da frente. Um dia depois um dos pés apareceu na porta de casa. No segundo dia, o outro pé. Ele resgatou pra mim, oras. "É da mamãe".

Meus sobrinhos Isabella e Luiz Henrique deitaram e rolaram com ele, que tinha a maior paciência do mundo com as crianças. O Hike então, tinha por profissão jogar mixirica pro Kiko buscar. E ele buscava mais rápido que a Clarinha e que os outros cachorros da casa. Comia a tangerina. Adorava frutas. Banana foi uma das últimas coisas que ele comeu, no domingo.

Nesse dia, quase se afogou
Ele também sobreviveu à correnteza do Rio Iapó. Foi o Kiko quem ensinou a Clarinha, sua irmazinha, a nadar e a gostar tanto de água. Por um bom tempo ele era uma verdadeira lontra. Adorava ir pra Castro para se esbaldar no rio, atrás da casa da minha mãe. A maior alegria da vida dele era se lançar do barranco e ir lá no meio catar um graveto que a gente jogasse. E como nadava bem. Só se via a cabecinha e as orelhonas pra fora d'água. Mas um dia, com rio cheio, a correnteza estava bem mais forte e depois de vários mergulhos em busca de gravetinhos, ele ficou preso na corredeira. Nadava contra o rio, mas não conseguia sair do lugar. Precisou ser resgatado.

Ensinou a Clarinha a nadar...
Eu brinco que o Kiko se tornou filho de mãe solteira criado pela avó. Durante muitos anos ele ficou morando com minha mãe, enquanto eu morava em outras cidades, sem tantas condições de cuidar bem dele. E lá na dona Raquel, Kikão ganhou muitas companhias. Neste momento deve estar reencontrando a Shena, o Marronzinho, a Pretinha, o Conan e outros tantos cachorrinhos que se criaram por lá. Meu bichinho cresceu e se tornou educadinho porque o vô Valdemar é um exímio adestrador de cães. Foi dele que puxei este amor pelos animais, só não aprendi como educar muito bem.

Meu pai ensinou o Kiko a ser um bom moço. Atento, educadinho, limpinho. Todas as manhãs ele entrava no ônibus quando meu pai estacionava e verificava se havia alguma sobrinha de salgadinhos ou doces sob os bancos. Bastava seu Valdemar iscá-lo, que corria para perto do rio com o rabinho empinado em busca do 'bicho'. Por sua raça, foi caçador e não esqueço a noite que ele e o Marronzinho passaram acordados de plantão debaixo do pé de limão para dar fim numa raposa que apareceu por lá. Muitas vezes apareceu em casa com a fuça cheia de espinhos porque resolvia enfrentar algum ouriço.

Ele sobreviveu à quimioterapia. Era um cachorro lindo e fazia sucesso com a cachorrada da vizinhança. Deixou muuuuuitos filhos espalhados pelo mundo este meu lindão. Só com a Clarinha foram umas quatro ninhadas. Com as cadelinhas do meu pai, fez uma prole. Mas tanta 'festa' deu problema. Pegou doença venérea, acredita? E com ela um tumorzinho no pipi. Teve de passar por cirurgia e até quimio. Saiu dessa ileso e continuou fazendo filhos.

Os anos foram se passando e o Kiko envelheceu. A pelagem preta-e-branca agora ia ficando grisalha de verdade. Os dentinhos também foram se quebrando e a disposição diminuiu. De dois anos para cá, nosso Kikão passava mais tempo dormindo e tinha menos pique para dar corridão nos cachorrinhos que apareciam pela vizinhança.

Depois que voltou pra casa...

Há dois anos, Kiko foi morar na rua! Foi de novo um período difícil. Meu pai estava saindo de viagem e o Kiko resolveu passear de ônibus. O pai então achou que poderia levá-lo pro sítio, junto com os passageiros (meu pai ainda faz dessas! rere). Mas na rodoviária ele quis descer, ficou impaciente e então meu pai deixou ele na sua casa, em outro bairro da cidade. Quando voltou, tinha fugido. Foi aquele auê. O pai procurou tanto por ele, mas tanto, que dava até dó. Ofereceu recompensa e fez de um tudo, até em cartomante foi 'encomendar' a volta do cachorrinho. Até que dois meses depois o funcionário da minha mãe contou que viu o Kiko andando numa rua distante, num bairro da periferia. O pai rodou o bairro um final de semana inteiro até encontrá-lo.

Foi um lindo reencontro. Ele saltou pra dentro do carro e voltou pra casa. Pulguento, sarnento, magricelo, com o olho caído. Desde então sua saúde nunca mais foi a mesma. Passou por tratamento e até recuperou um pouco do peso, mas sua pelagem não ficou mais tão bonita e seu olhar caiu de vez. Ficou mais quietinho, sentiu a idade chegar aos poucos e passou a ocupar um lugarzinho fixo no corredor que dá acesso à cozinha da mãe.

Quando mudou pra Tibagi

Por mais tempo que eu tenha vivido longe, estive sempre em Castro e pude desfrutar do amor desse lindo personagem da minha vida que, como todo cachorrinho, jamais esquece da sua verdadeira 'dona'... eu prefiro chamar de mãe. Adotou e foi adotado pelo João, meu maridão, e ganhou carinho e atenção de pai. Até que em setembro do ano passado, enquanto eu estava por lá em férias para organizar as coisas do casamento, ele se abateu. Não queria mais comer, não levantava. Corri pra veterinária. Ela salvou a vidinha dele. Mas as condições dali pra frente nunca foram boas.

Os últimos quatro meses de vida do meu Kikinho foram de luta. Trouxe ele pra Tibagi para morar de novo comigo. Não desistiu, enfrentou o tratamento e até a última noite tomou seus remedinhos pro coração, pro fígado e pros rins (eu tinha que dar num pedaço de presunto). Cardiopatia grave. Acite (barriga d'água). Foi perdendo os pelos e o peso. Virou em pele e osso. Batalhamos juntos. Foi internado várias vezes aqui e em Ponta Grossa. Voltava muito debilitado. E de repente reagia. Trouxe a Clarinha também para tentar animá-lo. Funcionou. Teve algumas semanas de agilidade, caçando mosquitos, latindo pro gato da vizinha e me dando muuuuito carinho.

Com o papai João
De uns dias pra cá foi ficando mais e mais triste. Só no cobertorzinho dele. Não queria ração de jeito algum. Só aceitava com patê de carne e ainda assim tinha preguiça. Na clínica, passava por punção para retirar a água da barriga. E mesmo ele que sabia bater à porta do quarto à noite quando tinha vontade de fazer cocô, acabou deixando sujeirinha ali dentro de casa. Me olhava como quem pedia desculpas.

Neste momento meu Kikinho está deixando a vida. Não está sendo fácil. Aliás, foi a decisão mais difícil da minha vida e por mais que eu tente me acalmar, ocupar minha cabeça para não passar essa tristeza imensa pro meu bebê, é impossível. Hoje meu João Augusto vai ter que enfrentar isso com a mamãe. Porque o primeiro irmãozinho de quatro patas dele está partindo.

O Dr. Fabiano, primo do João, foi buscá-lo na hora do almoço. Nos despedimos. Nesta última semana, meu valente Kikão já não levantava mais. As ancas caíram e ele urinava deitado, teve diarreia e era difícil evitar as moscas. Nesta manhã não levantou a cabeça. Tentei aplicar sorinho fisiológico com uma seringa, mas a boca estava travada, não abria. Não comeu o presunto.

Fiquei ali do ladinho dele até o Fabiano levá-lo. Desculpe meu Kikinho, mas não tive coragem de ir até o final. Quis te ver de olhinho aberto pela última vez. Aquele mesmo olharzinho triste que me convenceu a te levar pra casa há 10 anos. O mesmo olhar de amor que jamais esquecerei.

Há pouco tempo...
Todo mundo me diz que foi melhor assim, que eu tinha de fazer isso, que ele estava sofrendo muito... Mas me sinto a pior pessoa do mundo por ter permitido que meu filhotinho saísse de casa assim, para morrer, sem aquela mesma esperança de que à noite ele estaria de volta.

