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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Maternidade digital: vida cor-de-rosa x dramalheira


Sou dessas: mãe melosa da vidinha cor-de-rosa assumida

Meu primeiro computador chegou só lá no segundo ano da faculdade, em 2000. Servia para digitar os trabalhos, era praticamente uma máquina de escrever com telinha. Depois veio a internet, de conexão discada e ainda tão poucos atrativos. O mais legal era ter um e-mail e falar instantaneamente pelo ICQ. Nessa época nascia minha sobrinha Isabella e eu era uma das primeiras tias da paróquia a ter uma câmera fotográfica digital, Mavica, com um diskete em que cabiam 10 fotos (cada foto pesava 40 kb e aquilo era uma maravilha). Serviu para que eu fizesse centenas de fotografias da sobrinha mais linda desse mundo e pudesse ter meus primeiros acervos digitais.

Apesar disso, ainda estávamos longe da realidade de hoje. Com a Isa valiam aqueles antigos conselhos das mães mais experientes. Uma passava para a outra. Lendas, simpatias, diz-que-isso, diz-que-aquilo, e quando muito alguma revista especializada, livros quase científicos sobre bebês... A maternidade ainda era analógica.

Dez anos depois tudo é tão diferente, as novas tecnologias da comunicação trazem tanta informação sobre tudo que ser mãe contemporânea é passar boa parte da gravidez sentada em frente à rede mundial pescando dicas, instruções, lendo bulários e compartilhando experiências. Desde "como dar banho em seu bebê", passando por conceitos médicos como "eclâmpsia" e "peridural", até, claro, os tipos de parto e os acalorados debates sobre o que é melhor, natural ou cesária?

Aí chega o bebê e a mãe descobre que tudo o que ela leu, até ali, é muito pouco, não dá conta do drama, romance, terror e comédia vividas num só dia pela mãe de primeira viagem, às voltas com fraldas, choro, visitas, peitos pingando, sono, dor, canseira e um bebê faminto - muito mais faminto do que ela supunha. Mais que isso... uma mãe devastada por hormônios insandecidos que insistem em fazê-la chorar e se desesperar com qualquer coisa. Uma mãe amedrontada que se faz de fortona para não dar bandeira do quanto se apavorou na primeira vez que aquele serzinho se afogou com a leitaria toda que jorrava no pós-parto.

Na sonequinha do bebê, depois de ter colocado a roupa para lavar, adiantado o jantar, tomado banho e tentado vestir qualquer roupa que traga um pouco de dignidade àquele corpinho ainda semigrávido, lá vai a mãe de primeira viagem para a internet encontrar outras milhares de mães que passaram exatamente pelas mesmas coisas. 

Aliviada ao ver que é tudo mais do que normal e que todas as mães sobreviveram, ela volta à rotina mais entusiasmada e aplica alguma dica contra a cólica que funcionou com alguém neste mundão. Ela troca e-mails com outras mães, entra em fóruns de sites especializados e descobre que existe uma blogosfera gigantesca de mães que, assim como ela, sentem o maior amor de todos e a maior culpa de todas.

As mães digitais estão aí, unidas, e até bem pouco tempo eu não fazia ideia de quão grande é este universo de progenitoras conectadas - desesperadas, amparadas, animadas. Todas dispostas a compartilhar suas iniciativas e até a revelar que tiraram uma lasca do dedão do bebê na hora de cortar a unha, que se acharam incapazes de dar conta de tanto trabalho e que mesmo assim não conseguem saber como viveram tanto tempo sem um filho (e sem internet).

A privacidade vai por água abaixo, web afora, e, além de pesquisar de tudo no doutor google, esta nova geração de mães quer mostrar pra todo mundo o quanto seu filho é o mais lindo, mais esperto, mais fofo, mais tudo - porque o filho da gente é tudo isso aí mesmo. A nova mamãe quase explode os limites de fotografias nas redes sociais (e pensar que quando o Orkut nasceu era permitido colocar apenas 12 fotos em cada álbum, lembram?) e espera que a família toda curta, compartilhe e comente o quanto aquele pimpolhinho sugador está encantador.

A maternidade na era digital criou este novo ser pensante, pesquisante e falante, que amamenta com o celular na mão para aproveitar o tempo e ver como as outras mães fazem para prevenir as assaduras nas dobrinhas do bebê, que mudou o jeito de ler jornais porque fica muito mais chocada agora com as notícias de crimes que envolvem crianças, que se coloca no lugar de todas as personagens das manchetes sangrentas e lembra que neste momento não tem o direito de morrer, e nem de passar horas no computador, afinal... o bebê precisa de fraldas secas, banho, musiquinha pra ninar e da voz da mamãe incentivando as primeiras palavrinhas.

