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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O drama da mãe-canguru e um novo conceito: criação com apego

Todas as fotos são assim, com João no colo
Procurei foto minha recente a pedido para reportagem especial com ex-funcionários do jornal onde trabalhei... Daí que dos últimos oito meses não há foto alguma sozinha, com exceção de uma toda emperiquitada pra formatura da cunhada, que não é o caso de mandar pra redação. Todas as minhas fotos deste ano contêm um certo bebê muito fofuxo ou uma barriga enorme. Caí na real: sou uma mãe-canguru.

Joãozinho e eu somos praticamente marsupiais, porque o menino vive grudado em mim em todas as situações desde que nasceu. Até quando vou lavar as roupas dele (agora mais sujas do que nunca), ele está ao meu lado, escalando minha perna ou brincando com a Clarinha na lavanderia. Nos últimos dias, por exemplo, ele foi ao treino de taekwondo comigo e assistiu à banca do Trabalho de Conclusão de Curso do pai. É provavelmente o primeiro bebê  a rastejar naquele tatame e a participar de uma banca na faculdade.

Aí então resolvi que está na hora de tentar, aos poucos, acostumar meu filho aos cuidados de outras pessoas também. Respirar um pouco sozinha, cuidar de mim e deixá-lo menos dependente da minha presença... A única vez que passamos uma hora distantes foi quando ele ficou com o pai em casa enquanto fiz a compra da semana no mercado, há cerca de um mês. O resto de todo o tempo de sua vida, João Augusto passou comigo. Deve ser por isso que anda tão agarrado e até manhozinho. Será?

Apesar de estar no oitavo mês, quando segundo os entendidos o bebê passa pela angústia da separação, tomei uma séria decisão (coloca música de drama aí, rarara): contratei uma babá para ficar com ele nas três vezes por semana que estou indo à academia. É a Scheila, minha vizinha, mãe carinhosa do João Victor (sete anos) e a pessoa que já trabalha aqui em casa desde julho. Venho observando ela desde que começou a me ajudar com a limpeza. Joãozinho já a conhece, ri e vai no colo dela sem estranhar e minha esperança é que se adapte. Mas é só uma horinha em três manhãs. Jogo rápido, nem dá tempo de lembrar de mim.

Pelo menos foi isso o que constatei já no primeiro dia. Saí com o coração partido de casa, depois de dar papinha, banho, mamá e deixar um monte de recomendação pra Scheila e providenciar a Galinha Pintadinha no DVD - cenário perfeito praquela soneca da manhã. Dito e feito. Lá fui eu pra minha segunda aula de taekwondo e entre chutes, socos e um vocabulário completamente novo pra mim, em alguma língua coreana, meu pensamento voltava pra casa. Suei meio litro, fiquei com a boa sensação de "que agora sim vou emagrecer" e retornei o mais rápido que pude para constatar que... meu filho sobrevive sem mim. auhauahuaha

"Joãozinho nem tchum pra mamãe", eu disse pra Scheila, esperando que ela me contasse que ele chorou um monte pra dormir sem peito, que fez manha o tempo todo, que ficou procurando a mãe. Mas quê? "Ele começou a resmungar, eu passei a mão no cabelinho dele e dormiu", contou a babá, para meu alívio e frustração. kkkk

No segundo dia acordamos mais tarde, portanto ele não teria sono no meu período de ausência. Ficou no colo da Scheila ali no portão, com os olhinhos curiosos pra rua e de novo "nem tchum pra mamãe". Eu também fingi que "nem tchum pro bebê" e fui bem mais tranquila. Treinei sem tanta ansiedade e voltei pra casa suada, serena e exausta. Achei os dois brincando no tapete da sala. Cinco minutos de mamazinho e o fofo já dormia (sei que tem muita gente que acha errado, mas já dei a manha do peito pra dormir e assim será até que eu consiga mudar isso, rere).