Bom, quem não gosta de cachorros não é capaz de entender o que estou sentindo agora e vai me achar exagerada, melodramática. Mas quem me conhece de verdade e sabe o quanto eu amo meus bichinhos, compreenderá meu luto, minha tristeza, minha saudade.

Meu Kikinho sobreviveu tantas vezes e ainda assim partiu tão cedo. Quis o destino que sua despedida fosse assim, num momento de maior intimidade comigo, nesta fase em que espero meu primeiro filho (humano). Tivemos uma linda despedida... de quatro meses de perserverança. Quando a palavra "passear" representava um mundo de alegria pra nós dois, quando minha rotina mudou e ganhou novos afazeres: hora de dar comida pro Kiko, hora de dar o remédio x, o remédio y... Ficaremos eu, João e a Clarinha agora, cheios de saudade de você meu querido.

Um dia João Augusto verá tuas fotos, meu Kikinho, e saberá que a mamãe te amou muito e que será eternamente grata por tudo o que você representou pra ela! Escolhi um cantinho lindo na região do Morro da Comuna, em Tibagi, onde o Fabiano vai te enterrar. Espero que aí no céu dos cachorrinhos, você fique bem, sem dor e sofrimento. Eu sabia que um dia você iria partir e por mais que achasse que estava preparada para este momento, está sendo mais difícil do que eu poderia imaginar. Sentirei saudades de você, do seu carinho, da sua amizade, da sua voz forte, do teu pelo macio, da tua fidelidade e daquele amor imenso, incondicional... Com amor, da sua mamãe!







"Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimentos já são o bastante. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não. Dê o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puras e especiais? Quantas pessoas nos faz sentir...extraordinários?" John Grogan - Marley Eu.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quando o trabalho pesa mais que a barriga

Bem-vindo João Augusto!
Exaustão! Foi o que senti depois de um dia inteirinho de trabalho debaixo de sol quente, sobre areia e com muito calor, andando sem parar em plena 31ª semana de gestação. Mas valeu a pena! O final de semana foi super agitado para a família. João me acompanhou na missão de divulgar o Carnaval de Tibagi pelo litoral do Paraná.

Uma comitiva de  50 passistas e componentes de baterias de escolas de samba foi até Pontal do Paraná no sábado, a meu pedido, aceitando convite da RPC TV (afiliada da Globo), para participar da atividade nas areias de Shangri-lá e Ipanema. Apesar de muito cansativo, foi show! Nossas meninas sambaram o dia todinho sem reclamar, nossos meninos arrasaram na bateria, deram show no tapete da RPC, no palco da Gazeta do Povo e pelo Calçadão de Ipanema, além da orla. E eu lá, no meio, fotografando, distribuindo panfleto, arrumando entrevistado... Olha, se eu pudesse imaginar o tamanho do esforço que faria nesse dia, talvez não tivesse aceitado o desafio. Mas que bom que fui. Quase caí dura na praia no final do dia, mas venci e fiz bonitinho. O resultado compensou. 

Os três casais juntos... na divulgação do Carnaval

O bom foi que por coincidência meus irmãos e cunhadas estavam na praia desde quarta e eu aproveitei pra ficar por lá (tudo de grátis, oba!). Se tivesse que voltar no mesmo dia acho que não chegaria inteira aqui. Então curti ainda um banho de mar maravilhoso no final do expediente. Embora as águas-vivas estejam assombrando os veranistas, não encontrei nenhuma por ali e me refresquei à vontade! Sabe que para os pés foi ótimo? Por mim, eu montava um mar ali do ladinho de casa pra lavar os pés todo dia e desinchar um pouco! rerere

Apesar da canseira...

Bem, essa maratona me faz lembrar que já não tenho mais condições de enfrentar as mesmas atividades de antes. Por mais que eu queira, o corpo não ajuda. É muito peso, é muito calor, é fome, mal-estar... Fico pensando como vai  ser o Carnaval! Sou a responsável por toda a divulgação da festa junto à imprensa e pensem comigo... não vai ser fácil enfrentar as atividades até altas horas da madrugada. Vou ter que me preparar muito bem, principalmente psicologicamente.

Mas aí sempre vem o engraçadão com a velha afirmativa: "gravidez não é doença". Não é pra você que é homem e fica só com a parte boa da coisa. Pra gente que está 10 quilos mais pesada, com os tornozelos do mesmo tamanho que o joelho, com a coluna envergada e doendo pacas, com azia, muito sono e indisposição, é bem parecidinho com doença viu? Só que felizmente meu estado é de graça e total felicidade. Mas não custa lembrar que ninguém precisa manter um "desafio para a grávida" o tempo todo. rerere

Mateuzinho, coisa mais linda do mundo!
Voltando à praia, adorei! Ontem ainda fomos de manhã pra areia e o mais gostoso foi fazer estágio de mãe com meu sobrinho coisa mais linda do mundo. O Mateuzinho é um encanto gente! Nós dois ficamos horas num buraco à beira-mar brincando muito. Foi tão tão tão gostoso e até o tio João se entusiasmou num castelo de areia. Escrevemos o nominho do nosso filho na areia para ressaltar que ele é muito bem-vindo e tiramos mil fotos da barrigona (que agora está enorme). Fiquei imaginando como será daqui um ano, quando eu puder voltar lá com meu Augusto!

Por falar em Augusto, fiquei super honrada em saber que minha amigona Juliana resolveu acrescentar este nome lindo ao do Pedro, que está para chegar até o Carnaval. Ficou lindo Ju!!! E vai ser uma fofura que os dois possam sem conhecer e saber que juntas nós tivemos tantos momentos bons da gestação!

Então... retornamos pela Estrada da Graciosa, que eu amo. Ô lugar lindo. Se um dia eu puder, quero ter uma casinha ali no pé da Serra. É tão encantador. Passeamos em Morretes (andei tanto!), comi bala de banana e banana frita até enjoar! Huuummm. Ah comi o churros da praia que é o melhor do mundo! Matei as bichas! Chegamos muito tarde em Ponta Grossa e posamos por lá, na casa dos sogros. Dona Sônia me mostrou as coisinhas que anda inventando. É tanta fofurinha pro enxoval. Até cabide decorado com patchwork ela fez! Tudo na base da girafinha e dos animais da selva. Uma graça.

Morretes! Amo esse lugar.

O duro foi acordar hoje às cinco da manhã, enfrentar estrada, pegar os bichinhos na casa da mãe em Castro e chegar a tempo de apresentar o programa Bom Dia Tibagi na Rádio Itay (de segunda à sexta, das 8 às 9 horas). E o difícil mesmo é ver que meu Kikinho está pior. Semana passada ele passou novamente por uma punção para retirar a água da barriga e sempre volta bem debilitado, só que desta vez ele não está reagindo.

Hoje não levantava as perninhas traseiras. Uma judiação! Cada dia mais triste. Isso tem me abalado sim. E é chato ouvir que não devo me abater "por causa de cachorro" porque agora tenho "um filho pra cuidar". Não é bem assim... Kiko tem 10 anos ao meu lado e com ele vivi coisas lindas! Ele faz parte da minha família e foi meu filho desde sempre. Claro que é um amor diferente, mas nem por isso excludente. Consigo amar meu cachorrinho e meu filho ao mesmo tempo. Só concordo que eu não deveria me envolver tanto agora, até porque me acabo de chorar quando vejo que ele tá mal e isso não deve ser bom pro bebê né? Mas meu Joãozinho entende a mamãe e saberá que quando agi assim, foi por amor.

Se o Kiko não melhorar nos próximos dias, vou ter de começar a pensar na possibilidade da eutanásia e tenho três tipos de arrepio só de imaginar isso. Então, deixemos este papo para outra hora né?

Por hoje ficam os registros das coisas boas! E a contagem regressiva: 30 dias para entrar em licença-maternidade, 33 dias para a mudança de casa e cidade, oito semaninhas para a chegada de João Augusto. Um beijo da mãe bronzeada pra você! E até mais.

