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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Livros têm maracujina em forma de palavras


Ler faz bem em qualquer idade e há dezenas de pesquisas comprovando benefícios para o bebê estimulado pela leitura dos pais, inclusive desde que estava na barriga da mãe. Tá aí João Augusto para confirmar que a leitura pode ser uma excelente pedida! Este filminho é só o registro de duas oportunidades em que nosso pimpolho, todo agitado, fica calminho calminho quando começamos a ler para ele. O livro tem maracujina gente!

Acho que ele reencontra, através do ritmo da leitura, a voz que ele era acostumado a ouvir todas as manhãs, quando eu fazia meu programa de rádio durante a gestação. Mas há vários outros bons motivos para ler para um bebê, por mais que pareça coisa de doido, já que eles "não entendem nada", né?

Além de aumentar o vínculo afetivo entre pais e bebê, a leitura o ajuda a conhecer as palavras e desenvolver a fala e a escrita, construir vocabulário e isso é ótimo, afinal, quero mais que "tipo assim" e "daí" nas narrativas de Joãozinho quando crescer.

Eu sempre gostei muito de ler. Comecei com a turma da Mônica e da Luluzinha nos gibis que ganhava dos primos da capital e nunca mais parei. Agora amo a experiência de ler para meu filhinho, que fica com os olhinhos arregalados de alegria quando começo a declamar as palavras. Acho linda a reação quando a historinha acaba. Ele sorri e já começa a resmungar, como quem quer mais. Não é um encanto?

Quero muito que meu filhinho continue com este gosto pela leitura. Isso vai facilitar e muito a vida dele, já que estudar pode ser bem mais interessante se ele gostar de ler. O mundo é bem maior e mais colorido se ele encontrar prazer na leitura. Imagina o dia que ele resolver ler o blog da mamãe então!? Vou chorar! rarara.

Portanto, seguiremos lendo pra ele. E por enquanto não precisa ser livrinho infantil não. Outro dia, no carro, por falta de algo mais pueril, li a bula de um remédio com a mesma entonação. Ele curtiu a indicação da domperidona como se fosse Monteiro Lobato. #coisafofa

Mas já temos alguns livros na coleção de cabeceira de berço do João Augusto. Este do filme tem mais de 60 historinhas pautadas em personagens Disney e foi presente da Célia, amigona da vovó Sônia. A gente se diverte com a linguagem, que por vezes é super rebuscada. Outros bem legaizinhos, ilustrados, recebi do projeto Itaú Cultural. Basta solicitar pela internet. É grátis. Já indiquei aqui no blog e segue o link de novo: http://www.itau.com.br/itaucrianca/

Um dia iremos juntos à biblioteca, aquele lugar encantado cheio de vida!!!

Enquanto isso, bora lá mamães, ler um pouquinho por aqui também? Como sugestão, deixo alguns links sobre o assunto:

Como criar um futuro leitor

O jeito ideal de ler para os bebês

Nunca é cedo demais para começar o incentivo à leitura

Ler para o bebê aumenta vínculo entre mãe e filho

Leia para o seu filho antes mesmo de ele nascer

Por que alguns bebês desenvolvem o amor pela leitura e outras não?


Espero que a alegria de Joãozinho pela leitura dure para sempre! Beijocas!

Nasce um cristão


Para a Igreja Católica, o batismo é o nascimento oficial da criança, sua apresentação a Deus. É quando os pais afirmam o desejo de que este novo integrante da família seja cristão e compartilhe também de valores como amor ao próximo, humildade e caridade. Se a pessoa vai ou não seguir a doutrina é outra história... É ela quem vai decidir e, se optar por ter a religião, confirmará sua vontade na Crisma, quando mocinha. João Augusto terá total liberdade para escolher. Por ora, nosso pequeno é um cristãozinho lindo, abençoado por Deus, pelos pais, padrinhos e por toda a família que se reuniu numa deliciosa festinha no último domingo.


Era para termos batizado há dois meses, mas alguns imprevistos nos fizeram mudar a data. Já tínhamos feito uma cerimônia simples e cheia de simbologia em casa, no primeiro mês do Joãozinho, com os tios-padrinhos Josiran e Dani (eu falei sobre isso aqui). Agora faltava na igreja, onde os padrinhos são meu irmão Robson e a cunhada Rapha. Fizemos o curso preparatório, agendamos tudo na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, paróquia em que estamos inseridos, passei muitos dias planejando cada detalhe e enfim o domingo chegou.

Levantamos as 5:30 da madruga pra dar tempo de ir ao clube deixar as mesas postas e a decoração arrumadinha. Agradecimentos especiais à cunhada comadre Dani que nos proporcionou a churrasqueira toda estruturada do Ponta Lagoa e madrugou com a gente pra arrumar as coisas lá.

Joãozinho dormiu todo esse tempo mas resolveu acordar pra fazer cocô, adivinhem, bem na hora da procissão de entrada na igreja. A missa durou uma hora e a cerimônia de batismo mais uma hora inteirinha porque o diácono João era o mais empolgado e resolveu contar até a história da padroeira, rerere. Bebê e fralda suja por tanto tempo são sinônimo de... manha. Tadinho, resmungou o tempo todo e me fez ir com ele à sacristia para mamar. Duas vezes. Jesus viu tudo!!! rere. Nada animava o pobrezinho e se eu imaginasse que demoraria tanto, teria ido ao carro e trocado. Mas não.

Apesar de impaciente e sonolento, nosso pequeno não chorou. Só ficou esperneando e soltando seus gritinhos de indignação do tipo "quero meu berço". Na pia batismal, achou graça do banho na carequinha e fez a madrinha se surpreender com o quanto está pesado. No banco, brincou com o outro bebê ao lado, se assustou com as salvas de palmas e logo achou divertido, tentou amassar e comer a folhinha do roteiro da cerimônia (que a gente precisava devolver, rere) e fez sucesso com o diácono que lembrava o nome dele e até comentou pra igreja toda que João Augusto tava muito faceiro com a camisa listradinha, presente dos padrinhos, igual ao pai e aos avôs.