Enfim... Deu tudo certo até aqui, embora ter uma babá tenha sido sempre minha última opção. Quando voltar a trabalhar, pretendo ter a Scheila em casa para cuidar da limpeza e da comida todos os dias, mas João deve ir pra escolinha. Tenho receio, depois de ouvir tanta história negativa, e quero ver como meu bebê vai se sair interagindo com outras crianças. Portanto, como não conheço muita gente na nova cidade, quanto menos uma profissional de verdade na área, aceitar que a Scheila vai cuidar dele por algumas horinhas foi um passo importante.

E pode acreditar: isso é evolução pra mim. Joãozinho nunca ficou nem com as avós, pois minha mãe mora em outra cidade e minha sogra do outro lado desta cidade. Sempre que vou à casa dela com o pequeno é para passearmos, nunca ele precisou ficar aos cuidados dela.

Foi assim que o encontrei quando cheguei em casa na nossa primeira separação

Criação com apego

Isso tudo me faz perceber que, apesar de não ter tido acesso a estas informações antes, estou intuitivamente exercendo um novo modelo de cuidado parental que descobri nesta semana. É o “Attachment Parenting”, designado no Brasil como "Criação com Apego". Há na internet uma rede de debates sobre o tema e eu indico um post interessante do blog Cientista que Virou Mãe. Vale a pena dar uma olhada. Me identifiquei.

Com base em tudo o que se falou sobre educação infantil nas últimas décadas, inclusive nos Super Nanny da vida, você pode achar que estou criando um monstrinho mimado, por tanta proximidade comigo, mas há quem diga o contrário. Olha lá o que defende a Ligia Moreiras Sena, autora desse blog:
"A expressão se relaciona a uma forma de cuidado com os filhos que leva em consideração a teoria do apego (...) para explicar como acontece a formação dos vínculos entre o bebê e seu principal cuidador e quais as implicações da forma como esses vínculos foram construídos – ou não foram – para a vida futura da criança."
"A criação com apego é um conceito amplo que envolve, sobretudo, a criação de pessoas seguras, autoconfiantes e empáticas, baseada no respeito aos comportamentos inatos da criança - aqueles que ela demonstra sem precisar aprender, como chorar quando não se está satisfeito com algo, desejar constantemente o contato físico ou visual, tocar, sorrir – e na proximidade física e emocional com a mãe (ou o principal cuidador). Se nós tivermos sempre em mente que muitas pessoas criam seus filhos assim intuitivamente, sem precisar aprender ou ler nada sobre isso, fica fácil entender que não existem regras ou técnicas. É, apenas, o respeito às necessidades naturais de um bebê, de uma criança, permitir a ela que crie o vínculo de maneira inata e espontânea, sem limitações impostas por convenções".

Como anda minha lista

Este foi o ponto de partida para a nova etapa que estamos iniciando, como comentei no post sobre minhas listinhas, lembra? Das prioridades lá anotadas, já consegui riscar algumas. Enviei currículos e fiz muitos contatos. Alguns com boas perspectivas de trabalho pro ano que vem. Resta aguardar. Transferi a conta do banco para agência mais próxima de casa, coisa chata e burocrática, mas fiz, na companhia do bebê pra não variar. Comecei uma dieta. E parei. E recomecei. Emagreci um quilo. Viva! Voltei a fazer atividade física. Optei por taekwondo (nem eu acredito ainda) numa academia pertinho de casa e estou adorando, já que musculação nunca foi minha praia. Pena que virei o pé tentando andar novamente de salto alto, depois de meses na rasteirinha, e agora preciso pegar leve nos chutes e saltos. Mesmo assim, tá divertido.

Para não complicar demais, escolhi fazer aula com a turma infanto-juvenil e treino ao lado de criancinhas lindas, de quem copio todos os movimentos porque obviamente até o Luquinha de cinco anos tem mais coordenação motora, elasticidade, equilíbrio e força do que eu. Só ganho na concentração. uhauahua. Ele é um lindo, minha gente. Já posso imaginar meu João lá com aquele quimono (ainda não aprendi o nome) branco e dando gritinhos fofos. Aliás, na primeira aula ele foi junto e ficou brincando na beira do tatame com um menino que estava por ali. A cada cinco minutos eu parava e corria lá inventar um brinquedo diferente, mas foi.

