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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Passar a noite na casa da tia: fica pra próxima!

A dinda se esforçou, mas...
Nosso bebê está dando sinais de independência. Ele quer escovar os dentes sozinho, comer segurando a própria colher e jogando feijão pra todo lado, não gosta de andar pela rua de mãos dadas e arrasta a cadeira para perto dos móveis, sobe e alcança tudo o que quer.

O pai e eu sentimos orgulho de sua autonomia e chegamos à conclusão de que deveríamos dar um passo importante para "libertar" nosso filhinho ainda mais. Resolvemos levá-lo para passar a noite na casa da tia Dani, que é também sua madrinha. Afinal, Joãozinho nunca-jamais-nenhuma-vez-sequer dormiu longe da gente.

O quê? Uma noite sem o bebê? Uma noite só pro casal? Opa! Programamos com antecedência e levamos o mister baguncinha numa sexta-feira, assim poderíamos também aproveitar para dar uma saidinha e se tudo desse errado, pelo menos teríamos o sábado para tentar repor a noite perdida. Mas estávamos confiantes. Vamos à cronologia da noitada?

18h30: Pijama, escova, creme dental, papinhas e fraldas na mala, lá fomos nós. O DVD portátil também foi para o caso de a dinda ter de apelar para a Galinha. Esperançosos que só, ajeitamos o traje especial de quem achava que iria curtir uma baladinha (nem lembro mais o que seja isso) e deixamos o boneco lá.

19h30: Mamãe com o coração partido de imaginar que o tiquinho iria posar fora, mas animada com a possibilidade de torná-lo menos dependente de nós.

20h00: Tchau-tchau, beijocas, mil recomendações (com direito a cartão de convênio de saúde, Certidão de Nascimento e caderno de vacinas, incrusível), e #partiu programinha de casal. E agora? O que fazer com esta tal liberdade? É estranho sair sem ter de pensar se o restaurante tem cadeirinha pro bebê, mas fomos animados iniciar nossa "noite especial" num mexicano.

21h00: Morrito pra cá, nachos pra lá e o whatsapp apitando constantemente, porque a pessoa aqui já queria saber como estavam as coisas.

22h00: A dinda se esforçou! Deu janta, banho, trocou cocô atômico (daquele que causa uma destruição em massa), brincou com ele e com as visitas que apareceram lá e foi pra cama com o João.

22h30: Foto do Joãozinho assistindo Galinha na cama da dinda enquanto tirava as pilhas do controle remoto da TV dela! E nós... a caminho de casa. Gente, não sei o que foi, mas o casal que ia varar a noite na gandaia resolveu se aninhar no lar doce lar, aquele lugar que fazia até eco sem a presença do Joãozinho. rara.

23h00: Casal caindo pelas tabelas enquanto assistia o balé das baleias no Globo Repórter. Sim, minha gente, nós tínhamos uma noite inteirinha para aproveitar a liberdade mas no fim mergulhamos de barriga no sofá! kkkkkkkk.

00h00: Barulhinho de whatsapp
- Oi
- Oi cunha, quer que vá buscar?
- Sim. Ele não dormiu e tá começando a chorar!

1h00: João, Joãozinho e eu roncando abraçadinhos em casa!

FIM!
Bom mesmo é o meu bercinho

Come sozinho. Erra o alvo, mas come.

Delícia de grudinho dos papais
E aí na sua casa, como foi esse negócio de noitada dos papais, bebê na vovó/tia/madrinha? Funcionou? Me conta o segredo? rerere. Beijocas!



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Primeiro corte de cabelo: até que enfim!

Hora do desapego!
Meu pimpolho demorou um ano e meio para finalmente ter madeixas suficientemente compridinhas que merecessem uma tesourada. Aquelas mechinhas começaram a enrolar na nuca, a franja ficou pontuda com fios super desfiados que não permitiam mais um topete com gel e uma ondulação esquisita no alto da cuca apareceu. Hora de ir ao salão, pela primeira vez.