As simpatias, os mitos, as tradições passadas de geração a geração pelas mães analógicas continuam valendo, mas vão parar também no blog, no post da rede social e no fórum de debates on-line. Nascem blogs especializados em humor para/sobre a relação entre mães e filhos, sítios sobre mães modernas e antenadas com o social/ecologica/economica/psicologicamente correto, páginas que respondem a qualquer (qualquer mesmo) dúvida que possa existir nesse universo maternal e sites que parecem ter câmeras escondidas dentro da casa das mães, porque mandam e-mails para elas todas as semanas dizendo exatamente como o bebê dela está se comportando naqueles dias...

De tudo o que venho descobrindo neste mar sem fim que é a blogosfera materna, e é muita coisa mesmo, o que mais gosto são das mães otimistas e realizadas, divertidas, que, embora enfrentem como todas as outras as dramáticas crises de choro nas madrugadas, conseguem ver arco-íris no sorrisinho do filhote e dão mais valor a isso que ao próprio chororô dramalhoso.

Reconheço que nem tudo são flores, mas 'fazeroquê' se sou dessas, sou mãe da vidinha cor-de-rosa, melosa assumida? Sofrer de verdade eu sofri quando a morte visitou minha família. Quando a vida me deu uma lambada e me nocauteou por dez segundos. Agora o combate é outro. Com esta nova vida linda (e chorona, cocozenta, manhosinha, por que não?) que inaugura em minha vida, pra que perder tempo reclamando tanto se memória de mãe (todo mundo sabe) é curta para o sofrimento? Quero mesmo é registrar e lembrar pra sempre que este é o momento mais repleto de amor e felicidade da minha existência. E que meu filho é a coisa mais importante do mundo. Com clichê e tudo!

Às vezes penso que demorei muito pra ser mãe. Foi uma conquista dos 30. Mas, refletindo melhor, a maternidade chegou na hora certa pra mim. Sou mãe digital, conectada com as outras mães do mundão inteiro, solidária com seus dramalhões sobre "cadê minha vida social?", mas consciente de que ser mãe exigiria de mim muitos sacrifícios. Não sou mais uma menina chorona. Quis muito engravidar e embora não imaginasse o tamanho da trabalheira que um filho dá, sabia que teria de sacrificar muita coisa, como o sono ininterrupto, as viagens, o trabalho (por um tempo), o corpo de antes, shows e toda a vida noturna, alimentos e bebidas e até a frequência da vida sexual... Não entrei nessa desavisada e por isso não me sinto no direito de reclamar tanto quanto o que tenho lido por aí (é só um desabafo, tá?).

E o melhor de tudo: a recompensa está ali no bercinho, dormindo com cara de anjinho, crescendo feito abobrinha no quintal e aprendendo coisa nova todo dia - enchendo a mamãe de orgulho e aumentando o que eu já conhecia como felicidade, de forma exponencial. 

Pode ser que eu mude meu pensamento se a exaustão me abater (ninguém está livre), mas por agora prefiro contar tudo quanto é coisa boa que meu filho trouxe pra minha vida. E comemorar também no mundo digital cada passinho do desenvolvimento do João Augusto, uma maravilhosa razão para viver e sorrir. Se tiver de reclamar, que seja de coisa séria. Tomara que não.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A dor sumiu! É bem melhor agora

Tranquilidade em pessoa

As coisas mudaram muito aqui em casa nestas últimas duas semanas. Fiquei sem aparecer porque não tem sobrado muito tempo... Tô aproveitando a boa fase para passear bastante, brincar muito, dormir mais e cuidar da minha vidinha doméstica - ando me aventurando na cozinha. Tudo isso porque meu pimpolho finalmente tem uma rotina bem feliz, sem dor!

ELE SAROU DE TUDO!!! Vivaaaaaaaaaaaaa! A nova vida da mamãe e do bebê aqui é bem melhor, mais feliz, mais divertida, menos cansativa. Neste exato momento ele está se agitando todo e sorrindo aqui do ladinho, no bebê conforto, enquanto um pão está assando no forno e eu, super bem disposta, resolvi dar o ar da graça pra vocês.


O que meu Joãozinho tinha não era cólica. Ele até tem cólica de vez em quando, principalmente para soltar os gases e fazer cocô enquanto mama. Mas aquele chororô que quase me tirava o juízo e deixava meu lindinho transtornado não existe mais graças, mais uma vez, à nossa super pediatra! Na última consulta ela receitou Motilium, remedinho para refluxo. Eu estranhei porque ele nunca tinha vomitado.