Falta ainda bastante coisa para fechar a lista, entre elas comprar os presentes de Natal. Estou me enrolando, na esperança de que o papai vá junto pra me ajudar, porque morro de preguiça de ir a shoppings em tempos normais, quanto mais nessa época e com um bebezão de quase dez quilos a tiracolo.

Fica em pé, firme, agarrado a alguma base

O que Joãozinho anda aprontando


Além de ficar em pé se agarrando a tudo o que vê, ele agora ligou o turbo e rasteja em velocidade cinco pela casa toda. Sai de um cômodo e vai pro outro, entra no banheiro e pega os produtos de beleza do armarinho (já deixei os que ele pode pegar sem risco) e na estante da sala tenta por toda lei tirar o trilho em que a portinha corre. Vira estátua quando a gente diz nãããão e parece entender. Vai até a piscininha que está cheia de brinquedos, se dependura nela e pega de lá o que interessa, entra debaixo das cadeiras, da mesa e lambe tudo o que estiver ao seu alcance, especialmente a sola de algum chinelo que porventura eu tenha deixado no caminho. Sim, a sola. Ele prefere a parte mais suja.

Por conta disso, meus dias têm menos tempo livre. Sempre que ele está acordado, preciso ficar de olho, porque é um perigo. Um dos objetos que ele mais ama no mundo chama-se lixeira. A do banheiro já transferi pro alto e a de lixo reciclável agora fica lá fora.

Mas "lá fora" também faz parte da sua rota e acabo cedendo: deixo ele rastejar até nas calçadas porque a felicidade é imensa, principalmente se a Clarinha estiver junto, lambendo suas orelhas enquanto ele puxa os pelos dela com toda força. Ela até chora, mas deixa ele fazer o que quer. É um amor que só aumenta. Ele fica todo vibrante quando ela vai buscar os brinquedinhos que eu jogo.

Com a amiguinha Isabela, numa tarde deliciosa
João também mudou de comportamento. Não é mais aquele menino doce e simpático que sorria até pra sombra. Agora ele reconhece as pessoas e os ambientes e não se abre todo pra gente estranha. Fica sério, sisudo e demora pra se sentir bem à vontade. Foi assim na casa da Karine, nossa querida amiga, mãe da Isabela. Fomos visitá-las e já na chegada meu pequeno fez um berreiro pro Sushi, o cachorrinho delas. Demorou pra se soltar.

Mas aqui em casa continua um fanfarrão, cheio de energia e sorrisos com aqueles dois dentinhos afiados e lindos que teimam em morder meu nariz. Com força agora. As unhas são afiadinhas e por mais que o corte duas vezes por semana, em qualquer descuido ele se arranha no nariz e nas pálpebras.

Tio Bira, tia Rosi, Pedro Lucas e Tia Dalila
Continua gulosinho e come de tudo o que eu ofereço. Na casa da tia Rosi, em Curitiba, saiu da rotina e da dieta e comeu até um pedacinho de bolo de aniversário, mastigando com as duas serrinhas. Estivemos lá pra visitar também a minha amada prima Carla e o Rômulo, que está cada dia mais lindo e esperto. É de derreter de amor ver ele fazer de conta que está tocando pandeiro, batendo as mãozinhas. Ainda encontramos tia Dalila e conhecemos a mulher do meu tio Bira, Samara, e seu filho Pedro Lucas, um mimo de educado e simpático. Eles eram de Pernambuco e acabaram de se mudar pra Curitiba. Pedro teve a maior paciência do mundo pra brincar com meu João e ofereceu o segundo pedaço do seu bolo de aniversário pro novo priminho. Não é um amor?