E a primeira vez a mãe babona tem que registrar né? Até uma mechinha eu trouxe pra casa num pacotinho - por sugestão da equipe do salão, que embalou bonitinho e me deu para guardar para a posteridade. Meu pai, prestes a fazer 70 anos, ainda mostra um tufo do seu louro penteado infantil, que a vó Francisca teve a ideia de guardar. E como meu velho se orgulha todo disso, achei bacana poder dar continuidade a esta "tradição".

Falando em tradição, o marido queria porque queria que eu levasse nosso bebê no salão do Gigi, que corta o cabelo dele há 20 anos já. Mas acabei mudando os planos por dois motivos: nunca consigo vaga para estacionar perto do Gigi e o Gigi não é especializado em criancinhas assim tão pequenas. Como cabeleireiro de gente grande, não tem nem a estrutura que encontrei num outro ponto da cidade, por dica da sempre presente amiga Karine.

Fui ao Hair Kids*, salão infantil que fica em frente à loja Pernambucanas no centro de Pegê! E adorei. Tem ainda o salão Pente Mágico, que a Bianca me indicou, mas lá eu também não achei lugar para estacionar (diga-se de passagem, nosso centro tá um caos, nunca tem vaga em parte alguma). Detalhe: tô nem aí se é agosto, mês de cachorro louco e de cabelo "florescer", kkkk. #saiuruca. Depois eu conto se a superstição tinha sentido.

As profissionais do Hair Kids nos receberam super bem, simpáticas e animadas. Joãozinho adorou os brinquedos na sala de espera, com direito a carrinhos, mesinha de atividades, cozinha e tudo mais. Outro ponto forte é a cadeira em forma de carrinho, onde nosso pequeno cliente de serviço de beleza ficou sem problemas, girando o volante. Ele não aceitou a capa do Piu-Piu e acabei colocando meio contra a sua vontade uma outra capinha branca, menor.

Achei interessante que para as crianças maiores, tem videogame e televisores com DVDs infantis - tudo para distrair os cabeludos e ajudar na hora do "luz, tesoura e ação". Nesse momento, Joãozinho foi um lord e se comportou bem bonitinho para a tia Salete agir. Na hora de fazer o pé com a máquina ele se alvoroçou e é melhor não assustar o garoto. Mas as outras atendentes de lá ajudaram levando mais brinquedos e fazendo traquinagens para chamar sua atenção.

A Salete ainda me disse que faz o "certificado de primeiro corte", um papel timbrado que você traz para casa, emoldura e põe na parede junto com o diploma da faculdade, kkk. Mas tava em falta. Ideia boa pra quem tem salão infantil, hein?

Enfim, deu tudo certo e rapidinho meu lindão estava parecendo soldado do exército, com seu cabelinho baixo e agora mais forte, para crescer melhor. Cheio de charme! Bem, ele é lindo de qualquer jeito, mas agora tá pronto pra arrasar! Né?

E você, já teve sua primeira experiência no salão com o bebê? Conta pra mim!

Beijocas e até mais.

*Hair Kids: (42) 9994-4831, ao lado do O Boticário da rua Augusto Ribas.
** Eu não cobro pelas indicações aqui e paguei R$ 15 no corte. rere. 


Desconfiado, negou-se a colocar a capinha de Piu-piu

Agora vai

Outras atendentes distraindo ele para o corte

Tá gato!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A cara do pai e o focinho do pai também


João Alcione e João Augusto - 34 anos depois

Acho tão lindo quando as pessoas olham pra um bebê e dizem que ele é "a cara da mãe e o focinho do pai". Só que aqui, no caso, o "dizer" não se aplica, porque Joãozinho é a cara do pai, o focinho do pai, a sobrancelha do pai, a testona do pai, o corpinho do pai e até o pé chato do pai!

De mim resta pouca coisa nesse menino, que está cada dia mais parecido com o Joãozão. Acho que o cabelinho castanho, o narizinho apontado para baixo e talvez aquele furinho no queixo remetam-se ao meu DNA, mas de resto só dá o papai nessa coisinha mais linda do mundo.