Doutora Tiyoco disse que poderia ser refluxo interno, sem sintomas que eu pudesse perceber. E era! Ele simplesmente não chora mais desesperado daquele jeito. Agora posso imaginar o quanto ele sofria, tadinho. Se contorcia todo e a mamãe dava luftal achando que eram gases, mas era o leitinho subindo pelo esôfago e incomodando, e muito.

Depois do remedinho, ele às vezes vomita um pouquinho, põe pra fora o que ficava engasgado e sorri em seguida. É outra vida, gente. Ele dorme super bem, acorda animadinho, mama bem caprichado e quase não reclama de nada. Vez ou outra faz uma manhazinha de irritadinho mesmo, mas passa a maior parte do tempo em que fica acordado (cada dia mais tempo acordado) mexendo as mãozinhas, encantado com o movimento do próprio corpinho. Tô louca para vê-lo segurar os brinquedinhos, mas por enquanto só agarra as coisas por reflexo involuntário mesmo.


Cada vez mais esperto


Ele cresce da noite para o dia e já deve ter passado dos seis quilos, tá enorme, gorducho e lindo - "viçoso", como diz um amigo. Já preciso passar talco líquido ou pomadinha para evitar assaduras nas dobrinhas das pernas e pescocinho. A cabecinha está mais firme e ele gosta de ficar na vertical. Tá mais moreninho também, meu polaco-preto que tem olhos castanhos, mas que todo mundo pensa que são verdes, rerere. Começou a babar e deu de enfiar o dedão na boca. Eu tiro sempre, mas acho tão fofinho. Coisa mais linda é um bicão que ele faz quando a manha é de soninho. Acaba desistindo de chorar quando me vê rir do bico dele e ri também.

Bico mais lindo
Os chorinhos estão mais definidos. Quando tem um ai ai ai gemidinho é sono. Ele diz o ai ai ai ritimado como quem canta para dormir e no berço, antes de fechar os olhinhos, dá um suspirinho de ai ai que é uma graça. Choro de ahhhh com uma tosse forçada é fome. Gritinho e testa franzida é pra soltar pum (ele se assusta com o barulho que faz e arregala o olho, um sarro). E aquele choro desesperado não ouço mais, graças a Deus!

Esse deve ser um momento de grande aprendizado pra ele né? Presta atenção em tudo à sua volta e está cada dia mais interativo. Eu imito os sons que ele faz, e ele repete os sons para me ver imitar. Amo quando ele está no colo de outra pessoa, eu chego conversando e ele abre um sorrisão para mim, mostrando que me reconhece.

Outro dia fiz barulho de "brum bruuum" com a boca e a reação dele foi de chorar de rir. Abriu o olho ao máximo e fez carinha de assustado para no final rir e colocar a língua pra fora. Aí todo mundo que chegava eu ia mostrar a façanha, mas criança não costuma fazer o que a gente quer né? rerere. De repente se acostumou com o barulho do "caminhão" e não dá mais bola.

Continua encantado com os bichinhos do móbile no bercinho e ainda mantém forte um DNA indígena nas veias porque AMA ficar peladão e tomar banho. Também gosta do ritual que o papai faz dizendo o tradicional "A-nha-nhá-ca". A banheira já tá ficando pequena pro tamanho da bagunça. Bate as perninhas sem parar e fica tomando impulso para trás com os pezinhos na borda. É destro: prefere pôr a mão direita na boca e bate mais a perninha direita no banho.




Orgulho da mamãe

Acho que toda mãe já deve ter sentido um certo orgulho de dizer "alô, aqui é a MÃE do 'fulaninho'". Eu encho a boca pra dizer essa palavrinha e também o nominho dele. Até me emocionei quando peguei a certidão de nascimento dele pela primeira vez e vi o nome completo escrito lá em cima... Naquele momento João Augusto passou a existir oficialmente como cidadão brasileiro. Meu minicidadãozinho lindo que já tem até uma carteirinha de plano de saúde com seu nominho impresso.

E um nome tão forte... Já falei sobre o significado dele aqui, vale lembrar: João significa 'agraciado por Deus' e Augusto quer dizer 'o sublime, o venerado, o máximo'...  Ele é tudo isso mesmo! :-)



Nos últimos dias...