Passeamos no trabalho do papai e do vovô, fazendo tooooodos os colegas deles babarem um pouquinho, e também participamos da confraternização do departamento onde o pai trabalha. Tô falando... Até em bar este menino vai, minha gente! A dinda Dani tava junto. Foi um dia bem gostoso.
Enquanto o pai preparava o discurso... 

Quanto à banca do TCC do João, graças ao bom Deus foi aprovado e com muitos elogios, recebeu a nota máxima. Estamos vibrantes! Foi super engraçado porque enquanto ele apresentava lá na frente, pra banca de três professores e mais um convidado, eu lá no fundo da classe fazia de um tudo pra manter Joãozinho quieto - no sentido de não fazer barulho, porque quieto mesmo ele não ficou um segundo. Rastejou por debaixo das carteiras, achou uma parede descascando e tirou até cimento lá de dentro, brincou em pé na cadeira e riu gostoso pra imagem dele refletida no vidro da sala. Mas deu tudo certo e eu pude acompanhar toda a avaliação, já que participei ativamente da elaboração desse projeto né? De certa forma, me senti aprovada também. rerere.

Ah, voltamos à piscina e ele mais uma vez brincou até ficar cansadinho, junto com o pai e com os padrinhos. Só fiquei tristonha porque justamente quando estava comigo é que engoliu água e se afogou um pouquinho. Duas vezes. Me senti o ó do borogodó das péssimas mães. Depois larguei a culpa ali mesmo e segui brincando. rere.

E assim vamos nós, brincando, trabalhando na casa de montão, passeando bastantão também e procurando sempre um jeito certo, o nosso jeito certo, de sermos mãe e filho.

E você, o que acha dessa nova onda do "criação com apego"? Fez diferente e deu certo? Conta aí. E até breve. Um beijo.


Registros



Bebê no Diarinho do Diário dos Campos do final de semana

Esta saiu em outubro por ocasião do meu aniversário, no Página Um


João e Isabela aprendendo a compartilhar




Muita fofura né?



Karine, amada, e meu filho aprendendo a escalar
Clara, a amiga do João

Amor demais
Ela lambe as orelhas dele e ele puxa os pelos dela

Estas são da viagem a Tibagi, de um post anterior, que só chegaram agora

Com a bisavó Cuca

Com o Marcelinho e a Katiane, do amigo Christian Camargo

"Pó pidi que eu toco uma moda" 

Ajudando o papai antes da banca

Com os professores e avaliadores do papai na banca do TCC

Pedro Lucas, o novo priminho

Tia Rosi e Carla, meus amores

Rômulo tocando pandeiro

Na confraternização do trabalho do pai. Ao fundo, a dinda sorridente! 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Piscina, andador, fígado na papinha, bisfenol, a primeira München e o Natal

Dia de festa e muita água

O mesversário do meu pequeno, dia 2, marcou um momento importante pra nossa família. Fomos juntos à piscina pela primeira vez e Joãozinho mostrou que é um peixinho agitado. A madrinha Dani também foi e desta vez temos fotos! Eba!

Ele nadou de frente, relaxou de costas, ainda meio inseguro, e bateu as mãozinhas e perninhas sem parar. Se esticava todo e ria de montão. Foi assim que comemoramos o oitavo mês do Joãozinho, essa coisa gostoooosa que mora aqui em casa. E este post é da série "A Semana do Bebê", pra contar das sapequices do meu menino nos últimos dias. Vamos lá?

Quem disse que com bebê não dá pra ir à München?
Chopp que ensurdece

Conciliar o soninho depois da janta e do banho, que era uma coisa relativamente simples nesta casa, tornou-se uma saga na última semana devido ao barulhão da München Feest, a tradicional festa do chopp escuro de Ponta Grossa. A rua que a gente mora é rota para o Centro de Eventos e durante uma semana todinha ficou super movimentada.