Sem problemas, pois acho meu marido um gato (por isso escolhi ele né? rere) e posso dizer que Joãozinho é o papai aprimorado, com seus cílios compridos, a pelezinha bronzeadinha e um sorriso de fazer mamãe se desmanchar. Deixa eu pensar que colaborei, nem que seja um pouquinho, oras. kkkk.

Já a personalidade ainda está se formando, mas ao que parece meu Joãozinho é menos tímido e mais bagunceiro que o papai foi nessa fase da infância. A sogra conta que o Joãozão era super calmo e não dava muita pelota pra gente estranha. Joãozinho já é mais agitadinho e uma fofura de simpático com as pessoas. Ainda tem muito tempo pra gente saber como será né?

O olhar lembra muito né? À esquerda Joãozinho, à direita Joãozão

O fato é que este rapazinho entrou na minha barriga microscópico e carregando um DNA forte pra caramba. Ficou nove meses usando do meu sangue para compor o seu próprio e quando saiu de lá não teve a capacidade de puxar a mamãe nem um pouquinho. #desaforado. auhauahua.

Pois é. Não adianta teimar com a natureza. Darwin já me explicou lá no ensino médio: gente clara é azinho azinho, gente morena é azão azão. AA com aa dá Aa e predomina o moreno alto (nem tanto), bonito e sensual de caixa alta ali. #teoriadaevoluçãofeelings

O importante é que meu "polaco-preto" é para mim a criança mais linda do mundo mundial, com seu olhar puxadinho e forte, rostinho comprido e boquinha de coração. Meus Joões são meus belezocas! E ponto.

:-)

Você também emprestou a barriga pro marido perpetuar a genética? Conta aí! Beijos e beijos.

Joãozinho tem o rosto mais comprido e o cabelinho mais claro, talvez... rere

O mesmo sorriso

No meio, João pai em 1979


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Manu Professora: voltei ao trabalho, finalmente!

Na visita aos estúdios da RIC TV Record em Curitiba com os alunos

Certa vez meu companheiro de trabalho lá de Tibagi, o fotógrafo Christian Camargo, tirou onda comigo dizendo que se a internet tivesse sido inventada antes, eu teria feito o blog Manu Menina, depois o Manu Mocinha, Manu Mulher e finalmente o Manu Mamãe, de tanto que gosto de escrever e registrar. Nos últimos dias lembrei dele dizendo isso e das risadas rasgadas que dávamos naquele setor de Assessoria de Comunicação da Prefeitura. Lembrei do quanto AMO minha profissão e de como trabalhar e aprender são coisas importantes para mim. Demorou, mas enfim estou de volta à profissão.

Depois do primeiro forte impacto da maternidade, que deixa tudo de pernas pro ar, algumas "facetas de Manu" foram voltando aos poucos. Lá pelo terceiro mês, senti-me mulher novamente, a vaidade foi reaparecendo e as funções de amiga, filha, esposa e irmã também. Porém, neste último ano e meio, abri mão de trabalhar fora para ficar mais pertinho do meu bebê e me dedicar integralmente a ele, ao marido e à nossa casa.

A "Manu Jornalista" ficou encostada num cantinho, ansiosa para voltar, roendo as unhas e tomando cafezinho enquanto sentia aquele bicho carpinteiro a consumir. Tentei quando ele fez seis meses mas não tive coragem. Depois, aos 10 meses do Joãozinho, encarei uma proposta e fui batalhar pelo pão no Diário dos Campos, grande jornal aqui de Ponta Grossa. Mas a empreitada foi frustrada (eu contei aqui) e tive de adiar meus planos mais uma vez. Não me arrependo, afinal tive o privilégio de acompanhar cada passinho do desenvolvimento do meu maior amor, de estar ao seu lado em todos os momentos - coisa que muita mãe gostaria e não pode.

Eis que a vida se encarregou de trazer tudo na hora certa e agora percebo que foi perda de tempo ter ficado tão ansiosa. Chegou minha vez e estou muito, muitíssimo, feliz em poder dizer que voltei! Voltei para ficar, minha gente. Surgiu uma oportunidade, agarrei-me a ela e finalmente tornei-me a "Manu Professora"! Nem imaginava que meu destino iria dar de cara com uma sala de aula, mas é para lá que fui conduzida e é onde agora estou me sentindo mais viva do que nunca.