Para retribuir, Joãozinho agarrou-se às mangas da túnica do diácono quando ele passou o óleo no peito, depois na testa e quando cobriu com o manto branco. Lá pelas tantas, exausto, adormeceu nos meus braços.
Unção com o óleo do crisma

,
Cansadinho, meu amor

Padrinhos

A bênção

Missão cumprida, estômago nas costas, bora pro churrasco! Meus irmãos Zeco e Mateus já estavam no clube adiantando o fogo e finalmente nossas famílias se uniram para passar uma tarde super gostosa. Teve salpicão e maionese que dona Sônia faz muito bem, pudim de leite e bolo de banana da minha mãe e eu levei minhas especialidades: strogonoff de nozes e torta glória (em breve as receitas). Papai João levou a especialidade dele: medalhão de mignon e picanha fatiada. Huuuummmm. Dia de engordação total e de exagero. A gente poderia ter recebido o 5º Regimento todinho com o tanto de comida que sobrou. Mas a gente aprende... Aprende a comer sobra a semana toda, rara! Ah, destaque para o show de talento do João e da dona Sônia no Karaokê! #aham

Joãozinho passou a tarde toda de colo em colo, sorrindo, fazendo barulhos encantadores porque está descobrindo sua capacidade de vocalizar e voltou pra casa numa soneira sem fim. Bom mesmo foi ver nossas famílias unidas, todos em paz, se divertindo e celebrando a vida! Mais um dia que ficará guardado em nossa memória! Logo logo vem meu/minha novo(a) sobrinho(a) e começamos tudo outra vez.



Priminho Mateus, lindo


Decoração e Lembrancinhas

Sabe quando você quer fazer um churrasquinho simples, sem ter muito trabalho, e começa a inventar moda? Decidi colocar umas bexigas (balões, para quem não é do Sul) e acabei me atracando numa coisarada sem fim na casa de festas. A pessoa que não teve piscina de bolinha na infância se empolga com tanta coisa colorida. rerere.

Adotei o tema das bolinhas, super na moda, e me coloquei a comprar toalhas de bolinha, balões de bolinha, cachepôs de bolinha que enchi com balas de coco no fru-fru de rococó, e até minha unha entrou na decoração! Pintei de azul e fiz as bolinhas marrons, kkkk.

Coincidentemente, dias antes encomendei as lembrancinhas em azul com bolinhas no Ateliê da Tintina, da artista plástica Cristina Meytre, aqui em Ponta Grossa mesmo. Ficaram lindas, de uma delicadeza sem fim. Foi a querida da Karine Carneiro quem me indicou! Valeu! Um papiro com a oração do Santo Anjo dentro do tubinho decorado com um anjinho moreno, como meu filho, e com um tercinho. Tudo personalizado e fofo demais.

Para completar, fiz de EVA porta-retratinhos com foto do pimpolho e um uma oraçãozinha: "Anjinho, meu amiguinho, guie sempre meu caminho". Apliquei aos balões e pronto. Pra quem não tem experiência alguma no setor decorativístico, até que o ambiente ficou lindinho, acolhedor. Foi um ensaio para a festinha de um ano. Só que daí vou eliminar as balinhas de coco porque, putz, ninguém merece passar uma tarde inteira enrolando aquele negócio né Dani? rerere.

As bolinhas da moda e as façanhas culinárias da mamãe

Lembrancinha 
Outras novidades

Duas semanas sem aparecer e temos bastante novidade, que volto logo para contar, mas deixo o registro da coluna social do Página Um, em que meu lindão apareceu cheio de graça. Coisa do ex-chefe Sandro Carrilho:


Com a bênção de Deus, Joãozinho segue feliz e super esperto, deixando um beijão procê que passou por aqui. Até breve!!!


P.S.: Contato da Cristina Meytre (42) 3323-2652 / 9117-2652. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bebê sem sono e mamãe sem cabelos


Nova descoberta: os pés

Tô ficando careca! É tanto cabelo meu distribuído pela casa que o chão praticamente tem um tapete novo e exclusivo de mechas loiras. É normal perder cabelo após o parto e a pediatra do bebê me avisou que eles cairiam no quarto mês. Eu só não imaginava que cairia tanto. Sério... Estou com entradas profundas! rere. Tudo bem que eu tinha uma cabeleira difícil de desbastar, mas já tô começando a ficar preocupada. Fui dar uma olhada no que o doutor Baby Center tem a dizer...
"Durante a gravidez, as mudanças hormonais fazem com que a queda de cabelo natural, que todo mundo tem, diminua. O cabelo, em geral, fica mais forte e grosso. Quando o bebê nasce, os hormônios voltam ao normal -- mais ou menos cerca de três meses depois do parto --, e todo o cabelo que não caiu durante a gestação começa a cair."
Aaaaah bom! Que assim seja, amém Jesus! Porque, na boa, parece que tá caindo tudo o que não caiu a vida inteira (o exagero faz parte do show, tá? rere). Vou botar fé aí no que dizem os especialistas e tranquilizar minha cabeça (ainda que calva) - esperar que venham os cabelinhos novos, aqueles lindos enroladinhos na testa e na nuca, que dão um charme todo especial no rabo de cavalo, sabem? õ/

Tirando a calvície, a moça aqui está contente com as mudanças no corpitcho nestes quatro meses. A linha negra da barriga quase sumiu totalmente e as manchas escuras que surgiram no rosto já esmaeceram, falta pouquinho pra sumirem de vez! A cicatriz da cesária clareou e está diminuindo. No geral eu desinchei bastantão e tô quase como era. Faltam os quilinhos a mais (uns quatro) que ganhei por honra e mérito: de tanto comer e achar gostoso quando voltei a ter paladar ao parar de fumar.

Meus pulmões estão fortes e renovados. Um ano sem cigarro! viva viva viva \o/. Não fico mais ofegante numa simples caminhada e me sinto super mais bem disposta, mais cheirosa, mais chique, mais livre (principalmente). Preciso admitir que ainda sinto uma vontadinha, às vezes, mas graças a Deus estou convivendo apenas com não-fumantes, inlcusive minha mãe que também parou (uhuuu), o que facilita minha vida. O danado do cigarro ainda aparece nos meus sonhos. Vai passar...

Por falar em sonhos... continuo tendo pesadelos e sonhos mirabolantes na madrugada. É menos agora, mas ainda levanto com o travesseiro nos braços achando que é o bebê e acordo o João mandando ele ir mais pra lá pra não esmagar o pequeno, que está no berço. Sonho que perco ele nos lugares, que saio de casa e esqueço de levá-lo, que ele tomou um ônibus e viajou sozinho e outras maluquices mais. Nada que um mês na "clínica de repouso" da Carminha não resolva.

Voltando pro físico: meus pés estão quaaaaaase retornando ao 35. Os calçados servem, mas ainda machucam um pouco. Minhas mãos estão novamente recebendo meus antigos anéis. Tudo enfim voltando aos seus devidos lugares. Dizem que o prazo médio para o corpo voltar é de seis meses, portanto tenho mais um e meio pela frente. Otimismo, vai!

Ah os prazos... Este é meu último mês da licença-maternidade. Tá na hora de tomar importantes decisões. Voltar ou não ao trabalho? A vontade mesmo é de ficar em casa pelo menos até janeiro e retomar a carreira só em 2013. Mas algumas propostas tentadoras estão surgindo e está sendo difícil dizer não, muito mais ainda seria dizer sim. Ou não? Por ora, vou pedir minhas férias e continuar curtindo/ralando em casa com meu filhote.