O mundo dos solteiros, especialmente dos que bebem, tem um volume bem mais alto que o dos casados com filhos. Cheguei à conclusão de que chopp deixa a pessoa surda, porque era tanto grito, som alto e motor roncando na frente de casa que Joãozinho não dormia. Moto-táxi então faz mais barulho que trem. Foi dose e graças a Deus acabou. Só não comenta com ninguém que esta mãe ranzinza, há questão de dois anos, era da turma dos surdos que toma chopp e curte cada show, auhauahua.

No bailão com as vovós!

Primeira München do João

E para não perder totalmente o costume de ir à München, coisa que faço desde os 16 anos, tive a audácia de ir com o Joãozinho, oras, uahauhau. Mas foi bem light, não se assuste. Fomos acompanhar minha sogra e minha mãe à atração voltada para a turma da melhor idade na tarde de terça-feira. Uma graça. Nos divertimos bastante dançando as músicas da banda alemã entre o povo animado que já passou dos 50. As vovós aproveitaram para corujar bastante.

Agora chega de trabalho, né papai?

TCC

Enquanto formava fila de gente alcoolizada e bem animada em frente de casa, aqui dentro o assunto era sucessão trabalhista em serviço notarial e registral. Eu nem entendia bem o que isso queria dizer, mas depois de uma semana todinha revisando e ajudando o João pai a concluir seu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade, fiquei capacitada para defender o tema em banca. auhauha.

Foi aquele estresse típico de quando o desavisado do estudante deixa tudo pra última hora, sabem? Mas está lá protocolado, finalmente, e comemorado com churrasco na área de casa "pra ver o movimento da München" kkkkk.

Na sala de espera da pediatra

Tiyoco

A consulta do oitavo mês do João foi na sexta e ele está super bem. Engordou 775 gramas e cresceu dois centímetros. Está com praticamente 9,5 kg!!! Aproveitei para tirar dúvidas com a doutora Tiyoco. Seguem abaixo:


Bisfenol-A: plástico na alimentação infantil

- Pode esquentar a papinha no micro-ondas?
Pode sim, não há qualquer comprovação de que as ondas alterem as características dos alimentos ou façam mal à saúde. Mas aqui cabe um alerta importante: é melhor optar por potinhos de vidro para armazenar. O plástico solta uma substância chamada Bisfenol-A, que está ligada à puberdade precoce e até a doenças cardíacas, diabetes e queda de fertilidade. Inclusive este químico já é proibido na fabricação de embalagens de produtos infantis, mamadeiras por exemplo, em alguns países, como o Canadá. Veja o artigo sobre o assunto publicado pela Revista Crescer.

É bom saber, né mãe?

Usar fígado na papinha faz mal? E tomate? 

Como nos posts sobre papinhas recebi vários comentários de amigas dizendo que fígado e tomate fazem mal ao bebê, resolvi perguntar para a pediatra. E ela concorda. A menos que você consiga comprar galinha capira e carne de gado "orgânica" (que não passou por processo de engorda para abate), é melhor não usar fígado na alimentação do bebê.

"O fígado é o filtro onde ficam depositados todos os antibióticos, hormônios e outras substâncias usadas no processo de engorda dos animais criados para abate", explicou a doutora. Por isso, corri lá nos posts das papinhas e excluí ou adaptei as receitas que continham fígado, ok?

Com relação ao tomate, bem como o morango, podem ser usados sim, mas é bom comprar os que não usaram agroquímicos, pois são produtos bastante sensíveis à contaminação. Mais uma vez destaca-se a importância dos orgânicos.

Menino rastejante
Disco, andador, voador... A polêmica

Foi a maior polêmica quando disse aqui que não colocaria Joãozinho no andador e depois fiquei refletindo se realmente minha postura é radical demais. Tenho medo de acidente e, conforme a pediatra do meu filho, os discos são realmente brinquedos muito perigosos e por isso exigem bastante atenção dos pais. Ela diz ter atendido casos de fratura de crânio, dentinho quebrado e pontinhos na testa por conta do disco, portanto Tiyoco concorda comigo que é melhor deixar ele rolar, rastejar, engatinhar, ficar em pé e depois andar, tudo quando for da vontade dele.