Estou sim muito empolgada com a nova profissão, procurando aprender o máximo possível e me preparar para oferecer o melhor de mim. Vou fazer parte da vida de muitos estudantes, mediar seu encontro com o conhecimento. Que honra e que grande compromisso assumi.

Estou dando aula na Oficina de Radiojornalismo (adoro) da Faculdade de Jornalismo da Secal, com muito orgulho. Semana passada tive o primeiro encontro com meus alunos e foi muito bacana. Fui super bem recebida pelos colegas, tão generosos e simpáticos, e pelos estudantes, que parecem muito criativos.

Na RPC TV, pouquinho antes do Paraná TV entrar no ar

Nesta semana já tive a oportunidade de viajar com eles a Curitiba, para visita técnica à Gazeta do Povo, RIC TV, Rádio Jovem Pan e RPC TV. Saímos de madrugada e retornamos tarde da noite, mas valeu cada minutinho e toda a canseira. Já tinha um tempo que eu não visitava as redações, muita coisa mudou. Pudemos conhecer o processo de criação dos desenhistas, fotógrafos, parque gráfico, estúdios e até assistir ao vivo e de pertinho a apresentação do Paraná TV segunda edição. Amei ainda reencontrar a colega de classe Paola Manfroi na RPC TV e minha querida amiga Taina Bubniak na Gazeta. Momento especial (tô na expectativa e na torcida com você, Tai).

Foi também a primeira vez que passei tanto tempo longe do Joãozinho. Como as aulas são apenas duas noites por semana, não precisei pôr ele em escolinha, ainda, e ficamos somente algumas horinhas distantes. Já no dia da viagem, foram mais de 15 horas sem contato. O marido cuidou dele pela manhã e à tarde meu príncipe ficou com a Rose, amada, na casa da cunhada Danielle. Ele se comportou bem, não fez chororô, comeu e dormiu direitinho porque é um lindo e só dá orgulho para a mamãe.

À noite, a diversão foi grande com a tia, prima e papai. E ele estava dormindo quando finalmente cheguei. Meu filho passou um dia inteiro sem mim e adormeceu sem mamar!!! Pela primeira vez. Fiquei um pouquinho decepcionada, porque no fundo queria que ele estivesse me esperando todo manhoso, rara. Mas o resultado foi ótimo. Estou mais do que satisfeita por saber que, apesar de morrer de saudade dele, já posso retomar minha vida profissional! Mais alegre ainda com as novas amizades que estão acontecendo.

Enfim... Um passo de cada vez. E este foi um passo muito importante. Obrigada a todos, em especial à minha coordenadora Melina Santos, que me deram esta oportunidade. E que Deus oriente minhas ações, para que eu seja útil e positiva na vida das pessoas com quem começo a conviver agora.

Beijos, meus amigos e amigas queridos! Espero seu comentariozinho dizendo como foi sua volta ao trabalho depois dos filhos.

:-)
RIC TV Record 
Tirando onda na bancada dos âncoras


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Show da Galinha Pintadinha: Joãozinho ficou hipnotizado

A hora do Pintinho Amarelinho
De todos os desenhos e filminhos que Joãozinho já viu, a Galinha Pintadinha ganhou, disparada na frente, seu coraçãozinho. Vivo tentando mostrar outras coisas, na intenção de afastá-lo um pouco da penosa azul (porque cansa né?), mas basta ele ver a imagem da galinácea num brinquedo que fica todo sorridente chamando pela Po-pó. Então, não pude resistir ao maior espetáculo da Terra que aconteceu no último sábado: Show do Joãozinho e a Turma da Galinha Pintadinha!


Já comecei gostando pelo nome da peça... :-) Tanto que comprei os ingressos com três semanas de antecedência e até errei no dia. Uma semana antes estávamos lá no Teatro, todos arrumadinhos, e demos de cara com as portas fechadas. kkkk. Coisas de uma mãe atarantada da cabeça.