Apesar de ele sempre ficar estressado em lugar muito barulhento, estes papais levaram o pequeno para duas festinhas de aniversário infantis. Aqui em Ponta Grossa foi do João Pedro e do Felipe, filhos da Kamila e do Marcelo, nossos amigões. O da Sophia, priminha do João, foi em Curitiba e neste ele deu mais trabalho. Na volta tava cansadinho por não ter dormido na barulheira e fez a mamãe pedalar dentro do carro até dormir. Mas foi bem gostoso. Daqui a pouco vai ser meu Guguzinho que vai ter festinha de aniversário. Não vejo a hora! rerere.

Com a calmaria do Joãozoti da mamãe, tenho aproveitado para ficar na cama até mais tarde. Aliás, ele, de um dia pro outro, resolveu dormir mais durante a noite. Quase sempre ele dorme antes das 11 da noite e só acorda depois das 4 da madrugada pra mamar rapidinho e voltar a dormir até as 7. Isso tem sido ma-ra-vi-lho-so porque depois de quase três meses eu pude dormir por mais de três horas consecutivas. Nem lembrava mais! rerere. Nos primeiros dias eu ainda acordava de hora em hora pra dar uma olhadinha nele. Agora já puxo um ronco mais comprido, rerere.

Também temos passeado bastante. Tivemos bingo da Tuperware com a sogra (tá cheio de potinho de personagem infantil agora) e até uma viagenzinha até Castro para ver os outros avós e a tiozarada. Enfim... estamos no nosso paraíso astral e torço para que essa fase dure bastante. Agora, mais que nunca, ser mãe tem sido a maior bênção que já recebi. Ainda mais que o papai teve boas notícias no trabalho (agora vai trabalhar de terno todo dia, louco de chique) e a mamãe pode respirar aliviada por mais tempo, sem se preocupar em ter de voltar logo ao trabalho. Ufa!



Lulu não dorme

Só tenho coisa boa pra contar mesmo... contradizendo a mamãe maluqueti que achei num blog aí, que teve um ataque de sinceridade e botou a boca no mundo para relatar o "Lado B" da maternidade. Rachei de rir porque muita coisa do que ela descreve eu realmente vivi. Mas o Lado A ainda predomina por aqui e é sobre isso que prefiro dizer. Vale a pena ler, ela é super alto astral e trata com bom humor os desafios que enfrenta com a falta de sono da filhinha. Tire cinco minutos pra se acabar de dar risada: http://www.lulunaodorme.blogspot.com.br/

Outra coisa interessante que achei na web esses dias e compartilho aqui é o projeto (One Day You Will Be My Child) de um fotógrafo muito criativo. Dá uma olhada nas profissões que ele propôs com estes bebês. Um sarro! Olha só: http://www.feeldesain.com/one-day-you-will-be-my-child.html

Achei o Papa massa!


Hoje é isso queridocas e queridocos... Agradecimento especial à minha prima Carla, que levou a foto do bebê à benzedeira de confiança dela, lá em Curitiba, três vezes. A oração funcionou amore. Obrigada mesmo.

Resumindo... de tão bom que tá que dá vontade até de ter mais um, ou uma! rarara. Quem sabe...


Aniversário do João Pedro  do Felipe


Aniversário da Sophia






Lilian e Liliana vieram nos visitar :-)
Com a família da tia Raquel na festinha da Sophia

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Onde é que abaixa o volume do mundo?


 Onde é que abaixa o volume do mundo?

Outro dia o marido me fez esta pergunta e também me dei conta do quanto o ruído aumentou desde que Joãozinho nasceu. Não que ele seja barulhento. É que a gente está com os ouvidos mais sensíveis. A audição da mulher muda completamente quando se torna mãe e, embora não acorde se o trem passar quase dentro de casa, desperto com o primeiro gemidinho do pimpolho na madrugada. Além de mais seletivos, nossos ouvidos também ficam mais intolerantes aos sons que perturbam a 'ordem e o sossego' da família que tem um recém-nascido em casa.

Acompanhe comigo! Aquela tarde em que o pequeno teve cólica, tá manhoso e eu passo meia hora ninando no colo, ele teima em não querer dormir mesmo com o olhinho pequeno de sono, finalmente encosta as pálpebras, coloco no bercinho e saio na pontinha do pé para garantir que 'engate' num sonho lindo com os coleguinhas anjinhos... É aí que entra o maldito 'carro do churros que está passando', o ambulante que aperta a campainha até estourar para oferecer DVD pirata, o carro de som anunciando a festa do final de semana (se soubessem o quanto esta mídia é incômoda investiriam mais nas redes sociais), o ônibus passando em frente de casa tão apressado que até faz vento, aquele motoqueiro desgraçado desligado que deixa o escapamento estourando, a porta que bate com o vento, a tampa da panela que cai lá na cozinha... Já era! Aí já pode acrescentar mais um som alto: o neném chorando.