Além disso, ela defende que engatinhar é importante para ele ter a dimensão de espaço à sua volta, para aprender a desbravar o ambiente e para fortalecer os músculos do pescoço, braços e pernas. "Pra que pular etapas?", questionou ela. No nosso caso, mais um fator colabora para que eu não dê um voador ao meu filho: temos pouco espaço vazio em casa. Ele ficaria batendo nas cadeiras, tropeçando em tapete e se confrontando com as paredes o tempo todo, feito uma baratinha tonta. Então... tá consolidada minha decisão. Não teremos o equipamento ainda.

Mas isso não quer dizer que em alguma ocasião eu não vá colocar ele um pouquinho no brinquedo pra ver sua reação. Nem quer dizer que sou absolutamente contra. Se tem uma coisa que estou aprendendo aqui é a respeitar a opinião, as decisões, a intuição e o jeitinho de cada mãe. Em cada família, o que é bom e ruim, certo e errado é relativo né? Então... se puder dar um conselho, vou dizer: "vai por você, pelo que acha melhor pro seu filho". E, claro, "fique atenta, acompanhe o/a pequeno/a na brincadeira, respeitando os limites de sua resistência para a atividade". Talvez eu mesma possa usar para ajudá-lo a aprender a andar, caso demore muito.

Em relação ao chiqueirinho, cheguei a querer um quando Joãozinho caiu do berço, aos seis meses, lembram? Mas segui os conselhos da Adriana, que postou um comentário bem interessante lembrando que além de caro, usa-se por pouquíssimo tempo e restringe a área de brincadeira do bebê. Usamos o colchãozinho no chão e funcionou bem.

Dermatologista intrometido

Aos 19 anos fui diagnosticada com psoríase por conta de uma descamação no couro cabeludo. Quase morri de chorar vendo fotos na internet, achando que eu viraria em ferida pelo corpo todo e até hoje me pergunto onde foi que aquela danada da biópsia errou? Graças a Deus errou! Porque ainda coço minha cabeça o tempo todo e o couro cabeludo descama, mas nunca passou disso. Quem me conhece sabe que não é piolho e nem caspa, kkkk.

Aí que desde que engravidei parei com o remedinho e agora que está incomodando mais. Resolvi na semana passada voltar ao dermatologista, outro dermatologista. O engraçadão não soube dizer o que de fato tenho, mas quis me convencer a parar de amamentar pra usar um gel que diminuiria a coceira.
- Até quando você pretende amamentar? Perguntou.
- Até no máximo dois anos, como recomendam os pediatras. Respondi.
- Ah isso é uma bobagem muito grande. O bebê só precisa mamar até os seis meses. Depois o leite vira água e só serve pra criança ficar grudada, agarrada à mãe, insegura pra vida.

Olha gente, ainda bem que fui uma pessoa muito da educada e desviei o assunto, mas a minha vontade era de perguntar em que momento eu perco pra vaca, já que meu leite vira água e o da vaca se torna ideal? Defendo todas as mães que precisam parar de amamentar ou que não desejam amamentar, mas não me venha sugerir uma decisão dessas com base em tamanha idiotice.

Por pouco não perdi a paciência de vez quando ele perguntou se o parto do João foi de cesária ou normal. Primeiro: que que tem a ver o parto com minha coceira? Segundo: o entendido ainda disse que parto normal é coisa de bicho, que mulher tem mais é que agendar a data e tirar o filho com conforto, sem dor. Ele teve a capacidade de dizer que "tem um monte de 'gente deficiente' por aí porque não era comum cesária e crianças nasciam de parto normal, forçando tudo". É triste ver esse tipo de preconceito e ignorância entre os próprios profissionais da saúde.