Esta vida de 'do lar', embora eu ainda prefira, por enquanto, é dureza também viu? Não sobra tempo pra nadica de nada. Até para passar aqui preciso me planejar toda. Ainda mais com nossa rotininha de passeios e visitas, que continua.

Primeira cuequinha, festinha e o "expert"

A primeira viagem

Joãozinho já tinha viajado a Castro e Palmeira, mas ainda não havia passado uma noite fora de casa. A primeira vez foi no último dia 4, em Londrina, pro aniversário do priminho João Henrique. Sem experiência alguma, levamos praticamente uma mudança. Tudo o que coube no porta-malas foi. E olha que o porta-malas é daqueles grandes, praticamente um caminhão. Só ficou a banheira, porque aí já seria demais.

Não usamos um-doze-avos (acho bonito dizer os avos no numeral e não podia perder a oportunidade) da bagagem toda, mas também não faltou nada. O banho foi de chuveiro, comigo, e ele amoooou. Ficava olhando pra cima e dando risada, como se fosse uma brincadeira nova. Só não entendeu que era banho e ficou esperando a hora da natação até meia-noite, quando desistiu e caiu de sono. Deu trabalho. Dormiu na cama com a gente e foi uma delícia acordar com a família toda no nosso quarto babando no picorrucho enquanto ele fazia sua sessão alegria matinal de gritinhos, perninhas agitadas e sorrisos sem fim.

Família do João Henrique em Londrina, Juliana e vó Francisca
A viagem, embora só de 280 km, levou seis horas na ida por conta de um acidente. Eu fiquei toda preocupada, mas Joãozinho se comportou nota 10! Paramos uma vez para almoçar, mamar e trocar fralda e no resto ele dormiu e brincou com a vó Sônia. Na volta ficou mais impaciente e tivemos que parar mais vezes. Numa das tentativas de distraí-lo, fiquei mostrando fotos no celular e foi tão bonitinho... Parecia que ele sabia mexer, porque tacava o dedinho no visor e mudava a foto. Um gênio esse meu filho! #ahtá

No fim deu tudo certo e meu pequeno brincou de verão, usou roupinhas frescas e adorou a muvuca toda. Se bem que depois nunca mais choveu por aqui e o calor tem sido forte. Ah, ele usou cueca pela primeira vez. Um charme, do Ben 10, presente da vó.

Voltou de lá com brinquedinhos novos, que eram do priminho! Um ele ama de paixão! É como o tapetinho que compramos pra ele, mas somente com a parte de cima, com os bibelôs pendurados, eletrônico, cheio de luzes e musiquinha. Um parque de diversões para nosso bebê. Ele chuta, bate, grita, faz o maior auê e tem horas que acho que vai destruir a coisa toda, mas não, é resistente. rerere.


Rômulo e Carla
Depois, pra capital

Na mesma semana, Joãozinho enfrentou a estrada de novo. Desta vez fomos pra Curitiba visitar a bisa Francisca, que estava no hospital. Minha vó tem quase 93 anos e estava com a saúde bem debilitada. Foi a primeira vez que a vi sem dentadura. A primeira vez que a achei muito velhinha. Mas com a mente sã, rezou em polonês, mandou lembranças para toda a família, falando o nome de cada um, contou sobre a rotina do hospital e mostrou que tem força pra chegar aos 100. Teve alta no mesmo dia. Eu me emocionei muito em vê-la lá e em encontrar meu pai ao seu lado.

Mais uma vez meu bebê dormiu a viagem toda e se comportou super bem. Deu até pra eu deixar o papai no trabalho e ir dirigindo pra casa da prima Carla e da tia Rosi. Eu sozinha com o baby no trânsito da capital. Yes! Deu certo.

Foi uma tarde deliciosa com a prima que eu amo demais da conta e com o Rômulo-coisa-mais-linda-deste-mundo, que agora tem um ano e meio. Gamado no Patati Patatá, o pequeno sabe todas as musiquinhas e coreoagrafias. Faz um monte de arte, como piscar, joia com o dedinho, manda beijo e entende tuuuudo o que a gente diz. É um fofo!

Acerca de Patati Patatá e Galinha Pintadinha, tenho algo a declarar: deve haver mensagem subliminar naqueles DVDs, dessas que hipnotizam. Joãozinho ganhou o DVD da Galinha da vó Sônia (a Pintadinha, não a vó, rerere) e eu dei-lhe o dos palhacinhos mais famosos do momento. Botei na TV pra dar uma olhada, sem expectativa de que este meio metro de gente fosse se interessar e me surpreendi. Ele simplesmente fica paralisado, com o olhar fixo na tela. Pronto: descobri uma mina sem fim de paz e sossego. Deixo ele assistindo até dormir no bebê conforto enquanto posso fazer meus quitutes.

Greve de soninho!

Dormir: A missão

Mas dormir não tem sido o esporte favorito deste pinguinho de homem e a missão de fazê-lo encontrar as pálpebras tem sido cada dia mais difícil. Ele teima em ficar acordado, fica muito irritado se eu pego ele no colo deitadinho e tento ninar, não para de se agitar se coloco no berço e assim passam-se horas do dia. Até que ele fica muuuuuuuuuuuito brabinho, chora alto, esperneia e dorme de cansado.

Cinco minutos depois acorda pra fazer cocô. Ele gosta de plateia para o momento caquinha, então me chama e fica gemendinho e se esticando até fazer tudo. Pra dormir de novo, uma nova guerra. Mas deve ser fase.

Ele dorme a noite toda, mas chora dormindo e mama dormindo umas três vezes no mínimo kkkk. Sim, porque o bonito não se dá ao trabalho de abrir os olhinhos enquanto berra lá do bercinho, eu levanto e boto pra mamar. Termina de mamar e continua dormindo. Eu é que... bem... durmo agora menos que quando ele era recém-nascido. Coisa de duas semanas pra cá também.

Tô tentando entender o que acontece. Pensei que seriam os dentinhos chegando, mas que nada. Acho mesmo é que o danado descobriu o poder do seu choro e sabe que o colinho vem correndo toda vez que ele chama. rerere. Ainda não consegui adotar estratégias contra essa inteligência toda do meu minisuperdotado, auhauah.


Muito sapeca

O que compensa todas as levantadas noturnas e até o não-sono diurno é a alegria desse menino. É um João Sorrisão e não me poupa da sua felicidade sem fim. Descobriu os pezinhos e adora brincar com eles e colocar na boca. Se agita todo quando me enxerga, dá gargalhadas quando faço ele voar ou brinco de morder a barriguinha, conversa sem parar num AaaaAAaaaaaAAaaaAAA lindo de ouvir. E responde quando eu o imito.