Eu sei que há vários estágios de sono e quando Joãozinho entra na fase profunda nada o acorda facilmente, como quando o pai dele usou a furadeira até deixar a mãe quase surda e ele continuou dormindo. Só que na fase inicial, qualquer barulhindo é fatal. E só quem é mãe sabe o que é ficar com os braços musculosos de tanto ninar a criança num dia de dengo. Sei também que ele precisa aprender a dormir sozinho, sem balanço, musiquinha ou manha qualquer. E isso ele já faz bastante. Porém, tem dias que é só com o colinho que Morfeu abraça meu pequeno.

É por isso que perco a paz de espírito quando passa o boyzinho com som atuchado no último no sertanejão, ou quando esqueço de pôr o telefone no silencioso e o pessoal do telemarketing liga para torrar. Isso acontece todo dia! Não posso pedir pro mundo silenciar só porque meu bebê resolveu fazer manha para dormir, mas bem que dá vontade de construir um quartinho isolado acusticamente, rerere.


Ei mamães... Com vocês é assim também? Minha mãe sempre me repreende e diz que o moleque tem que se acostumar com a barulheira, porque fulaninho não sei quem ia ao baile com a mãe desde que nasceu, beltraninho era acostumado com o falatório da família que adora gritar à mesa e cicraninho sempre dormiu bem até no meio do foguetório. Mas eu ainda gosto mais do silêncio. Joãozinho também!

Nessa onda aí, já até exagerei. Botei a TV no volume 4 e parecia gritar. Diminuí ao mínimo e assisti com closed caption para não incomodar nosso neném, quando ele ainda tinha poucos dias, rerere. Agora a pira toda já diminuiu e ligo o secador de cabelo sem dor na consciência. Percebi que ele até gosta do chiado e obtive respostas no link que a Juliana Nogueira me indicou: Soluções Para Noites Sem Choro.

Segundo a teoria da Extero-Gestação, os humanos nascem antes do tempo com os cérebros ainda em desenvolvimento e passam um longo período totalmente dependentes das mães. Segundo o site, há cinco meios de tornar a jornada do primeiro ano fora do útero mais confortável para um bebê. A primeira representa proteção ao embrulhar o bebê como num pacotinho (lá dentro era apertadinho). A posição de lado é melhor para ele dormir, já que não gosta de ficar de costas. O balanço também faz lembrar o movimento que havia na vida intrauterina e a sucção, de chupeta por exemplo, é outro fator recomendável. Com relação ao som, a sugestão é por um Shhh Shhh, que imita o barulhinho que havia dentro da mamãe (por isso gostamos do barulho do mar). Enfim, vale dar uma olhadinha no site.


Outra coisa interessante se refere ao apego entre mãe e bebê. Aquilo que a gente chama de dar manha pro neném, é, de acordo com esta teoria, essencial para o bom desenvolvimento. O contato físico permanente é que deveria ser estimulado, conforme o texto. Olha só: "Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe".

Interessante né? Diferente do que aconselha o livro Nana Nenê, que propõe um treinamento para fazer o bebê dormir por mais tempo e quanto mais cedo. É sempre importante ouvir outras opiniões.

Por falar em outras opiniões, adoro quando vocês deixam suas sugestões aqui ou no face. Como o texto também indicado pela Ju sobre compartilhar a cama com o bebê. Eu comemorei aqui o fato de deixar meu filhinho dormir já no seu quartinho antes mesmo de completar dois meses, lembram? Então, nesse link há bons argumentos para que mamães e filhinhos durmam juntinhos. Bem bacana também. Olha aí: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=1122463&tid=2584148218483802754


Aproveito a deixa para ressaltar que sou mãe de primeira viagem e estou aprendendo tudo na prática. Vocês já notaram que sou empolgada demais, às vezes, e vou fundo na coisa. Vivo a maternidade tão intensamente desde o início que de repente pode parecer que estou aqui repassando conhecimento. Na verdade, só compartilho as minhas experiências... que são as que funcionam comigo. Isso não quer dizer que funciona com todo mundo. Li muita coisa nesse tempo todo, escutei muitas orientações de mães e médicos e aprendi que no dia a dia o que funciona mais é a INTUIÇÃO. Portanto, mamãe que vem aqui, nem tudo o que deu certo pra mim pode ser útil pra você. Cada mãe é uma mãe, cada bebê é um bebê e não há regras nesse universo maravilhoso chamado maternidade.