Ele levou a cadeira de escoteiro pra eu descansar...


Videozinho da vez? Ah são vários, todos sobre nossa empreitada no Litoral. Eu apareço em dois deles:

Veja algumas das matérias: 

Pereirão também participou da divulgação

Viu como cresceu?

Nem que me ache enorme! rerere

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O oitavo mês e a contabilidade

Oi amigas (os)!

Raso, redondo e de buraco: 30! Trinta semaninhas de gestação completas e meu filho já até pode enxergar lá por dentro. Sua visão está formada, ele está prontinho, só falta engordar e não vai faltar energia da mamãe aqui para ele crescer fortão. Fizemos ultrassom na última semana e felizmente ele está super bem, com um cabeção enorme e o coração a mais de 140 por minuto. Está na posição de parto já. Olhou pra foto mais uma vez. A tia Dani ficou apavorada achando que o cordão umbilical estava afogando nosso príncipe, mas que nada... é que tá apertadinho mesmo, dinda!

Fico mais tranquila em saber que se ele resolvesse nascer agora, teria condições de viver. E ansiosíssima porque faltam só mais oito semaninhas para ele transpor a barreira do meu ventre e passar a fazer parte deste mundão de Deus. Falta pouco e ao mesmo tempo parece uma eternidade. Já se passaram sete meses. Como foi rápido. Mas ainda faltam dois. Como demora.

Tenho feito contagem regressiva para tudo. É muita vontade de que as coisas se resolvam. Hoje faltam 38 dias para nossa mudança (4 de março vamos definitivamente para a casa nova), 35 para a licença-maternidade (paro dia 29 de fevereiro) e menos de 60 pro nascimento (ele que vai resolver isso né? Mas eu tento prever).

Agora já está bem maior
Nessa expectativa enorme, muitas providências ainda precisam ser tomadas, como a decisão final sobre o parto. Tenho ouvido de um tudo, lido tudo, estudado muito. Conversei de novo com o médico. Quero criar mais coragem para ver se enfrento as dores, mas confesso que estou insegura.

Os sintomas da fase não são tão diferentes de antes. Continuo com o xixi apertado à noite, com os pés inchados no final do dia, com dores nas costas e respiração ofegante, sinto o peso aumentar todo dia e minha barriga está muito, mas muito maior que nas fotos do último mês. O lado bom é que João Augusto se mexe mais e com mais força também. Me divirto quando deito no final do dia e vejo ele fazendo ondas na minha barriga, empurrando com a mãozinha, chutando de montão.

Continuo sentindo leves contrações. Não são dores, mas a barriga fica dura por alguns instantes, inflada. É meu útero treinando para o grande dia. Minha pele melhorou. Não tive mais as alergias. No entanto, as manchinhas de sardinhas que eu tinha estão bem mais evidentes e uma mancha que parece uma craquinha está sobressalente ali na face. Se antes eu já precisava de um tratamento, agora vai ser indispensável.

Tenho um pouquinho de azia antes de dormir, mas quase nada. Tenho fome! Ah esta nunca me abandonou. E, sem medo de ser feliz, revelo: passei dos 10 quilos. Eu que queria engordar no máximo nove, já estou uns 11 mais rechonchuda agora, só que sem o mesmo peso na consciência. Tô dentro do normal gente! E não vi nenhuma estriazinha até agora. "Tô loca de linda", rerere.

Vamos sem modéstia mesmo, afinal, quer coisa mais linda no mundo que a casinha de um ser tão amado, tão esperado? rerere. Antes eu tinha medo de barriga de grávida, ficava com a impressão de que ela iria explodir. Agora acho divino! A gente muda, benhê! Por isso venho aprendendo a conviver em paz com meu corpo e até com as costas mais largas, com as pernas mais gordinhas, com os tornozelos arredondados. Estou aprendendo a me achar bonita de modo especial.

Também comecei a sentir dores nas mãos, nas articulações e descobri que é bem comum. Chama-se síndrome de carpo e acontece porque o túnel de carpo, que faz as ligações nervosas das mãos, fica apertadinho com o inchaço.

Artes da vovó Sônia
Os parabéns da semana para dona Sônia, a sogrinha empolgada que está fazendo mil artesanatos para esperar o netinho. Ela já pintou aquelas caixinhas de colocar algodão, cotonetes e outras coisinhas sabe? Está fazendo protótipos de lembrancinhas, tudo na base da girafinha, rerere. E também aquele quadrinho de por na porta do quarto com o nome do piazão (dá trabalho porque são 11 letras, rere). Sábado foi aniversário dela e meu desejo é de que seja imensamente feliz e tenha muita saúde para me ajudar a cuidar do pequeno. ririri

Parabéns também pro meu irmãozinho caçula, o Robson, que completou aninhos ontem, dia 25. É meu xodozinho este irmão e por mais que já tenha seus 24 anos, seja pai há cinco anos e casado, pra mim é criancinha ainda. :-)


Contabilidade

Este tema merecia um post a parte, mas como já estou aqui, lá vai...

Olha, confesso que uma das coisas mais difíceis da vida de casados é a administração financeira. Eu e João estamos aprendendo a fazer isso juntos. Antes eu tinha as minhas contas e como sou filha do Polaco do Ônibus, que deveria se chamar 'Turco do Ônibus', conservo de herança um escorpião em cada bolso e sou muito controladinha nos gastos. Mas agora que juntamos nossos salários e também nossas despesas, as coisas fugiram um pouco de controle.


A verdade é que a gente se empolgou mais do que devia. E agora devemos mais do que deveríamos (ai!). Mas não foi com coisas à toa não. A mudança para a casa nova nos levou os trocos mesmo. Só de despesas para documentação do imóvel e taxas pro governo foram mais de R$ 4,5 mil em dezembro.

Roupinha temos bastante!
Depois a gente se entusiasmou em mandar projetar a cozinha, que (agora reconheço) está saindo o olho da cara. O quartinho do bebê não conta porque foi baratinho e parcelamos em 10 vezes, mas as obras de ampliação da casa, estas sim, nos deixaram sem fôlego financeiro para enfrentar o que vem por aí.Mexa com pedreiro pra você ver! Enfim, parcelamos o que dá, mas estaremos bastante apertados pelos próximos três meses. Justamente quando o Augusto chega. #medo

Claro que isso me deixa apreensiva. Fizemos planilha, atualizamos diariamente e já sabemos como será o período. Contenção total! Sorte que o enxoval está quase completo e precisamos comprar pouca coisa. Ah, precisamos de fraldas! Só tenho um pacote! rerere. Portanto queridas tias, quando forem nos visitar, se quiserem nos presentear, tragam fraldinhas! :-) Ele tem bastante roupinha (ufa!).

Mas, se nossos planos derem certo, em maio estaremos novamente com o orçamento menos comprometido e poderemos manter o objetivo de adiantar umas parcelas da casa para o caso de eu não ter emprego no ano que vem. Esta é uma questão que também vale um outro post, mas o fato é que como sou cargo em comissão, meu trabalho vai até 31 de dezembro deste ano, quando encerra o mandato do prefeito. Depois disso, só Deus sabe. Preciso me precaver.

Apesar de colocar os pés no freio agora, felizmente temos boas perspectivas pela frente e sabemos que teremos como controlar as contas em algum tempo. Nada a reclamar né? Bora economizar então para garantir que Joãozinho seja filho de pais responsáveis!

Para começar a encerrar, uma definição linda de filho que só poderia ser do melhor: José Saramago.

"Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.  Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".


O videozinho da semana é para rir. Veja as caras-de-pau das minhas cunhada e sobrinha como atrizes deste comercial. São muito top dona Dani e dona Duda. Adoro! (Pena que não consigo colocar a imagem aqui, porque não está no youtube).

Agora olha que graça a imagem abaixo! Tô até vendo... rerere



Beijos amores, té mais

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Despedida e recomeço

Padrinho em nosso casamento

Já tem mais de uma semana que não passo por aqui e venho adiando este post porque é difícil falar sobre um assunto que ainda causa dor. Mas não posso deixar de registrar. Nos últimos dias muita coisa aconteceu. Tive momentos maravilhosos, como o do ultrassom em que vi a carinha do nosso bebê lindo e a reunião de família para o aniversário da sogrinha, mas o que marcou o período foi a despedida inesperada e muito triste do querido tio Carlos.