Agora já tem bem mais habilidade para segurar os brinquedinhos, meus cabelos, brincos e afins. Está aprendendo a dosar a força, dominar os reflexos e usar os dedinhos como pinças. Sabe me beliscar, o danado. E adora tirar a girafinha aplicada com velcro na almofada do bercinho. Tão legal ver isso, porque quando comprei o kit berço imaginei o dia que ele puxaria a girafa. O dia chegou! E agora a girafa não para mais lá. Aliás, tive que subir o móbile e prender melhor as almofadas nas grades, porque ele se agarra e puxa tudo com força.

Ainda não dou água, chá ou qualquer outro alimento além do peito, mas hoje no almoço, enquanto eu preparava uma salada de frutas, dei meu dedo lambuzado de manga pra ele chupar. Gente, que amor! Ele adorou, amou, se lambeu todo e toda vez que eu me afastava ele resmungava como quem pedia mais. Ai que vontade de dar suquinho pra ver a reação. Só que vou esperar os seis meses, como orientou a pediatra. Segundo ela, quanto mais tarde inserir outros alimentos na dieta, menor a chance de ele desenvolver alergias depois de adulto.

Nossos Dias dos Pais desde 1998

Dia dos Pais

Bem este post está interminável porque nos últimos 15 dias aconteceu taaaanta coisa. Como o Dia dos Pais. Comemoramos com meu sogro aqui em casa na noite de sábado e com meu pai no domingo, em Castro. Fizemos a tradicional foto na saída da churrascaria, coisa que repetimos há quatro anos já.
Camisa igualzinha e foto da Fabi

De presente, João pai ganhou camisa polo cor-de-rosa e João filho também, igualzinha. Daquele site que indiquei aqui: www.menininhos.com.br. Uma graça. Meus maridão e filhão também estamparam mais uma vez o Jornal da Manhã, na coluna da querida Fabi Guedes, que ainda nos presenteou com mais uma fotinha deles.

Nós na coluna da Fabi
Cegonha chegou!

Priminho(a) a vista!!!

E a notícia mais marcante do período é que meu filho vai ganhar mais um priminho, ou priminha. Meu irmão Robson e a cunhada Rapha estão grávidos de nove semanas para alegria geral da familiagem. Agora serão cinco crianças no reino dos Wisni e estamos torcendo por uma menininha. Viva, viva, viva! Que Deus abençoe muito, infinitamente, a família do meu irmão, que já é pai do Luiz Henrique, de cinco aninhos.

Rapha e Robinho são padrinhos do meu Joãozinho e o batizado será dia 26, agora. Já encomendei lembrancinhas, agendei na igreja, reservei uma churrasqueira no clube e agora vou providenciar cada detalhe do almoço pra família.

E o penteado? Neymar ou Nerso da Capitinga?

Vacinado, de novo!

A quarta sessão de vacinas do pequeno foi dia 7 e, apesar de ter levado quatro doses, reagiu super bem. Eu sofri como sempre, para segurar as perninhas. Quase choro com ele. Mesmo assim, desta vez não dei Tylenol antes e acho que não fez falta. Nem precisei fazer compressa fria na perninha. Ele não incha, felizmente. Ficou meio molinho, tristonho durante o dia e à noite fez uma febrinha, mas tudo controlado com Tylenolzinho. Tem mais no próximo mês! Oh vida.



Visitinha

João Augusto é um sucesso entre as amigas da mamãe e uma delas, super especial, é a Juliana Nasato lá de Mafra. Ela veio e trouxe o Adriano, um amigo super querido, para conhecer o bebê num sábado desses. Foi uma tarde deliciosa. Agora faltam a Lisa, Lisi, Lu e Sissa, "minhas meninas". Tô morrendo de saudades.


Mães: superando o primeiro mês

Antes de terminar, quero indicar (super indicar) a série "Mães: superando o primeiro mês", que a Cris Flores do Hoje em Dia, Record, está apresentando. O episódio de ontem mostrou o parto das três mães que participam do reality. Chorei de emoção e morri de saudade do dia do parto do meu pimpolho. Foi tão lindo. Dá para rever aqui.

Então é isso, tchurminha! Espero voltar logo e com menos assunto, rereer.

Beijoooooo


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O pai que ele é


Amor que se constrói

Igualzinho né?
Eu tentava almoçar no restaurante enquanto Joãozinho fazia manha. Muito simpática, a senhora na mesa ao lado começou a brincar com ele e distraí-lo pra eu terminar de comer. O marido dela olhava muito pro bebê e depois pra mim. Papo vai, papo vem, até que na despedida ele criou coragem e revelou sua curiosidade:

- O pai é moreno? 

Tive vontade de rir ao imaginar as coisas que passaram pela cabeça dele. "Seria tia? Babá, talvez? Adotou? O menino tomou sol demais?", rerere. A gente têm o hábito de procurar semelhanças, tentar encontrar o DNA da mãe e do pai naquele pedacinho de gente e aí a pergunta é inevitável: o que esta branquela aí faz com um bebezinho cor de jambo no colo?

Além da cor da pele, dos cabelos e dos olhos, Joãozinho tem a cabeça igualzinha à do papai, a testa, a boca, os olhinhos, as orelhas, até a pontinha dos dedos mais escuras... E os pés? Eu torcia para que meu filho puxasse a mim nos pezinhos. Mas veio igualzito ao dad, com pé chato e dedinhos tortos e achatados, inclusive com a mesma unha encravada.

Meu pequeno tem a mancha de nascença tradicional da família Oliveira, nas costas, e é na sobrancelha que eu vejo a maior semelhaça. É incrível como é idêntica à do Joãozão. Se posso dizer que ele tem alguma coisa parecida comigo, talvez o queixo... e olhelá! Joãozinho é Pão Panquinho como eu imaginava que seria (fiz este post sobre isso). Aguarde até ele ter cabelo tigelinha pra ver como será assim:

Indiozinho do Pão Panco: não é a cara dos meus Joões?

João Alcione: só falta uma cabeleira assim pro filhote ficar igual
Joãozinho é xerox autenticado do pai. É o que todo mundo diz. É o que as fotos do meu marido quando criança comprovam. Até a certidão de nascimento traz o mesmo nome. E eu torço muito para que Joãozinho se torne um homem igual ao pai para além da aparência. Que seja bom de coração como o João. Que seja fiel e honesto tal qual o pai. Que seja carinhoso, amoroso e sensível como o pai e o avô são. Que seja sonhador e realizador a exemplo dele. Que seja trabalhador, bom caráter, tranquilo, humilde, generoso e bom amigo, cozinheiro dedicado, severino multirarefas, amante da natureza e dos animais... Que copie do papai todas as qualidades que fizeram com que mamãe se apaixonasse, enfim. Só não precisa ter o mesmo péssimo gosto pra cinema do papai, tá João Augusto? Eu não vou aguentar dois alucinadinhos por filmes de Joãopiro em casa, rerere.