Vacinado

Por falar em dar certo ou não, contei aqui que a pediatra havia me orientado para dar Tylenol pro Joãozinho meia hora antes da vacina. A recomendação é polêmica porque alguns pediatras acreditam que o remédio pode atrapalhar no efeito da vacina, impedindo que a reação (febre, dor) aconteça e isso seria necessário para de fato criar imunidade. O Baby Center tem até um tópico sobre a controvérsia: http://brasil.babycenter.com/baby/vacina/aliviar-dor/
 
Ontem eu tomei coragem e enfrentei a temida vacina tetravalente. Agora de experiência própria reforço que cada bebê é diferente. Eu estava morreeeendo de medo da reação. Achei que meu piazinho ia chorar dia e noite. Mas que nada. Está sendo super tranquilo, foi pentavalente meu menino, rere.

Até chamei minha sogra pra ir junto vacinar ele e foi menos traumático do que eu esperava. Ela segurou as perninas para a agulhona entrar (foram quatro vacinas de uma só vez) e eu fiquei falando no ouvidinho dele, tentando explicar o que estava acontecendo ali. Claro que chorou de dor, mas rapidinho já estava bonzinho. Voltou pra casa quietinho. Ah, eu dei remedinho antes.


Também tive que dar Tylenol de madrugada, quando fez uma febre de 38°. Monitorei o tempo todo. Montamos acampamento na sala e dormimos todos bem pertinho. Deu tudo certo. Graças a Deus ele não teve cólica ontem e hoje e está dormindo e mamando super bem. Ficou meio manhosinho, faz beicinho quando a gente encosta nas perninas furadas... mas está bem mais forte do que eu imaginava. Vou para a próxima vacina, dia 2 de julho, menos preocupada.


O importante é que agora ele está protegido contra difteria, tétano, coqueluche e infecções provocadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (vacina tetravalente (DTP Hib). Tomou também a primeira dose contra a poliomielite ou paralisia infantil (VOP, em gotinhas) e da contra o rotavírus (VORH, em gotinhas), além da dose pneumocócica 10-valente, contra dez tipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de diversas infecções, principalmente da meningite e da pneumonia.

Fico orgulhosa de pertencer a um país onde todas essas vacinas estão incluídas no calendário gratuito! Ah, destaque para a caderneta de saúde da criança que a gente ganha ainda no hospital. É bem completinha, com orientações sobre como cuidar das criancinhas, importância da amamentação, calendário de vacinas e tabelas de pesos e medidas. Adorei.




 Sobre a semana: Joãozinho não tem tido tanta cólica, felizmente. Recebemos a visita dos primos Reginaldo e Elisete e sua princesa Natália. Um docinho ela. Linda linda. Minha mãe e minha comadre Rapha também vieram me ver e deixaram minha segunda mais feliz. Faltou água desde sábado na cidade e foi um caos. Muita chuva e muito frio. Hoje é que pude lavar a rouparada. E assim vamos...

Dica do dia (encontrei no blog da Família Palmito, que eu adoro)

Conheçam e apaixonem-se pelos textos deste pai que escreve toda segunda-feira. O Antonio é um filho especial e o pai dele, Flizan, sabe expressar de forma linda, encantadora, o amor imenso que surgiu com seu nascimento e que aumenta a cada passinho da sua evolução. Comece pelo post sobre como ele descobriu a síndrome do cromossomo 6 em seu bebê (separe um lenço): http://www.flizam.com/2011/11/coracao-entreguista.html



Videozinho da semana (Surrupiei do blog Super Pai)

Já que o assunto é criança especial, selecionei as imagens abaixo como sugestão para você também se acabar de chorar de emoção. Nascido com deficiência auditiva, Cooper recebeu um implante aos dois anos e, no vídeo, o momento em que ele ouve a voz de sua mãe pela primeira vez. 






Um beijo pra você e até a próxima. Bom feriadão
 
PS.: Reparou no efeito Instagram das minhas fotos? Eu não tenho Iphone mas, tchan tchan tchan tchan... O http://pixlr.com/o-matic/ faz esta mágica por mim. Super recomendo. Me diverti. Beijocas.

Adoramos a visita dos primos Reginaldo e Elisete e da princesinha Natália
Fé em Deus! rere

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Suspeita de sopro no coração

Eletrocardiograma: coraçãozinho em ordem!

Agora que passou, estou mais a vontade para contar... Eu comentei aqui mas não me alonguei porque queria ter certezas antes. Lembram que a doutora Tiyoco pediu um examinho pra ele? Então... era um eletrocardiograma. Fiquei bem assustada quando ela auscutou um probleminha no coraçãozinho dele na semana passada. A suspeita era de "sopro" - termo genérico para problemas cardíacos que podem ser identificados na auscuta.