Aos 55 anos, meu padrinho, irmão da minha mãe, foi internado com pneumonia no Hospital de Castro e saiu de lá 12 dias depois sem vida, vítima de uma bactéria que agravou seu estado debilitado. Muita gente, mas muita gente mesmo, foi ao velório há uma semana para demonstrar carinho pelo meu tiozinho que deixou como herança apenas as lembranças de um homem calmo, quietinho, doce e carinhoso que nunca reclamava de nada. Ele foi vítima também da dependência ao álcool e é bom lembrar que isso é uma DOENÇA!!!

Por mais informação que a gente tenha disponível, o preconceito ainda existe e é forte. Vem de quem a gente menos imagina, por isso a ênfase. Meu querido tio foi-se aos poucos e ninguém imaginava. Minha mãe, as tias e os tios fizeram sua parte. Meu tio foi acolhido em Castro quando se sentiu sozinho na cidade em que antes vivia. Foi bem tratado, foi amado, foi feliz na medida do possível. Mas o que mais entristece mesmo dessa história é ver que seus últimos meses foram de uma forte depressão e talvez por isso o problema dele tenha piorado. Fica uma sensação de que a gente poderia ter feito algo mais... Porém também o entendimento de cada um tem nesta vida sua missão a cumprir.

Ao meu tio amado, meu desejo e a certeza de que já está sendo conduzido para um lugar de muita luz, de muita serenidade, onde suas últimas experiências sirvam de base para um reinício muito melhor, para uma nova vida (é no que acredito) onde o amor vai solidificar em seu coração a paz que nem sempre encontrou aqui. Que este acolhimento seja carinhoso como o senhor era tio! Vou guardar na memória, de modo especial, sua participação como representante do pai da Dayane em nosso casamento coletivo. Um pai-padrinho meigo, humilde e que sofria caladinho.

Nunca vi minha mãe tão abatida e é claro que isso também me deixou nervosa. Tentei controlar as emoções para evitar que meu filhinho sentisse muito. Viajamos ao Socavão, lugar no interior de Castro que marcou lindos momentos da minha infância e que agora só visito quando é para enterrar os entes queridos. Desse episódio todo, fica uma reflexão importante. Fiquei pensando sobre como meus avós Ema e Sival amavam seus 13 filhos e do quanto sofreram e ainda sofreriam com as perdas se estivessem vivos. Já são quatro irmãos que se foram 'antes do tempo'. Tenho certeza de que a vó imaginou um futuro lindo para cada um de seus filhos e jamais pensou que suas vidas pudessem ser abreviadas. A mesma coisa que eu sinto! Como mãe, agora posso perceber a grande importância de cuidar muito bem de quem a gente ama. Como filha, me sinto ainda mais na responsabilidade de cumprir meu dever eterno de estar com meus pais em todas as situações. Essa experiência me fez reforçar o sentido de ser filha e mãe, as missões que essas duas funções me reservam.

Ser boa filha e boa mãe não é tão simples e exige muito esforço né? Por isso venho tentando me preparar o melhor possível. Não sou de pedir muita coisa a Deus, mas desde que engravidei tenho mantido dois pedidos constantes: que tenhamos saúde e que eu tenha sabedoria para aprender a ser uma mãe que meu filho e que o mundo merece ter!

Amém.

Por hoje é isso. Volto em breve com as novidades. Beijocas amores.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que os números dizem sobre o nome do bebê

Aqui, na 25ª semana
Nem sei se oficialmente tenho esta opção, mas penso em duas possibilidades de nomes para meu filhinho. João Augusto poderá ser Wisnievski de Oliveira ou Wisnievski Oliveira. E se essa tal de numerologia funcionar, teremos aqui dois perfis de criança bem diferentes. Andei pesquisando na internet (ade não! rere) e vejam comigo:

Se ele se chamar João Augusto Wisnievski de Oliveira, seu número será o 7 e, segundo o site Top Baby da Uol:

Nasce um adulto: "Natureza intelectual, facilidade para aprender, gosto pelo estudo". Bom! Muito bom!. É "Pensador, observador, sempre atento a tudo o que acontece e tem uma vida interior muito rica, preza o silêncio e a quietude". Vai ser comportadinho então pra facilitar a vida da mamãe! "Pode ficar um bom tempo sozinho, no quarto, concentrado em seus brinquedos". Viu só, que fofura? "Gosta de um ambiente arrumado, fugindo do barulho e da agitação". Também adoro gente organizadinha e não sou muito do barulho. "Ama a natureza e os animais". Ah mas vai amar independente do número! "Normalmente obediente e educado, tem incrível sensibilidade para distinguir o certo do errado e se ressente demais com as injustiças. Na fase adulta, será um perfeccionista, defensor do respeito e da privacidade". Lindo né? Com o número 7, meu Joãozinho vai ser o oposto das piadas de Joãozinho e mostrar maturidade desde criancinha. De acordo com o site, ele seria bom profissional como cientista, professor, escritor, horticultor, inventor, advogado, ator, psicanalista, líder religioso ou atividades ligadas ao ocultismo. Tá. Bacana. Mas ele vai ter teeeeempo para decidir.


E quanto à outra possibilidade? Se ele não tiver o "de" antes do Oliveira, que personalidade teria conforme a numerologia do Uol? (veja a que ponto chega esta mãe... só falta eu consultar um tarô pela internet, rarara). Sem o "de", Joãozinho seria número 3, que tem:

Talento de artista: "Conquista a todos com seu encanto natural e não precisa se esforçar para chamar a atenção". Oooooh que graça, um palhacinho. "Nos primeiros anos, mostra-se tímido ainda mas, aos poucos, desenvolve uma grande autoconfiança". Muito bem! "Mesmo que em alguns momentos pareça dispersivo, na verdade é muito observador e registra tudo o que se passa à sua volta". Tipo a mamãe! "Tem o dom da criatividade e usa desenho, teatro e pintura como formas de expressão". Amei! "Inimigo da rotina, está sempre buscando o novo. Aprende com facilidade. Vive cercado de amigos e adora brincar com eles no quarto". Assim, meu filhote seria então o mais simpático da turminha, o popular... Quanto às profissões, ele seria bom como "orador, escritor, ator, pintor, músico, humorista, produtor cultural, cabeleireiro ou vendedor". Bom também né?

E então meninas? Se eu pudesse escolher (ainda não vi a questão legal. Vai que o "de" é obrigatório porque o pai carrega, sei lá) e se eu acreditasse realmente em numerologia a ponto de tomar uma decisão pautada nela, optaria por um provável bebê comportado ou por um peraltinha danado? Pensando bem, os dois números descrevem a personalidade dos pais. João está mais perto do 7 e eu do 3.

É engraçado fazer este exercício porque embora eu não acredite tanto assim, a ponto de achar que meu filhote terá sua personalidade definida pelos números relativos ao seu nome, é oportunidade de refletir sobre como quero educá-lo, de quais influências dar a ele, de como tentar moldar seu comportamento na rotina. É importante pensar se quero este menino super educado e meticuloso em suas atividades, ou se quero estimular nele dons artísticos com menor rigor na disciplina. Ou se posso tentar as duas coisas ao mesmo tempo. De todo modo, acredito que ele já tem uma personalidade  mesmo aqui dentro da minha barriga, influenciada por inúmeros fatores: desde meu DNA mesclado ao do João pai, a interferência do meu humor durante a gestação e o que ele é por essência, o modo como ele já foi projetado antes de ser um bebezinho... projetado por Deus. Ou ainda, o que já foi em outras passagens por este mundo. Depois ainda terá uma vida inteirinha de interferências positivas, negativas ou simples interferências para se associar e formar sua identidade.