No dia certo, lá fomos nós novamente. Na companhia sempre mara da amiguinha Isabela e seus papais Karine e Maikel. O Teatro Marista é bem grande e o público na tarde de sábado não chegou a completar metade das cadeiras. Ainda assim, o agito era enorme. Se num espetáculo normal já fica o maior burburinho antes das cortinas abrirem, imagina o fuzuê nos minutos que antecederam a chegada da frangota! Só se via mãe tentando agarrar suas crias e fazê-las ficarem sentadas a todo custo. Inclusive nós, né Ka?

Eis que Joãozinho, o personagem que comanda as deixas entre uma e outra musiquinha, entrou pela plateia. Dali em diante, nossos pequenos ficaram vidrados no palco. Joãozinho enfiou o dedinho na boca e nem piscava, de início. Isabela já começou batendo palminhas e dançando no colo. Até que se acostumaram com o ambiente... João foi descendo pelo corredor e "estacionou" três cadeiras adiante, junto de outras crianças. Dançou, aplaudiu e fez a coreografia do Pintinho Amarelinho, que foi o ponto alto do teatro.

Para nós, adultos, o espetáculo não é lá grandes coisas. Joãozinho e Mariana puxam as dancinhas e bonecos da Galinha Pintadinha, Galo Carijó, uma Galinha Vermelha (a mais engraçadinha), Sapo Cururu (que parecia um ET, rere) e do Pintinho fazem dancinhas ritmadas e prendem a atenção mesmo. Por mais de uma hora! O DJ estava meio lerdo e eles precisavam pedir para tocar a música toda hora. O fotógrafo oficial também deu os canos nos personagens que tiveram de improvisar no palco. Mas foi legal.

No final, tentamos uma foto com os personagens, mas o empurra-empurra das mães lá na frente foi demais. Não tivemos chance. Ficam os registros de momentos únicos na vidinha deles, pode ter certeza. Meu João voltou pra casa falando popó e outras palavrinhas que a gente não compreendia, mas que certamente significavam um relato empolgado de tudo o que viu. Acho que apesar de serem ainda bem novinhos, Isa e João amaram o programa.

Valeu a pena. Quando é que tem mais? Tô pensando em ir ao circo com ele. Tem um aí na cidade. Quem sabe, não é? Se você já fez um programa destes com seus filhos, me conta? Deu tudo certo?

Beijocas e até logo mais.

Unhas da Karine: totalmente no clima. Isabela dá beijinho na mão dela.

João e Isabela no corredor 
Karine, Maikel e Isabela

Papai teve de correr bastante

Nós na expectativa... Tentando segurar a ferinha

Galinha e Joãozinho

A Galinha Vermelha era tão engraçadinha com suas dancinhas

Com o dedo na boca, de início

Carijó, Joãozinho, Pintadinha e Vermelha

Interação com a criançada

Seus lindos

Quero ir lá

Olha como faz a coreografia, amiga

Nesta tem a Mariana também

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Blitz no Supermercado: que cadeirinha suja!

Depois de um tempo, só o cinto o mantém ali

No post anterior, sobre amamentar em público, mencionei a falta de infraestrutura para as mães com bebês de colo em lugares públicos e em estabelecimentos comerciais. Hoje resolvi pontuar esta questão e protestar contra o descaso com mulheres que precisam ir às compras com seus filhos a tiracolo. Foi meu caso nesta linda manhã de sol em PG City! Já tava fazendo eco na geladeira e tive de ir ao mercado sem a companhia do marido, aquele que sempre facilita a vida da gente nessas horas. Eu e Joãozinho enfrentamos alguns desafios. Nos acompanha?

No hipermercado de uma famosa rede paranaense, o primeiro obstáculo é encontrar um carrinho com cadeirinha/bebê conforto que dê coragem de usar. Sim, porque notícia de gente morrendo de gripe A e agora também de gripe B tem todo dia na TV por aqui... Agora, mesmo a cadeirinha mais razoável que a gente acha, lá no fundo do estacionamento, nunca passou perto de um paninho com álcool né? Tenho medo de imaginar como é a cozinha da padaria, o açougue e os estoques.