Fizemos o exame ontem à noite e levei o resultado para a pediatra hoje. Graaaaaaaaaaaaças a Deus não há problema algum. Nada grave. Apenas um orifício inocente (é assim que eles chamam) no ventrículo que era necessário quando ele ainda estava na minha barriga e que não fechou, mas que vai fechar sozinho, com o tempo. Ufa! Que alívio. É bem comum e parece que metade das crianças nasce com o buraquinho aberto mesmo. O Baby Center tem informações bem certinhas sobre sopro cardíaco, ó: http://brasil.babycenter.com/baby/saude/sopro/

A gente não tinha ficado tão preocupado porque a doutora nos disse que costuma pedir o exame sempre que ouve qualquer coisinha diferente e que mesmo que ele tivesse 'sopro' não seria nada grave. Mas já viu né? Eu sou super otimista e confiante, porém, quando o assunto é a saúde do meu filhinho, bate um medão, claro.

A consulta de hoje com a querida da Tiyoco ainda rendeu. Sorte que meu pimpolho está num dia calmo, na maior tranquilidade, e quase nem chorou quando ela cortou o freio da linguinha dele, que era presa. Judiação. Saiu sangue e na hora ele fez a maior careta, um bicão e veio direto pro colo da mamãe fazer manha. Sorte que meu homenzinho é fortão e ficou bonzinho na mesma hora, voltou bem quietinho pra casa e está dormindo como um anjinho.

Minha sogra me contou que meu marido também teve de passar pelo mesmo procedimento quando era bebê. Então a língua presa é hereditária. Considerando que João pai tem a fala perfeita, acho que Joãozinho também ficará bem faCEiro com cê e não com éfe. rerere.

Continua impressionado com a beleza do móbile que mamãe fez

Aproveitei a consulta para pedir socorro à doutora, afinal, a semana foi difícil. Hoje foi o primeiro dia que ele não teve crise forte de cólica. O pior foi ontem, que ele chorou das 9 da manhã até as 3 da tarde e à noite também. Chora desesperado, de tremer o queixinho, de sair lágrima, e se retorce todo. É a tal hora que nada adianta. Fiz de tudo e só passou quando dei Tylenol.

Na noite anterior, dona Sônia trouxe a bolsa térmica e testamos nele. Parecia ter sido uma bênção, porque ele ficou calminho à noite e dormiu super bem. Mas ontem, nem bolsa térmica, nem Funchicórea, massagem, biciletinha, móbile, cantoria, Espasmo Flatol... nada. É de tirar o juízo da gente. Para ajudar, eu entrei em parafuso. 

Achei que a bolsa térmica tinha resolvido...

Toda mãe tem culpa?


Ontem consegui compreender o porquê de muitas mães terem depressão pós-parto. Eu me senti a pior mãe do mundo. É minha gente... junto com o bebê, nasce uma mãe e junto com a mãe, nasce a CULPA! É um sentimento horrível o que vou admitir aqui e espero que vocês me entendam. Eu amo meu filho de paixão, mais que tudo na vida, mas quando ele chora por horas seguidas, eu fico péssima. Chega uma hora que dá vontade de mandar o danadinho ficar quieto. E na mesma hora vem uma culpa terrível por pensar isso.

É bem estranho. Aí me desesperei, comecei a chorar junto e a mandar mensagem pro papai, que se desesperou também. Ou seja... piorei tudo! rerere. Mas já eram duas da tarde e eu não tinha sequer tomado café. Não pude fazer meu almoço, tava morta de fome e dor de cabeça e chacoalhando meu filhinho que vez ou outra dormia, mas não parava dois minutos no berço.

Quando finalmente adormeceu, chorei mais ainda de ver a carinha de anjinho dele, ao ouvir os suspirinhos de quem estava sofrendo. Bate um remorso horrível por não ter durante todo o tempo a compreensão de que ele precisa de mim e que eu preciso ser mais forte, menos reclamona. Quase toda mãe passa por isso, oras! Por que eu é que vou dar pití?

Acho que o emocional abalou mesmo por me sentir sozinha na empreitada. Posso sempre contar com a minha sogra, que é uma bênção na minha vida. Ela me ajuda bastante. Só que não gosto de incomodar e raramente peço ajuda. Fico querendo ser a supermãe que dá conta de tudo. Mas não dou e me apavoro vendo a sujeira invadir a casa, a louça acumular na pia e a fome apertar sem poder largar meu pequeno por um minuto. E ontem, com a chuva forte e a greve do transporte, menos ainda que eu iria ligar pra dona Sônia.