O certo é que será João Augusto, nome que tem uma força grande e que não foi escolhido aleatoriamente. João significa 'agraciado por Deus' e Augusto quer dizer 'o sublime, o venerado, o máximo'... como ele né?! rerere. Então terei um menino agraciado por Deus e que é o máximo! Tá ótimo! #supimpa


Sapatinho foi presente da Bianca! :-)
Desde criança, na minha imaginação os nomes dos meus filhos seriam Beatriz e Bernardo. Continuo gostando de Beatriz, no entanto chegamos a pensar em Luíza se fosse menina. Mas quando soube que era menino, optei por Augusto e o papai concordou. Isso porque duas  amigas queridas tiveram bebês há pouco tempo e eles se chamam Bernardo. São os lindos filhos da Bianca e da Dani Novak, umas gracinhas. Nada contra repetir, mas o fato é que esse tal de Augusto entrou na minha vida de repente e não me deixou dúvida.

 É o nome que meu filhinho quer ter. Eu estava lendo um livro que indica roteiros de viagens. Já estava grávida e não sabia. Quando li sobre um hotel em Roma, onde o imperador Augusto costumava hospedar-se, parei no nome. Repeti. Prestei atenção e disse baixinho: "que nome bonito, como foi que nunca percebi?" Duas semanas depois eu soube que estava esperando meu Augustinho.

O João veio por interferência do pai (óbvio né? rerere). É minha homenagem ao homem mais lindo do mundo que me concedeu este privilégio de ser mãe. O argumento dele é que Augusto começa com a primeira letra do alfabeto e com isso nosso filhote seria o primeiro da chamada, o primeiro a fazer a prova oral, o primeiro a chamarem no Exército... e eu fiquei imaginando ele sempre no primeiro lugar da fila... Deve ser entediante, rararara. Tá bom papai! J é a décima letra e esta é uma boa posição.

Foi assim que nosso filhinho ganhou nome e já tem dois números de personalidade. Agora, resta saber se será um 3, um 7 ou qualquer outro número lindo que trará a ele muita sorte na vida. No que depender de mim, será um gurizão abençoado ao cubo, saudável à quarta potência, 1/2 bagunceirinho, infinitamente feliz!

Vamos então à:
A Semana da Gestante! 
(lembrei do Lombardi dizendo "A Semana do Presidente" naquele quadro do SBT, ririri):

Nós tentamos!

- A saga do papel de parede: No último post falei sobre o quartinho. Neste sábado evoluímos! Papito e eu fomos a PG no sábado para lidar com pedreiro, compra de material de construção, orçamento da cozinha, box dos banheiros e outras coisinhas. Em mais uma passada na Balaroti comprometemos os salários dos próximos três meses (ui como é tudo caro!) mas finalizamos as compras. Agora nossa casa tem acessórios de banheiro, caixa de correio, pastilha na parede da cozinha, uma nova garagem, uma sala maior e um quartinho de bebê decorado! Comprei papel de parede xadrez em verde, lindo! Mais aquela fita de parede com o tema safari, cheia de girafinhas. Uma fofura.

Enquanto João instalava as luminárias, eu e minha sogrinha ficamos buscando resistir à tentação de abrir as embalagens do papel de parede.
- "Dona Sônia, o rapaz da Balaroti disse que é bem facinho. Faz a cola, passa no papel e põe na parede passando um paninho para tirar as bolhas de ar".
- "Ah mas então se você me autorizar a gente pode tentar"
- "Bora lá"

E lá se foram umas três horas de tentativas. Chamamos inclusive o apoio da Pereirona marida de aluguel Dani, que também se esforçou bastante. Quando a gente achava que tinha ficado lindo, apareciam mais bolhas de ar. E assim foi... até que deduzimos que precisamos de mão de obra especializada mesmo! rarara. Mas um dia João Augusto saberá que eu, sua vovó e sua titia nos esforçamos muito, persistimos para fazer do quarto dele o mais lindo do mundo. Valeu a intenção tá filhote!? Além disso, agora a vovó tá na maior empolgação vendo cortinas, acessórios de banho e troca, lembrancinhas e objetos de decoração. Ela adora isso e deve estar se divertindo. Eu agradeço! #ufa

A festa também era de safari!
- Aniversário do Rômulo: o pequerruxo da Carla fez um aninho e eu e João fomos a Curitiba para festejar. Tava tudo lindo e delicioso, especialmente ele, com os cabelinhos espetados. Um fofo! Aproveitei a viagem para passar na casa da vó Francisca (tem 92 anos) para mostrar as fotos do casório. Encontramos os tios e primos. #saudades

Ainda passamos na casa da Mirian, minha amada e eterna Mimi, que foi com a gente para a festinha. Ganhamos um maravilhoso aparelho de jantar e enxoval do bebê. Uma fofurinha: toalha de banho, coeiros e fraldas. Coisas que eu não tinha ainda. Obrigada Miiii! Amei também o conjunto de prato, talher e canequinha de prata que ela me deu. Relíquia de família. Me senti tão especial. :-)

- Recebemos as fotos! O ensaio que fizemos em 23 de dezembro agora está conosco. O impressionante é como a barriga cresceu em um mês. Ali eu estava de 25 semanas, agora tô na 29ª e bem maior. Por enquanto, dos 130 cliques, escolhemos oito fotos para ampliação. São, entre outras, estas que estão aqui e que foram disponibilizadas pela Fabi Guedes num CD. Depois que o bebê nascer, teremos mais sete fotinhas dele numa nova sessão.

- Fui ver meu padrinho na UTI. A situação é muito grave. Hoje ele teve nova parada cardíaca e o tratamento da infecção não está evoluindo com os antibióticos. Uma tristeza muito grande para todos da nossa família, que é super unida. Meus tios e minha mãe praticamente ficam morando em frente ao hospital para esperar as três visitas rapidinhas permitidas por dia. A gente olha pra ele lá do vidrinho, de longe, mas sabe que ele sente nossa presença. Quando alguém entra no leito e toca nele, o coração dispara. Todos juntos estamos em corrente de oração, em várias religiões e crenças, para que tio Carlos saia logo dessa.

Quanto ao videozinho do dia, lembram da supermãe de quadrigêmeos de Taubaté? Tão dizendo que é fake. A Record divulgou hoje que a mulher pode ter inventando a gestação e que o médico nega a gravidez dela. Que coisa não? A barriga bem que está esquisita. Olha só:



Beijinhos! Até breve amores!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O quartinho, finalmente!

Enxoval de Floresta, em especial... girafinhas
João Augusto terá um berço! Ufa. Isso me deixa tão aliviada... Vocês não fazem ideia da ansiedade que eu estava para resolver a questão. Finalmente encomendamos o quartinho do nosso filhote. Primeiro fizemos orçamento em lojas de móveis planejados, para tentar aproveitar melhor o espaço (apertado) do quartinho na casa nova. Mas nada saía por menos de R$ 4 mil para um armário, uma minicama e um balcão. Achei caro! Aí vi na TV um comercial da Maxi Bebê, de Ponta Grossa e corri pra lá. Aproveitei que ontem tivemos de ir à PG finalizar acertos com relação à papelada da casa e passei na loja. Não resisti.

O quartinho vai ficar lindooooo! E saiu bem mais em conta. Um armário grande, uma cômoda espaçosa e um berço que depois vira minicama, mais um sofá para amamentar, desses de tecido que imita couro, tudo branco, por 10 x de R$ 139,90. Estou recomendando porque os móveis são de qualidade. Tudo em MDF, com acabamento lindo. O armário é bem grandão. Vale a pena. Eu tinha previsto não comprar berço, fazer direto a cama, para durar mais. No entanto, diante da promoção, optei por isso mesmo e, quando ele tiver seus três aninhos a gente vende o bercinho.