Quando acho uma cadeirinha inteira, com um capinha de napa, já me sinto sortuda. Eis então o problema número 2: o jeito é levar paninho de casa para tentar limpar a sujeirada toda que fica lá depositada. Tem resto de bolacha, grude de iogurte, ranho, poeira e todo tipo de baba acumulado em anos ali.

Quando João era menor, eu o levava dentro do próprio bebê conforto num carrinho comum, mas agora ou é na que o mercado oferece, ou é ele surfando dentro do carrinho e jogando todos os produtos pelo corredor. Ah, tem aqueles carrinhos com um carro de brinquedo acoplado na parte de baixo. João ama. Eu é que não, porque na primeira parada ele desce e começa a "organizar" as gôndolas.

Quando eu o levava na própria cadeirinha


Dentre as opções que me aparecem, tento procurar sempre por um que ainda tenha os cintos de segurança. João não costuma ficar muito tempo parado ali, o cinto é essencial. Aí surge o problema número 3: praticamente todos estão com os cintos "escafiotados", soltos, sujos, amarrados com nós, indisponíveis. Dou uma amarrada do jeito que dá e corro pra saga da compra, o mais rápido que posso, porque é no meio da compra que surge o problema número 4: não tem fraldário nem no hipermercado mais famoso da cidade, minha gente! Não tem!!!

"Eu prefiro ir andando, mamãe"
Tem um banheiro quase sempre fedido, com granito no chão e mármore na pia toda molhada e entulhada de papel usado. Eu sinceramente dispenso o mármore, se houver um mínimo de higiene. Numa compra de semana costumo permanecer por mais de uma hora no mercado, então torço pro Joãozinho não fazer seu cocô matinal, daqueles que sobem até a nuca, durante a empreitada.

Agora não é mais o caso, porque ele já não mama com tanta frequência, mas quando menorzinho, numa compra de mês com o papai que adora passear pelas gôndolas e olhar produto por produto, depois de três horas ali dentro, precisei dar o peito pro pequeno. Apelei pras cadeirinhas apertadas, acopladas às mesas da lanchonete. Foi o melhor que encontrei. Problema número 4: não tem cadeira para amamentar.

E não para por aí. Há caixas prioritários para idosos, gestantes, mães com bebês de colo e pessoas com deficiência. Na minha opinião, a fila destes caixas é sempre maior que as dos caixas normais. Não são suficientes. Olha o quinto problema aí!

Para piorar, hoje era a sexta da carne no tal hiper e a fila para o açougue, onde apenas duas mulheres atendiam, estava quilométrica. Praticamente meia hora esperando ali, logo atrás de um senhor de idade que usava muletas. Ninguém deu a vez, ninguém se importou conosco. Claro que João ficou entediado e tive de recorrer aos aplicativos de desenhos no celular, por um tempo.

A compra toda durou uma hora e meia, no mais rápido que pude, mas gastei outros cinco minutos escrevendo algumas "sugestões" e depositei naquela caixinha que fica totalmente escondida lá depois da farmácia.
Achei um com cinto! Que sorte.
Deixo aqui também as sugestões:

- Mais higiene e cuidado com os carrinhos acoplados de cadeirinhas
- Fraldário limpo
- Cadeiras para repouso (mesmo pessoas idosas podem precisar)
- Mais atendentes no açougue
- Mais caixas preferenciais

E que tal uma campanha publicitária com a Família Feliz em que a mãe fique grávida? Durante alguns meses ela pode aparecer comprando o enxoval do bebê, desde cadeirinhas a fraldas, e realizando desejos de gestante, comendo bastante. Até o bebê nascer, a rede pode reorganizar seus espaços, construir a estrutura necessária e depois anunciá-la como um diferencial. Dona mãe Feliz poderá ir às compras com seu bebezinho. Ah, eu ia adorar!

E vocês, meninas, como se viram nas compras?

Beijos e até logo mais.