Aí vem tudo à tona: chorei porque estava cansada, porque me sentia culpada por não saber como acalmar o Joãozinho e por um monte de motivo que só aparece nessas horas. Bobagens. Depois passou, como tudo nesta vida passa. E agora posso olhar para essa experiência de descontrole e fazer minha própria análise... e perceber que é tudo besteira e que continuo sendo uma mãe muito muito feliz! rerere... Pôxa... meu bebê tem cólicas, e que bebê não tem? (fora a da Mariana Belém, rere). Felizmente Joãozinho é super saudável, mama no peito, cresce bem e é todo sorridente quando não tem dor. Rezei bastante e pedi sabedoria e paciência para enfrentar esta fase, que vai no máximo até o terceiro mês (assim seja!).

Hoje é outro dia e, como vocês sabem, ele está bem. Vamos torcer para que continue assim. Ah, vale mencionar que a doutora aconselhou a não usar mais o Espasmo Flatol (Dimeticona + homatropina), apenas Luftal (Simeticona) mesmo. O efeito 'espasmo' também prende o intestino e pode ser isso que está irritando meu principezinho. 

Ela também deu um remedinho pra refluxo. Apesar de ele nunca ter vomitado, ela acha que ele pode ter um refluxo 'escondido'... interno, sem sintomas aparentes. Vou testar.

Dois meses de muita luz na nossa vida

Dois meses

Amanhã nosso polaco-preto-falso-japonês (não é?) completa dois meses! O tempo passa depressa e ele cresce numa velocidade incrível, assim como meu amor por ele. É um lindo rapazinho que enche de luz a minha vida, que uniu ainda mais a mamãe, o papai e toda a família. Motivo de imensa alegria, nosso Joãozinho é a experiência mais fascinante que eu poderia ter. Quando penso que não tem jeito de amar mais, vem o dia seguinte, um sorrisinho meigo, e me derreto toda, sinto meu coração inflar e a garganta engasgar... é o amor aumentando! Como diz meu sogro, a gente ama tanto que chega a doer.

Já estou curiosa e ansiosa para acompanhar os próximos passos do seu desenvolvimento. Cada dia mais espertinho, tenho certeza de que veremos muitas façanhas daqui em diante.


Promoções

Antes de me despedir, deixo algumas dicas de promoções para vocês inscreverem seus bebês lindos. Quem adora promoção é minha cunhada Dani e foi ela quem me indicou:

- Concurso Click Baby da Revista Mamãe Bebê: Pela fan page da revista no Facebook você increve uma foto do seu bebê e pede pra turma votar. O mais votado será capa da revista

- “História dos seus Pequenos Milagres”, da Pampers: na fan page da Pampers no Facebook, inscreva-se com a história do seu bebê e concorra a três meses de fraldas grátis. Serão cinco ganhadores e o primeiríssimo lugar terá sua história publicada numa revista de grande circulação nacional! Até 15 de junho. Aplicativo do concurso: https://www.facebook.com/pampersbrasil/app_420615584622731

- Seu Bebê no Meu Gibi: Para quem usa as fraldas e produtos da Huggies Turma da Mônica, basta cadastrar o CNPJ da empresa onde você comprou e informações do cumpom de compra para concorrer. Seu filho pode se tornar um personagem das HQs. Concorre ainda a 200 kits de produtos.



E o videozinho da semana compartilhei da página da Juliana Nogueira. Fala sobre o amor e a harminua conjugal. É lindo de viver. Dedico ao meu marido, que amo tanto.



Para encerrar, como acredito no poder da oração, segue uma Prece Materna compartilhada do perfil da Angelita Kobay Prestes:



SENHOR,
É tão bom ter um filho !
No entanto,como é difícil criá-lo.
Ajude-me a acertar, Senhor.
Faça com que eu o compreenda em todas as situações.
Que eu seja paciente com suas atitudes.
Que eu seja justa em todas as decisões.
Severa, se for preciso.
Mas que partilhe de suas alegrias.
Que eu possa diminuir e suavizar suas tristezas.Que esqueça suas falhas e entenda sua linguagem.
Que eu aceite suas deficiências e que ele tenha certeza do meu apoio.
Que ele seja feliz comigo.
E mais tarde, eu possa dizer:
OBRIGADO SENHOR. Eu acertei!

Beijos pra vocês queridos! E muuuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada pelas mais de 15 mil visitas. Nunca imaginei que chegaria a tanto. Fico muito honrada em saber tanta gente bacana acompanha e torce na minha história de amor pelo meu filho.

Bom final de semana.
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