João pai
E pensar que antes de conhecer meu João Alcione, eu planejava ser mãe ainda que solteira. Talvez dar uma de Xuxa e fazer um flhinho por conta própria, afinal, "meu amor bastaria". Depois dele, percebi o quanto poderia ser egoísta uma decisão dessas. Toda criança tem o direito de ter um pai e, quem dera, toda criança deveria ter um pai como o pai que meu marido é.

Quisemos ter um filho juntos desde que nos conhecemos. Com o tempo tive certeza de que ele seria um pai afetuoso e dedicado. Não errei. Desde as primeiras lágrimas na noite em que mostrei o exame de gravidez (quando ele suspirou e disse "nossa" umas quatrocentas vezes) até hoje, João Alcione se fez presente sempre. Apesar de vivermos em cidades diferentes durante quase toda a gestação, tive a constante companhia dele, mesmo que por telefone, em cada sintoma daquele período maravilhoso. Na sala de parto, ter ele ao meu lado fez toda a diferença.

Depois do nascimento, aprendi a amá-lo ainda mais por conta do amor que ele sente pelo Joãozinho e dos planos que faz para nossa família. É um novo modo de gostar de alguém. Fico mais apaixonada toda vez que vejo os dois brincando, rindo. Fico encantada ao ver que meu pequeno reconhece o pai e se sente seguro com ele, enche o rostinho de sorriso e mexe os bracinhos e perninhas sem parar pra mostrar alegria quando o tata chega.

Espelho
Porque amar a mãe é fácil, né? Ele esteve aqui dentro de mim durante muito tempo, depois grudou no meu peito e a natureza se encarregou de fortalecer este vínculo entre a gente. Agora, amar o pai é algo que se constrói. Amar o filho, é algo que se aprende. E os dois evoluíram super rápido neste quesito. Acredito que são almas ligadas há muito tempo.

Porém (sempre tem um porém), nem tudo é perfeito no papai João. Ele só troca fraldas e dá banho vez ou outra, no final de semana. Mas pra que reclamar disso se todo dia o danado viaja mais de 200 km para trabalhar, e muito, e assegurar que ficaremos em conforto e segurança? João não é de levantar à noite pra cuidar do bebê e também não reclamo, pois estou em licença pra isso e tenho peitos, certo? Ainda assim, aos poucos a participação dele na rotina do pequeno está aumentando. No começo era mais medo que falta de vontade. Tudo indica que daqui pra frente a cumplicidade vai crescer.

Já posso ver eles juntos nos marcos de desenvolvimento, como quando Joãozinho aprender a andar de bicicleta, amarrar cadarços, escrever as primeiras letrinhas. Já imagino João Alcione grudado num videogame e ensinando nosso menino a armar um acampamento à moda dos escoteiros.

Meus Joões ainda terão muita coisa para aprender um com o outro e tenho certeza de que ambos serão esforçados na missão de se amarem sem limites. Há tanto futuro para aprendermos. Nossa vida acabou de começar.

Com Joãozinho, nasceu um João pai - o que eu sonhei pra meu filho.



Este post faz parte da Blogagem Coletiva da Mulher & Mãe.



João pai com a vó Têre
Três gerações com a mesma carinha, não? Este é o vô Alci

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As aventuras de Joãozinho na Globo


No último post eu anunciei e aqui está! Joãozinho foi fazer pose nos estúdios da Rede Globo de Televisão! Se meta coeste piá! rarara. Minha participação no Paraná TV da RPC TV foi curtinha, mas o bebê se fez mais presente tentando conversar no meio da entrevista das outras, com sua manha típica do cocô pós-meridium. Acho que ninguém ouviu, mas bem na hora que eu falo ele tá soltando um foguetório e enchendo as bombachas. Isto são modos? rerere.

O que pouca gente sabe mesmo é que as 24 horas que antecederam esta passagem foram uma verdadeira saga. Nós dois tivemos conjuntivite e quase que isso melecou nossos planos. Foi tanta preparação e de repente achei que não iríamos mais, aí surgiu uma luz no fim do pote de colírio e conseguimos chegar lá.

Antes de contar da aventura, preciso dizer que eu amo amamentar! Dar o peito pro meu filho é uma das coisas mais gostosas que já fiz na vida e me sinto super honrada em poder oferecer a ele o meu leite. Aí na entrevista eu citei o desconforto inicial, que acontece de fato, e achei que depois eu falaria mais. O tempo passou rápido (foram quatro minutos, uma eternidade em TV) e acabou não dando pra falar das inúmeras vantagens de amamentar, como as que citei no post anterior. Engraçado né que passei a vida ensinando meus assessorados a serem breves ao dar entrevista na TV, mas quando chegou minha vez, não fiz como deveria. kkkk. Mas foi! No final eu dei uma resmungada lá pra dizer que é muito bom amamentar. Valeu né? E o que de fato importa é que meu pimpolho apareceu lindo e falante na telinha e fez o maior sucesso com esta sua carinha fofa.

Do Portal G1


Vamos à epopeia!

Eu estava tão empolgada que no dia anterior até saí comprar um novo sutiã de amamentar que custou o olho da cara. Lógico que ele nem apareceu, mas se eu tivesse ido com um dos meus, todo poído, teria estampado tela cheia com certeza. Depois fiz as unhas caprichadamente e refleti sobre o que eu iria falar (não adiantou, cê viu). Tirei remela do olhinho do João Augusto várias vezes, mas até aí não estranhei nada. À noite acordei o pimpolho pra dar banho e o olhinho dele não abria. 


Grudou. Tinha melequinha saindo por todo o olhinho esquerdo. O direito estava muito avermelhado. Liguei pra doutora Tiyoco e o diagnóstico veio pelo celular mesmo: conjuntivite. Lavar com soro fisiológico e no dia seguinte pegar com ela uma receita para colírio. Lembrei que 'os antigos' dizem que leite materno cura qualquer coisa e taquei uma borrifada no olhinho do guri.

Ele dormiu tranquilo e aparentemente estava tudo bem, até que meus olhos começaram a coçar. Achei que era resto de rímel e cocei, cocei, cocei até piorar bem a situação. João e eu começamos a rir da coisa toda, porque tentei colocar leite no meu olho também mas a logística foi mais complicada e não deu certo. Dormi rezando e sonhei que o bebê chorava e eu não conseguia abrir os olhos. Acordei e vi que não era sonho. 

