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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

1 ano e 6 meses: Meu filho quer ser gente grande





Hoje é dia de soltar viva bem alto aos beijinhos molhados, abraços apertados, bagunça com a comida, brinquedos na gaveta da pia, rolo do papel higiênico despedaçado pela casa, controles remotos sem capinha e sem pilha, marcas de dedinhos nos móveis e riscos de caneta no sofá. Um viva a toda a felicidade que Joãozinho nos trouxe desde que chegou neste mundo, há um ano e meio.


Nosso tico-tico completa 18 meses dando passos firmes e até se arrisca a correr de vez em quando. A marca dessa fase é querer ser grande. Ele pensa que tem tamanho, esse biscoitinho. Sobe sozinho no sofá, nas cadeiras e tenta alcançar tudo o que vê. Agora, o cuidado precisa ser maior, porque ele já alcança as coisas de cima da mesa, do fogão, da pia e consegue até arrancar as meias da gaveta mais alta do roupeiro.


Adora brincar com uma caixinha de fósforos e ama mais que tudo brincar de esconde-esconde. O mais bonitinho é quando ele mesmo vai pra trás da porta esperar que alguém o encontre.


Sua personalidade já dá sinais de certa autoridade, que eu descrevo como manha mesmo, kkk. Pura bardinha, como dizem por aqui. Ele sabe o que pode e o que não pode, até balança o dedinho olhando pro aparelho de DVD, mas vai lá e faz o negócio ejetar e depois empurra com força. E se eu o repreendo, dependendo do que seja, se joga no chão e faz uma birra bem feia, do tipo de bater a cabeça nas coisas, chorar alto e até bater em mim.


Não gosta de ser contrariado, mas em geral aceita nossas tentativas de discipliná-lo. Nem sempre a gente consegue. No mercado, dura poucos minutos na cadeirinha e depois quer mais é sair explorando os produtos pela gôndola. É pura aventura.


O legal de estar indo pra escolinha novamente é que as tias são criativas com as brincadeiras e fazem coisas que no dia a dia eu nem teria ideia, ou não teria tempo, como fazer bolinhas de papel e colar num cartaz. Acho que ele aprende bastante, embora ainda apresente chorinho no meio do dia. Voltamos à tentativa de adaptação.


Falador que só, Joãozinho agora sabe avisar quando está fazendo cocô ou xixi. Acho que está na hora de pensar no desfralde. Mas me dá três tipos de arrepio de encarar mais esta agora. rere. #xôpreguiça.


Ele mudou o nome do meu peito. Agora as tetcholinas se chamam "maish". E ele diz "maish" e quer "maish" o tempo todo desde que teve a rotavirose. Como tem ido com frequência passar as tardes com a vó Sônia, já repete um "aja da vovó" para se referir à sua casa. Tenta repetir tudo o que falo. Outro dia saiu um "auodão" para o algodão, "atata" para batata e volta e meia ele solta um "Xoão", dizendo do jeito mais lindo do mundo o seu próprio nominho.




São muitos os sinais de independência, como querer pentear-se sozinho, comer sozinho, mas o mais engraçadinho é ele querer sentar-se à mesa com a gente nas cadeiras normais. Não quer mais saber do cadeirão dele. Ah, e me ajuda na hora do almoço. Para tentar mantê-lo longe do fogão, fico pedindo que jogue o material reciclável na lata de lixo da lavanderia. Ele faz bem certinho e volta batendo palminha pra ele mesmo, que está de parabéns, afinal.


Não dorme mais durante a manhã, mas vai tirando uma sonequinha no carro para a escola e volta capotado de lá. Aí dorme até umas sete da noite.


A hora de comer nem sempre é uma alegria. Durante as viroses, não comia nada, depois a fome voltou com força total. Mas o danadinho às vezes fecha a boquinha e nada o agrada. O jeito é se acostumar porque a greve de fome é comum a esta idade. O legal é que agora ele tem pelo menos dois molares para ajudar na mastigação, que antes era mais difícil.


Desta fase, o mais bacana mesmo é a afetividade. Ele dá abraços apertados, beijos bem lambidos e faz carinho com mais frequência. Acorda de manhã e abre um sorriso gostoso pra mim. Aliás, ele desertou do berço e ultimamente tem sido nossa companhia de todas as noites na cama e, no máximo, num colchão do lado dela.


Fazer o quê se eu estou aprendendo a ceder cada vez mais e a sentir prazer em ter um laço cada vez mais próximo com nosso pirulitinho?


Enfim, João Augusto completa um ano e meio de muita felicidade em nossas vidas. É a razão da nossa vida, motivo dos nossos planos, das nossas lutas diárias e motivação para tudo o que nos afeta. Nosso bebezinho está deixando de ser bebezinho e mostrando o tempo todo o quanto a vida é linda, maravilhosa.


Então, vamos comemorar! Beijos pra você que veio aqui saber da gente. E conta também se você já viu seu bebê tentando ser gente grande.

8 comentários:

  1. Manu, me divirto lendo suas publicações do Joao...quase como ver um reflexo do que ja passei com o meu pequeno, que agora esta com 3 anos...umas figurinhas que mudam a nossa vida...bjks

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    1. Então Claudia... na época da faculdade, a gente nem podia imaginar como isso seria né? Mas é tão bom e tão transformador. Beijos!

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  2. Essa fase é uma delicinha mesmo!! Minha Manu é um pouquinho mais levada, corre e quer pular de todos os lugares, quer fazer tudo o q o irmão faz, mas com menor habilidade kkkk
    Ese momento é o mais dificil e o mais gostoso!!
    Bjs
    Mari
    #amigacomenta
    http://maricriando.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Dizem que a próxima fase é sempre mais difícil, Mari. kkkk. Mas é tudo delicioso né? Beijos e obrigada pela visitinha.

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  3. Ta muito moço mesmo e lindo!
    beijos
    Lele

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  4. Lindo da Dinda. Amo vc do tamanho do mundo. Por favor aprenda a falar Dindaaaaa. Que Deus abençoe você hj e sempre. Dinda Dani

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  5. Ai que gostoso lendo seu post me vi daqui 5 meses com meu pequeno assim como o seu.
    um abraço,
    http://belagestanteemae.com.br/

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Comenta aí que a mamãe fica faceira! E volte sempre, a casa é sua! :-) Ou me mande um e-mail: emanoellew@gmail.com

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