O miniberço é parecido
Com a economia feita, aproveitei para adquirir outras coisinhas, como o miniberço que vou colocar ao lado da minha cama nos primeiros meses. Parecido com este aqui, só que mais bonito. Depois ele vira uma espécie de balcão que pretendo colocar no quartinho do baby mais tarde... bem mais tarde... E nem adianta me aconselhar a deixar o bebê sozinho desde pequeno lá no quartinho dele, para se acostumar, como bem tentou fazer a vendedora da loja, porque jamás!!! Não há argumento que me convença a deixar meu filho dormir longe de mim nos primeiros meses. Sou mãe de primeira viagem lembram? rerere. E das suuuuper preocupadas. Então está decidido. Joãozinho vai sim dormir pertinho da mamãe e do papai até ter independência. Tipo... quando for se alistar no exército eu já deixo ele usar o berço do outro quarto. :-D

E então, como diz Kate Lúcia, "comprei-me tudo"! Obaaaa. Tão gostoso comprar as coisinhas do enxoval meninas. Aproveitei outra promoção linda. O kit de berço, com aqueles aparadores, travesseiro, colcha, lençol, fronha e até trocador saiu por R$ 85. O preço normal varia de R$ 270 pra cima (para o alto e avante, porque tem coisas lindas e caríssimas). O fato é que escolhi porque tinha uma bendita duma girafinha aplicada no travesseiro. E eu amoooo girafas! Deve ser complexo porque sou baixinha, rere.

Essa aqui era baixinha como eu! rere
Então está definido! O quartinho terá como tema safari: girafinhas em especial. Ah, sobre as coisas do berço, eu já sei, também assisti à reportagem do Fantástico sobre segurança nos berços e já tinha lido sobre isso. Mas como meu filho vai morar no meu quarto inicialmente, a girafinha e outros badulaques serão meramente decorativos no berço oficial do Joãozinho. Quando ele se mudar pra lá, tiro tudo e deixo só no lençolzinho para evitar qualquer tipo de acidente como sufocamento (ui!). Também observei aquelas dicas de segurança como a distância mínima entre as grades, de 6 cm, se tudo é bem fixo, se não sobram espaços entre o colchão e as grades etc. Tudo certinho.


Aí aproveitei para levar outros itens do enxoval: joguinhos de lençóis (preferi 100% algodão, sem economia), toalhinhas, travesseirinho com oração do Santo Anjo... Agora é controlar a ansiedade porque o quarto tem prazo de 30 dias para a entrega e ainda precisamos preparar a casa para receber os móveis. 

O dia foi corridão porque também estivemos no Balarotti para as compras de itens necessários antes da mudança, como lustres, lâmpadas, utensílios de banheiro, escada, parfusos e pregos para dr. João Alcione martelar à vontade. Deveremos voltar no sábado, quando quero ver tinta ou papel de parede para decorar o quartinho. A cor da casa já é bem bonita. As paredes internas são de um tom bem clarinho, parecido com marfim, e pretendo manter. Mas uma das paredes vou decorar. Imagino fazer listras de azul e verde. Veremos né.

Já trocamos as fechaduras da casa, encomendamos box para os banheiros (isso sim achei caro: mais de R$ 500 num pedaço de vidro), solicitamos a instalação da energia elétrica para a Copel, do telefone e internet para a Oi, orçamento da empresa de segurança e o complicado é ficar no aguardo dos técnicos. A casa está fechada e a gente mora longe. Por isso estamos contando com a imensa boa vontade da cunhadinha Dani, que ficou com as chaves para cuidar desses assuntos pra gente, além de encomendar a ela uns orçamentos de obras na casa. Pretendemos mudar parede de lugar, abrir portão extra para garagem, calçar uma parte externa e mais um monte de coisinhas que precisam estar prontas antes do final de fevereiro. Difícil é achar pedreiro disponível.

Outra providência foi a aprovação do projeto da cozinha! Vai ficar lindaaaa. Os móveis ficam prontos em 30 dias também. Não vejo a hora de entrar lá e ver tudo certinho, no lugar. Enfim... chegamos em Tibagi à meia-noite e eu estava exausta, mas feliz. Nem reclamei da canseira, das dores, do inchaço, de nada.

Agora já providenciei outras comprinhas... O livro O que esperar quando você está esperando e um kit de fralda ecológica para testar, por indicação da Ju (falo sobre isso depois).

Enfim, amores, adiantei as coisas e já não fico mais tão atucanada com a imensidão de providências a tomar. Ainda tem mil detalhes para ver e, como não pretendo fazer chá de bebê (as cunhadas querem, mas eu tô refletindo melhor) ainda tem muito a resolver nestas próximas 10 semanas - desde lembrancinhas a mala de hospital e a principal decisão: em que hospital parir. Até semana passada eu estava certa de passar pelo parto no Anna Fiorillo Menarim, em Castro, com meu médico mesmo. Mas depois de uns acontecimentos envolvendo minha família, estou ponderando a possibilidade de mudar de leito. Vou falar com o Dr. para ver isso direitinho. Temos ultrassom na próxima quarta.

Enfim... hoje entro na 29ª semana de gestação e não vejo a hora de deixar tuuuuudo preparado para receber meu bebê.

A única coisa que nos últimos dias vem tirando o sono é a saúde do tio Carlos. Ele é meu padrinho, irmão da minha mãe. Está em estado bastante grave na UTI do Anna Fiorillo com meningite e infecção generalizada depois de ter sido diagnosticado com pneumonia dupla e outras coisas. A mãe anda demais de abatida e todos os tios estão muito tristes. Vamos rezar e torcer pro tio se recuperar logo, sair dessa e recomeçar.

Um ano do Mateuzinho lindo

Mas a semana também teve festa! Meu sobrinho Mateuzinho maravilhoso, coisa mais linda do mundo, fez um aninho dia 30 de dezembro e a festinha foi neste final de semana. Tava tudo uma delícia. E eu tirei foto com a girafa! rerere.

Antes de me despedir, quero agradecer imensamente a todas as minhas queridas amigas que deixaram comentários lindos aqui e no face por conta do último post, sobre os dois anos de relacionamento com meu João. Que delícia ter a torcida de vocês! Obrigada mesmo. E obrigada também à Fabi Guedes, que publicou fotinha nossa no Jornal da Manhã:



Para encerrar, o videozinho que me chocou nesta semana. Uma mãe que aguarda a chegada de quadrigêmeos!!! Parece mentira o tamanho da barriguinha da moça. Até me senti magrinha depois dessa:



Beijos e até loguinho!

Veja também:

Vaidades Necessárias

Como será a carinha do meu filho?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Hoje ganhei flores




Hoje ganhei flores. Rosas vermelhas e brancas que representam um amor muito grande e a paz encontrada num relacionamento consolidado no respeito e nos sonhos em comum. Hoje faz dois anos que João papai me conquistou. São 730 dias de sentimentos bons que só aumentam e que agora se solidificam com um novo tipo de amor: de pais.

Nunca vou esquecer da noite de Ano Novo de 2010. Eu voltava pra casa de madrugada, depois de um baile até que animado, mas com a sensação de solidão que ainda era constante na época. Um vazio... Aquela falta de objetivos, falta de alguém para partilhar comigo a enorme vontade de viver. No trajeto para casa me perdi pelas estradas rurais entre Terra Nova e Castro e foi um momento de reflexão: fiz um pedido especial! Meus pedidos de ano novo sempre se realizam e desta vez foi rapidinho. Pedi para encontrar naquele ano o meu grande amor.

E resolvi encontrá-lo. Deixei para trás tudo o que não me fazia bem, me desvinculei de velhos hábitos e decidi amar e ser amada. Simples assim. A gente resolve, se determina e a vida ajeita tudo. Nove dias depois João descambava da praia para cá só para me ver. A gente já se conhecia, claro. Foi em outubro do ano anterior, numa noitada de bar em bar aqui em Tibagi. Mas nestes meses eu fiquei reclusa para a oferta de carinho que ele me fazia. Foi na virada de ano que resolvi dar uma chance para aquele baixinho persistente, rerere. Ele tinha me mandado uma mensagem de natal e outra de ano novo que eu sequer tinha respondido. Foi aí que pensei: é ele!

Respondi e ali começamos a bater papo. Eu que já tinha até inventado umas desculpas para não encontrar com ele antes, agora era direta: "vem pra cá!". E ele veio na primeira chamada. Era sábado da escolha da Rainha do Carnaval de Tibagi e o meu João facinho viajou direto do litoral pra cá só para aproveitar a chance de me ver. Viu como sou especial? rerere.