Tive de lavar bastante com o sorinho. Era 1h30 e, não sei se com você é assim, mas qualquer besteira vira melodrama pra mim na madrugada. Meus hormônios batem pino à noite. Achei que era o fim. Não daria para irmos à entrevista. Alegria de pobre dura pouco. #babau

Pelo celular, postei isso no face e logo surgiram as corujas da madrugada para demonstrar compaixão. Uma delas é a Karine Andrea Carneiro, justamente a pessoa que pensei para me substituir na entrevista. Não poderia deixar a Melina (da pauta) na mão, afinal. Assim como eu, ela estava acordada aquela hora... amamentando!

Ficou toda empolgada e topou ir no meu lugar. Feliz por resolver a questão, passei a pesquisar sobre conjuntivite na rede até não conseguir mais dormir. Não sei porque ainda faço isso de procurar doenças na internet. É cada foto horrorosa. Achei que eu e o bebê íamos perder os olhos e não tive coragem de fechá-los. #dramatotal

Permabulei insone pela casa, matei meio pacote de bolacha recheada assistindo House (!) e quando quis voltar a dormir, já era hora do mamá de novo. Só conciliei o sono depois das quatro da manhã. As seis e meia já estava em pé, com pus vertendo dos olhos. Corri ver o bebê, que graças ao leitinho da mami aqui já estava bem bonzinho. Praticamente sarou. E eu, parecendo uma vampira e frustrada por perder a chance de ter um videozinho do bebê na Globo pra mostrar pra ele quando crescer. Mandei mensagem pra Melina dizendo que não ia mais. Eita zóio gordo da mulésta!

A prova do horror
Eis que dona Karine me manda mensagem dizendo que não poderia mais ir ao estúdio. Mandei mensagem de novo pra Melina, dizendo que ia sim. Corri lavar o estrago e tentar mais uma vez voltar aos planos de enfrentar o desafio Globo. Mas aí, por não ter dormido, some-se às batatas aos olhos vermelhos duas olheiras mais profundas que a zona abissal do Atlântico. Era a Gretchen loira ali no espelho! 


Juntei coragem e comecei a operação Patati-Patatá: sistema de maquiagem de salvamento. Passado meio quilo de massa na cara, fiquei mais animadinha. Quem visse de longe, bem de longe, nem notaria que eu era uma ursa panda insone. 

Arrumei o bebê no melhor traje, tomei providências domiciliares e lá fomos nós. Felizmente no vídeo não aparece mesmo e meu picurrucho já estava bem bonzinho. Foi muito bacana. Conheci a Emily e a doutora Cristiane e reencontrei vários colegas da TV. Nos divertimos pelos bastidores e, claro, curtimos nossa visita. TV sempre desperta nossa curiosidade né?


 Enfim... deu tudo certo! E muita gente viu Joãozinho estreando na TV. Agora cá estou com o zoião explodindo de vermelho por conta da maquiagem, que piorou o negócio, caindo pelas tabelas de sono, mas feliz da vida por ter conseguido. O mais legal é ver meu nome na tela e embaixo a identificação: mãe! :-)

Já fomos à pediatra, comprei o remédio certo e estamos medicados. E pensando bem, dos males o menor. Em Ponta Grossa há vários casos de Gripe A H1N1 e se levar em conta que o modo de contaminação é igualzinho... uma conjuntivite bacteriana não é nada. Mas fica o alerta: lavar sempre as mãos. Veja mais sobre conjuntivite aqui.



Quatro meses

Aproveitando o ensejo, quero registrar que ontem meu pequeno fez quatro meses! Ele agora já segura as coisas com firmeza e tira o bico da boca com a mãozinha e coloca de novo, todo desajeitado. Só quer tomar banho sentado e gosta de brinquedinhos na água. Começou a perceber que tem pés e a tentar pegá-los. Dá gritinhos muito fofos de brabinho e chega a me beliscar quando está com pressa para mamar. Continua acordando duas ou três vezes na noite, mas voltou a dormir melhor durante o dia. Estica as perninhas e fica bem firminho por alguns segundos.

Está pesando 6.610 kg e mede 63 cm. Segundo a pediatra, ele deverá ter mais de 1,75 metro. Iupiiii. Bem maior que eu e o pai dele. Está forte, lindo e sempre mais esperto, claro. Agora dá gargalhadas com facilidade. Adora quando eu brinco de aviãozinho e chupa dois dedinhos de uma só vez - tão gostoso que dá até vontade. Enfia a mão na garganta e tem ânsia de vômito.

Além de Vitamina D e Domperidona (para o refluxo), começou a tomar Combirom (Ferro) todo dia e o gosto é horrível. O cocô também escureceu, mas é importante para evitar anemia.

Por enquanto, nada de suquinho. Como não tenho previsão de voltar a trabalhar ainda (licença acaba em outubro), ele fica só no peito mesmo.


Na semana que passou

Eu e João fizemos curso de batismo em Castro, foi bem gostoso. Fizemos também ensaio fotográfico com a Fabi Guedes, parte daquele pacote que comprei em dezembro passado ainda. Tô curiosa pra ver os copiões mas preciso ir pra lá buscar. Visitamos a vovó e os tios lá de Castro num churrasco bem gostoso. Eu, além de faxineira, também ataquei de jardineira e passei uma tarde toda arrancando mato aqui do jardim. Sabe que é legal? Desestressante. Só de vez em quando, rerere.

Sessão com a Fabiana Guedes
Estou em oração pela minha avó. Dona Francisca tem 93 anos e foi internada com falta de ar. Que Deus alivie seu sofrimento. Também ando preocupada com minha Clarinha. Quero trazer a cachorrinha pra morar comigo de novo mas por enquanto está difícil. Não temos cercas apropriadas e nem casinha pra ela.


Dia dos Pais vem aí

(João, se você chegou até aqui, pule esta parte pra não estragar a surpresa, rerere)

A dica é da Taiana Souza, querida: que tal vestir pai e filho iguaizinhos? O site menininhos.com.br tem várias opções e a preços super acessíveis. Eu gostei.

E bora arrumar as malas porque amanhã vamos a Londrina (se a conjuntivite deixar) para o aniversário do priminho João Henrique, afilhado do meu marido. 

Beijos e beijos!








4 meses

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Amamentação: nossa conexão

Foto do blog da Fabi Guedes
Eu já estava no meio deste post quando uma novidade entrou em pauta e de tão empolgada tive que subir aqui no topo pra contar: sexta-feira agora, dia 3, eu e Joãozinho participaremos do Paraná TV primeira edição numa entrevista sobre amamentação. Uma médica vai participar também e nós dois seremos os personagens 'amamentísticos' do programa jornalístico da RPC TV na hora do almoço.