Pra deixar claro: sou a favor do parto que a mãe escolher, aquele que é melhor pra ela. Mas sou totalmente contra partos cesarianos induzidos por obstetras que só pensam em dinheiro e comodidade, que não querem enfrentar o trabalho todo com a mãe.

Não comprei gel algum, voltei pra casa indignada e vou mudar de assunto porque esse aí me estressa e piora a coceira, só de lembrar. auhauahu.


Então é Natal

Quando criança, lá no sítio, meu pai cortava um pinheiro de verdade, a araucária, dessas que hoje estão em extinção e levam o sujeito que derrubar uma à prisão sem direito à fiança, e botava na sala, num pote com terra que a gente regava até o quinto dia de janeiro. Eram outros tempos, minhas amigas! kkkk. A gente enfeitava com algodão, pendurava bolas de vidro frus-frus prateados e doces. Ficava totalmente diferente das árvores que vemos hoje, mas lindo assim mesmo, com aquela simplicidade toda.

Mais tarde tivemos de aposentar as bolas de vidro porque meu irmão caçula, o Robson, inventou de mastigar uma delas, auhauahua. Foi um perereco só! Sangue saindo pela boca, minha mãe tentando tirar os caquinhos lá de dentro... deve ser por isso que não fabricam mais aquilo.

Aí, no dia de Natal, o vizinho se fantasiava com a roupa de Papai Noel que minha mãe costurou, improvisava uma barba com lã de carneiro, botava um raibanzão no rosto pra gente não reconhecer e ia lá em casa participar da festa. Normalmente era de dia, porque ainda não havia energia elétrica em Serra do Apon.

As crianças todas da vizinhança e priminhos se reuniam lá em casa e depois da novena era a maior festa. O bom velhinho distribuía balas e outras guloseimas. Brinquedo não tinha pra todo mundo. Mas a bagunça era geral.

A agarrada ao bom velhinho sou eu
Tenho tão boas recordações dessa época! Por isso resolvi que a partir de agora não haverá de faltar decoração natalina nesta casa. Joãozinho merece vivenciar essa coisa gostosa que faz parte da nossa tradição.

Nossa casa tá cheinha de penduricalhos, toalhinhas e até uma árvore (de plástico, esta) com enfeites que foram do João pai quando criança. A expectativa agora é por mostrar um papai noel pro pequeno. Nem que seja desses de shopping, sem barba de lã de carneiro e com roupa de profissional. rerere.

Ígor e Denise

Caiu do céu

E já que estamos em clima de Natal, quero registrar aqui um acontecimento daqueles que mudam o dia da gente. Tive uma DR com o João um sábado desses e resolvi sair de casa para pensar na vida e fui parar num parquinho de criança. Fiquei lá sentada um tempo, dando a papinha pro João e remoendo "meus problemas" até que uma moça simpática se aproximou com um menino fofo, de três anos. Ela puxou conversa e eu abri o coração. Contei o que se passava e aos poucos ela foi falando sobre sua vida. Toda despojada, cheia de "bola pra frente", me relatou dificuldades que eu nunca tive, sofrimento que não faz parte da minha rotina e me fez ver o quanto eu estava sendo boba ao me deixar levar por uma dor tão pequena.

Agradeço do fundo do coração por você ter aparecido naquela tarde, Denise. Teu sobrinho é lindo e vocês merecem toda felicidade do mundo. :-)

Depois fui à missa e voltei com um picolé pro João "tirar o azedume da cara". Funcionou.

Dica do dia

Para encerrar, uma dica da mamãe Angelita Kobay Prestes: sapatinhos personalizados com o nome do bebê. Achei muito fofo. Aqui ó: Sameka.
Dá pra bordar o nome do seu bebê


E você já enfeitou a casa para o Natal? Foi à München? Usou andador? Comente à vontade! Beijinhos e boa semana.

E que tal os dois dentinhos?



Achooou!



Relaaaaax com o papai

Só alegria

Foi uma delícia

Sucesso na piscina das crianças 

Com a madrinha

Na chegada do Centro de Eventos para a München

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