E foi assim, me fazendo sentir especial, que João Alcione de Oliveira Sobrinho, este menino com carinha de pão Panco, tipão de bravinho mas com coração de manteiga derretida me conquistou. Dia 9 de janeiro de 2010 eu abri meu coração para que o meu Joãozinho pudesse entrar e acampar nele. Escoteiro experiente, foi logo armando toda a parafernália ali dentro e registrando território para impedir que qualquer outro se aproximasse. Em pouco tempo ele firmou moradia definitiva ali e agora tem endereço fixo no meu peito.

Aos poucos, suas coisas foram viajando de Ponta Grossa para minha casa e logo ele já tinha praticamente remobiliado meu lar. Foi se apossando das minhas coisas, sem a menor timidez, e trazendo as suas para minha vida. Me fez estudar com ele para a prova. Me ajudou com as reformas. Me apresentou à sua família e foi formal: me pediu em namoro oficialmente numa noite muito especial.

João Alcione foi o meu presente de Deus, aquele que pedi no ano novo. E veio para ficar. Em dois anos já temos taaaanta história que às vezes dá a impressão de já termos vivido duas décadas juntos. Não é aquele tipo de relacionamento que começa com uma paixão avassaladora, mas o relacionamento que começa com uma aposta, com um desejo imenso de que dê certo e que aos poucos vai se consolidando e firmando raízes profundas. Tinhamos e continuamos tendo os mesmos objetivos. Este é o segredo!

Costumo dizer que aprendi a amar o João. E é verdade. Eu não era apaixonada por ele quando resolvi deixar que me ensinasse a amá-lo. Mas aprendi rapidinho e não teria outro jeito: meu marido é apaixonante. É um homem bom, de caráter, de coração puro, de muita integridade. Aprecio infinitamente a conduta dele. Sempre honesto, justo demais, fiel, bondoso e sincero. Às vezes meio fechado, burrentinho, azedinho, mas sempre que estimulado, um palhacinho pronto a ser criança do meu lado.

Ele me apoia. Isso é uma das coisas mais lindas de um relacionamento. Mesmo quando não aprova minhas atitudes e me chama a atenção por elas, me apoia frente aos outros, enfrenta comigo e deixa claro que está do meu lado custe o que custar. É um chorão inveterado e se emociona facilmente. Já deve estar emocionado ao chegar a esta altura do texto, né moreco?

Eu aprendi a ser mais tolerante, menos neura com a organização da casa, porque ele é mais bagunceiro e preguiçoso. Ele aprendeu a ser mais organizadinho e domina as atividades de casa quando é preciso. Faz almoços deliciosos, adora churrasco e é um maravilhoso anfitrião. Recebe minha família com tanto carinho... e tem uma família linda que eu amo.

Meu sogro é um doce. Adoro a forma como seu Alci dá a 'bença' pro netinho que ainda está em minha barriga. Minha sogra é uma querida. Dona Sônia me enche de presentinhos e é sempre muito animada. Minha cunhada Dani tem se tornado minha grande amiga, uma irmã com quem sei que posso contar. Será minha comadre, madrinha do nosso filho. A sobrinha Duda é um talento só e de uma delicadeza linda e o cunhado Josiran anima qualquer ambiente, mesmo quando me chama de 'bolinha', rerere. Os avós, tios e primos são um primor. Uma família que me acolheu com amor e que me deixa muito à vontade para ser feliz ao lado deles.

E acredito que meu João também se sinta assim. Também não vou esquecer da noite deste Natal, quando João fez uma oração antes da ceia agradecendo pelas inúmeras bênçãos que recebemos neste ano e por fazer parte da minha família, onde ele se sente bem. Amei quando ele disse que ao lado dos meus, se sente à vontade para ser quem é.

Por isso hoje quero agradecer a Deus pelo presente que me deu há exatos dois anos, quando me fez ver que ali bem pertinho estava meu grande amor, cheio de disposição para me fazer feliz. Por todo esse tempo de aprendizado ao seu lado, de viagens inesquecíveis, desde as aventuras mais distantes como Porto Seguro e Salvador, quando ele voou pelas primeiras vezes, até o passeio ali na pousada do Chico Poeira ou no bondinho de Telêmaco Borba. Entre muitas diferenças, a gente se completa e se combina em muitas coisas.

E finalmente, obrigada a você meu amor por me proporcionar os momentos mais lindos da vida: aquele "sim" no altar (divino!) e aquele "compatível com gestação" no exame do laboratório! Obrigada Joãozinho meu por me permitir ser hoje uma mulher de verdade, completa. A experiência de ser mãe, de me sentir poderosa com este barrigão, especial com cada chutinho que nosso filho dá, é o maior presente que você me deu! E obrigada ainda por continuar sendo este marido lindo que é, que cuida de mim, que acorda de noite para ligar o ventilador quando tenho minhas crises de calor, que me busca correndo no trabalho quando a pressão cai, que vai comigo onde preciso.

Aprendi a te amar e continuo aprendendo. A cada dia te amo mais meu Joãopiro.

Beijo da sua amada.

Abaixo vídeo que sintetiza nossa história neste último ano. Autoria carinhozíssima da Dani:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Último trimestre. Ansiedade e cansaço!

Huuummmm que vontade de comer queijinho derretido. Aquele do tiozinho da praia sabe? Serve o nozinho servido na churrascaria também. Não fui 'a grávida dos desejos' até agora. De especial, só pedi por um churros, que veio meio frio e me frustrou. Mas ultimamente tenho sentido algumas vontades. Nada assim que obrigue o papai a sair correndo em busca de alimentos pouco comuns na região. Até porque João pai é meio distraído. Quando disse a ele que queria comer queijinho, fiquei esperando que anunciasse a compra do produto ainda para hoje, mas ele me respondeu: "então vamos fazer um churrasco!". Para o meu amado marido, tudo vira em churrasco. Ele adora. Eu só quero o queijinho. Ele já comprou o carvão especial da madeira não sei das quantas e, acredito, o tal churrasco vai sair. Tomara que lembre do queijinho. rerere.

Acabo de entrar na 28ª semana de gestação e confesso: não está mais tão fácil e mil maravilhas como antes. Cheguei ao terceiro trimestre e a lua de mel acabou. Além dos muitos sintomas ruinzinhos da fase, estou ansiosa. Quero mudar logo. Quero minha casa, quero descansar, quero ficar com as pernas pro ar. Estou realmente cansada! Não pense que estou insatisfeita. Não! Pelo contrário. Continuo feliz da vida com a gestação e aproveito ainda cada momento. Mas queria aproveitar isso em casa. Trabalhar agora está sendo um fardo pesado e eu não contava com isso. O calor tem sido meu grande inimigo.

Primeiro porque no calorão que faz em Tibagi (posso garantir que é muuuuuuuito mais quente que nas cidades em que vivi, como Castro, Curitiba, Ponta Grossa e Mafra) me tira a disposição. Já acordo suando e passo o dia derretendo. Não temos ar condicionado no trabalho e o ventilador nem dá conta. Sabe aquela sensação de bum-bum suado? Então, meus banhos têm data de validade curta.

Os meus pés incham. E muito! Não só os pés, mas agora também as mãos, o rosto, a barriga, as pernas, o joelho. Eu int
eira. Entre a hora em que acordo e a hora em que vou dormir, chego a registrar quase dois quilos de diferença no peso.

Ah, engordei bastante. Lá se vão mais de 10 quilos desde o primeiro mês (#medo). Doutor me tranquilizou e disse que ainda estou dentro da normalidade. Mas e o receio de ficar enorme? O que me consola é que a Juliana Paes engordou 16 quilos e está linda, a Giovana Antonelli aumentou 20 quilinhos e continua uma formosura, a feia da Carolina Dieckmann engordou 30 quilos e está sequela, a Wanessa Camargo também não ficou das pequenininhas. Viram que ela acabou de ganhar bebê? Ah, vibrei com o nascimento da Laura, filha da Mariana Belém. Lembra que eu indiquei o blog dela? Foi antes da virada. Poisé... veja como a gente muda. Nunca dei a menor pelota pra celebridades e agora acompanho as gestações das famosas só pra me comparar. rererere.