Leu direitinho? Então... é nós na Globo! auhauhaua. Alguns amigos nos indicaram pelo face (inclusive eu mesma, a própria) e a Melina, querida amiga pauteira da sucursal, nos convidou! Muito chique né?

Claro que tô toda faceira porque vou exibir a cria ao vivo no horário nobre, mas também tô morrendo de vergonha de exibir a central de laticínios na TV, rerere. Tudo pela causa do aleitamento materno, que era, inclusive, o tema do post de hoje... voltemos a ele então!?

 (Não deixe de assistir, viu? E reze comigo para que Joãozinho se comporte). 


(Ah, gostou da foto no início do post? Foi parte da segunda sessão com a querida Fabiana Guedes no último sábado. Ela usou a imagem no blog dela e eu roubei, rere. Tô ansiosa para ver as demais)


(Ah de novo, comentário do meu companheiro de trabalho Christian Camargo: "Mesmo de dieta não perde uma mídia grátis hein?". Sem mais... kkkkk)

...***....***...
Nos primeiros dias


De sete a dez vezes por dia durante 10, 15 ou até 45 minutos... Há quatro meses eu passo bastante tempo da minha vida literalmente conectada com meu filho por esta coisa maravilhosa que se chama aleitamento materno. 

É incrível como a natureza planejou tudo tão certinho. Da noite pro dia começa a sair leite da gente e o bico do peito já está na altura adequada e no tamanho ideal, a boquinha dele vem com o formatinho que se adapta perfeitamente, a gengiva sem dentinhos facilita e o organismo chega a este mundo prontinho pra receber o alimento mais completo, nutritivo e saudável que fórmula artificial alguma consegue superar... Até a força exigida para a sucção acontecer já nasce junto e bastaram alguns minutinhos do lado de fora do meu ventre para que Joãozinho grudasse em mim, num instinto lindo.

Toda mãe que eu conheço concorda em dizer que amamentar é uma delícia. É um momento de intimidade entre mãe e bebê, um pedacinho de céu na rotina. Naquela troca de olhares, a mãe diz tudo e também compreende que é especial para aquele pequenino ser. Mas toda mãe que eu conheço também sabe o quanto amamentar significa sofrimento, principalmente no começo. Que bom que a gente esquece!

Estamos na Semana Mundial da Amamentação e aproveito o gancho para apresentar algumas considerações sobre o tema:
No primeiro mês

1) Amamentar no peito é melhor
Conforme o Ministério da Saúde, o leite materno evita mortes infantis, diarreia e infecção respiratória; diminui o risco de alergias, de hipertensão, colesterol alto e diabetes; reduz a chance de obesidade; implica em melhor nutrição; traz efeito positivo na inteligência; melhora o desenvolvimento da cavidade bucal; protege contra câncer de mama; ajuda a evitar nova gravidez; é mais barato; promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e significa, resumindo, mais qualidade de vida. Tá tudo aqui, no Caderno sobre Nutrição Infantil.

Nem preciso elencar mais motivos para reafirmar vantagens do aleitamento materno sobre a fórmula né? Mas entendo que algumas mães (poucas) realmente não podem amamentar, como as soropositivas e as que tiveram algum outro problema de saúde que impediu a produção de leite. E lamento que muitas outras deixaram de amamentar por falta de alguém ao lado incentivando e apresentando dicas para superar as dificuldades iniciais. 

Às vezes falta força de vontade da mãe e no meio daquela agitação angustiante dos primeiros dias do bebê, é compreensível que a mãe, especialmente a de primeira viagem, fique amedrontada e taque logo a fórmula na criança. Por isso estou aqui para dizer: persista, persevere, aguente a dor mais um pouquinho, o incômodo logo vai passar. 

2) Dói
Dói mesmo. Eu ainda estava anestesiada quando recebi meu Joãozinho para sua primeira mamada e não senti que ele estava com a pega errada (veja aqui dicas sobre pega). Machucou já de primeira e a dor só veio depois. Fiquei super agoniada porque o leite não descia e me lembro até da cunhada e da sogra orarem sobre a gente para que o colostro descesse. Demorou. E até o dia seguinte, quando as gotinhas começaram a sair, meu pequeno sugou o quanto conseguiu e chorou muito, de fome, tadinho.

Apesar disso, no terceiro dia eu parecia uma vaquinha da Castrolanda produzinho leite de montão (mô-mô-mô-mó), com as ubres os peitos enormes e uma boquinha afoita pedindo por eles o tempo todo. Uma ferida no bico da mama me fez ver estrelinhas dali até o 15° dia, até que meu pequeno bezerrinho descobriu o jeito certo de sugar e as coisas foram melhorando.

Não usei pomadas, por opção. Apenas passava o próprio leite na auréola a cada mamada e tomava 15 minutinhos de sol neles toda manhã.

3) Silicone ajuda
Não, não tô falando da prótese de silicone. Não sei como é amamentar com este plasticão por dentro. Refiro-me ao intermediário, um biquinho de silicone que se compra em farmácia para ajudar nos primeiros dias. Eu usei muito para evitar que a mordida do bebê machucasse ainda mais e foi ótimo.

4) A quantidade logo se acerta
No primeiro mês eu poderia participar de tiro ao alvo com o leite que chegava a espirrar de mim. A produção era tanta que precisei usar conchas de plástico para segurar um pouco do excesso e mesmo assim, foram muitos banhos na madrugada. Também usei o ordenhador manual para tirar um pouco antes de cada mamada, assim facilitava a pega pro pequeno, que às vezes não conseguia fazer o vácuo porque o peito tava demais de inchado.

Mas a natureza é sábia e logo meu corpo entendeu que Joãozinho tinha apenas três quilos e não era uma mini-orca sedenta. Com o tempo passei a usar somente os absorventes para seios e agora nem isso é preciso. O leite desce na quantidade certinha e não vaza mais.

5) O útero contrai
É uma sensação bem diferente. Nas primeiras mamadas dá para sentir o útero contraindo, uma cólica. Nosso corpo muito inteligente trata de aproveitar o momento para botar os hormônios para trabalhar no sentido de fazer a gente ser de novo o que a gente era antes daquele serzinho entrar lá. Para a mãe que amamenta, a recuperação é bem mais rápida.

6) Emagrece
Oba!!! E que bom que amamentar ajuda a recuperar a forma, porque se não fosse isso eu poderia estar uns dez quilos maior agora, rere. Já perdi 13, faltam três e tenho fé... Vou continuar amamentando. Outra coisa boa é que amamentar não deixa engordar. Mesmo tendo estabilizado neste peso acima do que era o meu (é que eu engordei demais), posso comer à vontade, de montão mesmo, que não engordo agora. Resumindo: paraíso astral-gastronômico.