Pois então.. As extremidades ficam como peixinhos baiacús! rerere. O problema é que isso me causa dor nas pernas e nas articulações. Tem sido difícil digitar o dia todo e ficar sentada por muito tempo me acaba com as costas. Ficar em pé para fazer um jantar também já é suficiente para eu ir deitar me arrastando. No final do dia, pareço uma idosa bem doentinha andando feito uma patinha e girando na cama com muito cuidado. O glamour fica pra outro dia! Nos pés, só chinelão e sandália rasteira. Que saudade dos meus saltos altos, das calças jeans, das roupas justas! Se bem que nesse aspecto me divirto: adoro as roupinhas novas que ganhei aos montes da mamãe, marido, cunhadas...

O sono... também não anda aquelas coisas. A vontade de fazer xixi triplicou. Agora preciso levantar pelo menos duas vezes por noite. Ah, e tive cãibra nesta noite. A primeira. Na perna. #naogostei. Sem contar que tenho tido sonhos cada vez mais malucos: outra noite dirigi o carro do Batman e fui uma atriz que esquecia o texto. Felizmente o Rambo entrou em palco para me ajudar (só com a faixa vermelha). Enfim... maluquices a mil na cabeça cada dia mais preocupada. Tem sido difícil relaxar.



E este é o outro probleminha: estou ansiosa e preocupada. E tenho motivinhos: ainda não fiz o enxoval, lembrancinhas, não fiz o quarto, não planejei nada, não tenho data para parto... Fico numa ansiedade louca para resolver tudo mas ao mesmo tempo estou presa aqui em Tibagi e só poderei providenciar tudo quando puder tirar uma folguinha e me mandar pra PG. O problema é que minhas férias gastei inteirinhas na véspera do casamento, lembram? Agora, vou ter de trabalhar até pertinho do bebê nascer. 

Meu plano é entrar em licença-maternidade duas semanas antes. Mas e o medo que João Augusto queira vir antes? Ai meu pai. Por sorte o João pai está em férias e me faz companhia em casa, me ajuda com isso. Mas já estou nervosa com a ideia de que ficarei aqui sozinha no mês de fevereiro, quando ele voltar a trabalhar. E tenho todo o Carnaval de Tibagi pela frente para enfrentar. É uma das épocas em que meu trabalho mais exige meu esforço.

Tirando isso ainda tenho o enoooooorme cansaço. Por mais que eu planeje chegar em casa hoje e tentar resolver algumas coisas pela internet, não tenho disposição. A vontade é cair na cama e lá ficar até amanhã, quando o despertador tocar (estou odiando o padre Fábio. É uma musiquinha dele que toca no despertador! rere).

Gente, isso me deixa tensa! Sempre fui a mil por hora, super agendada, programada com as coisas. Sempre rendi muito e tenho pavor de perder tempo ou ficar sem fazer nada. Agora, por mais que eu queira fazer, meu corpo não corresponde - nem em casa, nem no trabalho. A preguiça é tanta que eu acho que estou gerando um quatizinho! rerere.

Sério... ontem ousei levar uma cadeira para o banho. Nunca imaginei isso. Mas tenho preguiça de tomar banho. Fiquei lá sentada enquanto a água caía. E pensem que neste final de ano, com a parentada por perto, tive de tirar energia sabe Deus de onde para participar dos eventos festivos, receber visitas, fazer comilança, limpar a casa. Felizmente tenho a Rose uma vez por semana pra me ajudar. Mas queria uma Rose a lá The Jetsons 24 horas por dia! rararara.

E o retorno ao trabalho também está sendo pesado. Tem muita coisa para resolver antes de sair. Uma delas é a contratação de alguém para me subsituir. Já estou com uns 20 currículos na caixa de e-mail para analisar. Isso vai ser de uma responsabilidade enorme. Quando penso que é a vida de alguém que vai mudar...

Bom, rezo todo dia para voltar a ser disposta quando Joãozinho nascer. Se eu ficar mole assim, tadinho do meu piá! rerere. Rezo também para depois voltar a ser eu. É insegurança mesmo. Pelo que tenho lido nos relatos de outras mamães na internet (todo tempo livre e com alguma disposição uso para ler sobre gestação), é comum este sentimento de perda de identidade com o corpo. A gente não se reconhece. Embora eu ame estar grávida, às vezes tento lembrar de como eu era antes de ter este quadril enoooorme gigantesco (grande mesmo) e de ter a barriga fazendo minha coluna envergar.

Mas tuuuuuuudo isso é irrelevante mediante a sensação maravilhosa que me acompanha toda vez que passo a mão na barriga e falo com João Augusto, chamo de meu filho e desejo que sonhe com os anjinhos. Ele se mexe cada dia mais. Está mexendo neste exato momento. E já enfia o pezinho nas minhas costelas, causando aquela dorzinha gostosa. Ele soluça e eu sinto aquele pulinho no ventre. Sei que está ali se preparando, aprendendo os movimentos da respiração e que logo vai estar no meu c
olo. Parece uma bobagem, mas é divino. As mães me entendem.

Outra coisa linda é sentir o amor do João pai aumentando por mim. O carinho com que me trata, a forma linda de me acariciar e de falar com nosso filhinho. É um sentimento indescritível de intimidade e amor. 

Também é uma delícia ser o centro das atenções de todos os familiares, sempre preocupados em me poupar das atividades pesadas, em saber como estamos, em desejar coisas boas. Me sinto tão especial nesses momentos.

Na 27ª semana meu bebê cresceu mais e agora já deve estar pesando quase um quilinho. Meu saquinho de arroz lindo!!! Agora começa a fase de crescimento mais intenso. Faltam pouco mais de dez semanas e ele vai triplicar. Ele já ouve e sente a luz. Este videozinho mostra como ele estará neste período:



Minha outra sugestão de vídeo da semana é de um pai bem legal que fez um negócio incrível: fotogragou seu bebê por 365 dias do ano e montou um vídeo mostrando a evolução. Vou copiar a ideia com certeza. O post está num blog bem bacana, que acabei de conhecer e recomendo: Mulher e Mãe



Resuminho da semana. Apesar da moleza, fiz algumas coisinhas:

Pescaria de dois minutos
- Inventário: separei e guardei pecinha por pecinha de roupa que já ganhamos e contabilizei quantas são, para ajudar a definir o que precisamos comprar para o enxoval. Neste site há algumas indicações que pretendo seguir.
- Leitura: Li e assisti ao DVD e ao livro que João me deu sobre equilíbrio na gestação. Achei bem bacana. Emprestei pra Ju. Agora queria muito ler o 'O que esperar enquanto você está esperando', mas em Tibagi não temos livraria. Preciso ir pra cidade grande comprar. rerere

- Virada: Comemoramos o Ano Novo junto da família em Tibagi. Foi bem gostoso. João Henrique, afilhadinho do marido, estava também e mostrou todo o talento na guitarra. Um amor. Pra mim foi a virada mais emocionante da vida. Adivinhem se eu não me acabei de chorar de emoção? Passei a mão na barriga e falei pro meu filho que o meu 2012 é todo dele, inteirinho dedicado a ele, especialmente a ele. E rezei, desejei que tenhamos saúde!

Sorridente
- Meus bichinhos: o Kiko está beeem melhor (ufa!). Deu uma boa reagida e tem sido um lindo cão de guarda junto da Clarinha, que é super grudenta e amorosa. Eles me fazem bem. 

- Distração: Fui pescar com João e Duda na semana passada. Não aguentei dois minutos, mas tá aí a foto! rere


Amanhã vamos a Castro para comemorar o aniversário de um aninho do meu sobrinho lindo, o Mateuzinho. É com a foto dele que me despeço. Beijos amores. Até semana qiue vem.

Um aninho!
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