7) O leite desce
No começo ele mamava a cada duas horas por quarenta minutos, então não dava tempo de sentir o leite descer. Agora, passadas exatamente três horas da última mamada, vem aquela sensação de peito cheio, uma pressão no bico e o chorinho do Joãozinho. Posso estar a quilômetros de distância que sei que ele está acordando com fome porque sinto o leite descer. Ô mãe natureza, que perfeição hein?

Ah, lembrei que eu às vezes acordava meu baby quando se passavam duas horas, nas duas primeiras semanas. Orientação das enfermeiras da maternidade. Segundo elas, ele poderia pegar num soninho pesado e esquecer do mamá de modo que a gligose baixa e o sono aumenta... Mas quase nem precisava, porque ele sempre foi um reloginho despertador.

E olha como ele tá grandão

8) A noite é uma criança. Com fome!
Sim, amamentar no peito requer paciência, perseverança, força de vontade, determinação. Afinal, durante um bom tempo a mãe não saberá o que significam horas consecutivas de sono. Eu até tive duas noites quase inteiras, quando Joãozinho resolveu dormir mais. Só que nos últimos tempos ele voltou à rotina das mamadas a cada três horas, faça lua ou faça sol, e isto implica em levantar duas ou três vezes toda noite. Mesmo assim, vale a pena! É só por um período da minha vida e vai fazer diferença na vida dele todinha né? Quem dá mamadeira pode dormir mais, porque o leite de fórmula é absorvido mais lentamente e a saciedade dura mais.

9) Não existe leite fraco
Eu caí em tentação (confesso) e deixei passar pelo tico-e-teco que meu leite era fraco. Besteira. Os pediatras têm razão: o leite de cada mãe é forte o suficiente para cada filho. E a criança sabe o quanto é suficiente. Às vezes o bebê é que suga mais devagar e precisa de mais tempo para mamar.

10) Eles ficam mais rápidos
 Se no início eram 20 minutos em cada peito toda vez que mamava, agora Joãozinho é um azogue e fecha a conta e passa a régua até em cinco minutos. Ufa, obrigada Senhor!

11) O amor aumenta
Quando o filho mama no peito, só a mãe resolve a questão. Não dá simplesmente para entregar o pequeno pra outra pessoa, porque ninguém mais dá jeito no chororô quando o assunto é fome. E isso nos torna imprescindíveis, pessoas especiais (às vezes cansa, claro). Nos minutinhos que passamos conectados, ele me olha nos olhos, aperta o peito com as mãozinhas, apresenta um novo gemidinho e dá uma espreguiçada tão fofinha que faz a gente se apaixonar sempre mais. E aquela carinha de êxtase quando mama e faz cocô ao mesmo tempo? Coisa mais linda.

É nesse tempo que passamos juntos que descubro suas novas habilidades e até a gargalhada que apareceu agora. Por mais correria que seja o dia-a-dia, parar para amamentar é uma delícia.

Do blog Memezinho da Mamãe

12) É preciso paciência
Eu era ligada no 220 e vivia correndo, com pressa, querendo dar conta de tudo num só dia. A amamentação foi praticamente meu tratamento de choque. Tive que aprender a deixar tuuuuudo pra depois e sentar e esperar que meu piercing de peito sacie sua fome. Não importa se tenho horário pra cumprir, se o almoço tá na mesa, se o banho tava gostoso, se tem alguém conversando comigo no bate-papo. Chorou, chamou, lá vou eu... Tem horas que amamento com o pensamento longe, sem nem olhar pro rostinho do bezerrinho direito, relacionando mentalmente as mil atividades que me aguardam a seguir. Muitas vezes aproveito o tempinho do mamá para ver notícias na TV e na internet, ler o blog das amigas pelo celular e até já escrevi um post aqui com ele penduradinho, acomodado num travesseiro, toda torta e digitando bem devagar, catando milho com a mão que fica livre, rere.

13) Tenho medo do desmame
Quando a hora do "adeus peitucos da mami" chegar, quero estar longe, rere. Não vai ser fácil. Adoro a ideia de que ele depende de mim pra viver (egoístaaaa, eu sei). E acho maravilhoso poder amamentar. Agradeço a Deus todo dia por ter leite. Na verdade, pula este tópico porque não quero pensar nisso ainda.

14) Relactação: tiro meu chapéu pra quem tentou
Uma querida amiga viu seu leite reduzir aos dois meses e fez de um tudo para continuar amamentando. A Juliana foi uma super mãe ao tentar esta técnica de relactação, com uma sonda aplicada à mamadeira ao lado do bico do peito para que o Pedrinho estimulasse ainda a produção. Bacana demais a atitude dela né?  Tem tudo explicadinho aqui.

Do blog Memezinho da Mamãe


15) Aprendi a ficar nua
Logo de cara a gente fica quase peladona, horrorosa com aquela camisola azul de maternidade, na frente de todo mundo que acompanha o momento da chegada do bebê. Aí você tenta se esconder, usa fraldinhas para cobrir o peito nas primeiras mamadas e na dificuldade para administrar a dor, a falta de experiência com a coisa, deixa cair e mostra tudo do mesmo jeito. Compra sutiã apropriado para mostrar o mínimo possível e fica um pouco envergonhada quando precisa amamentar em locais públicos. Passado um mês, eles deixam de fazer parte do que você considerava sensualidade em seu corpo e colocar os 'peitão' pra fora na frente de todo mundo passa a ser naturalíssimo. E dane-se quem se incomoda! Que vire o rosto né? rere.

16) É mais prático
Não precisa esquentar nem se preocupar em higienizar a mamadeira. A qualquer hora do dia ele está ali, prontinho, na temperatura ideal, na quantidade suficiente, sem fazer sujeira e sem contaminações. Amamentar no peito é super prático e me livra de andar por aí com uma bolsa cheia de preparativos. A adaptação também é mais fácil e as cólicas, dizem, são menores.

17) É de graça
Para amamentar no peito só é preciso tomar muita água e comer direitinho. Tem leite que custa R$ 30 a lata, que dura quatro dias. Neste caso, já deixei de gastar uns R$ 900. Beleza né?

As vantagens são ad eternum, mas se não deu, paciência. Com uma mamadeirinha bem gostosa e muito amor de mãe, todo bebê pode viver feliz e crescer forte e saudável.O importanjte é tentar.


Para fechar, ficam mais alguns bons motivos para amamentar no peito:



E os vídeos do dia são promocionais da Campanha do Ministério da Saúde pela amamentação no peito.
Com direito à Vanessa Camargo e Juliana Paes Cravo e Canela.

 



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