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Depois de publicado este post, mencionei as sugestões na fanpage da empresa no Facebook e obtive a resposta que publico abaixo. Gostei muito da agilidade com que me responderam e da atenção dispensada. Ponto positivo pra rede! :-)

  • Conversa iniciada hoje
  • Rede X

    Boa tarde, Emanoelle. Primeiramente parabéns pelo seu blog (muito bem escrito, por sinal) e pelo "filhote" lindo. Lamentamos que existam dificuldades em algumas das nossas lojas quanto aos pontos abordados em sua crônica. Infelizmente existe uma grande dificuldade para contratação de pessoas não só para nossa empresa, mas como para o mercado em geral, em especial o varejo. Gostaríamos de saber em qual hiper ocorreram tais situações, para que possamos repassar à gerência da loja e assim ele possa orientar a equipe, reforçando a mensagem que você tenha deixado na caixa de sugestões. Quanto à sua sugestão de termos uma das nossas "mamãe feliz" grávida, é algo que já está sendo discutido com nossa agência de propaganda, para achar um jeito de contar essa história, ou seja, de "introduzir" primeiro uma gravidez e depois o nascimento desse Bebê Feliz - afinal de contas apesar de ter o formato de uma novela, ainda é um comercial que fica no ar por muito tempo, até mesmo devido ao alto custo de produção. Agradecemos seu contato e desejamos que tenha um excelente final de semana.

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"Queremos cadeirinhas limpas!"

Este eu tive de limpar antes de usar. Não me liguei de fotografar o "antes".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Semana Mundial do Aleitamento Materno: Vergonha de mostrar o peito?


Ano passado, na Semana Mundial do Aleitamento Materno, participei do programa Paraná TV, da RPC TV Esplanada, afiliada da Rede Globo aqui nos Campos Gerais, lembram? Tá tudo regristrado aqui, neste post. Joãozinho mamou ao vivo e tudo. Foi um barato.

Desta feita, uma amiga blogueira da capital (Curitiba) me procurou para uma entrevista sobre amamentação, especialmente sobre dar o peito em público. Desavergonhada que sou, fui logo defendendo a causa, as tetas à mostra e combatendo o preconceito que muitos ainda têm com mulheres que precisam e querem amamentar onde estiverem. Outras mamães blogueiras também relataram suas experiências com o aleitamento. Vale a pena conferir.

Minha participação está aqui, ó, no blog Mamãe Prática, das mães, jornalistas e editoras Mariana Branco e Fabiana Fontainha. Amei participar. Obrigada pela oportunidade, meninas.

Tomei a liberdade de reproduzir a entrevista na íntegra. E viva as mães peitudas que enfrentam os olhares debochados dos outros para o bem de seus pequenos. Beijocas!


Mamãe Prática: Como foi para você a experiência de amamentar em público, como em restaurantes, shoppings e até no avião, por exemplo? ?
Manu Mamãe:
A amamentação ainda rende muitas controvérsias. Se a mãe não dá o peito, é uma bruxa. Se amamenta, precisa passar por situações bastante constrangedoras. Não porque mostrar o peito seja constrangedor, afinal, é só uma parte do nosso corpo muito importante para o desenvolvimento dos nossos pequenos e não um simples ícone de sensualidade. Mas porque muita gente nos censura. Principalmente a mãe que decide continuar amamentando após os seis meses. Meu bebê tem um ano e três meses, anda, fala algumas coisinhas e sabe muito bem como conseguir o mamazinho dele, que é ainda em livre demanda. O preço é alto. Semana passada ainda, numa festa, vi olhares sisudos e comentários preconceituosos do tipo: "que feio um bebezão desses puxando a blusa da mãe".

Acontece que a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde, nossa pediatra e todos os órgãos de bom senso acerca do aleitamento materno indicam a amamentação exclusiva até os seis meses e como importante fonte de nutrientes e de anticorpos até DOIS ANOS OU MAIS. Então, se quero continuar amamentando, deveria merecer incentivo e não preconceito, certo? Amamentar exige alguns cuidados por parte da mãe e até restrições. Nada de bebida alcoólica, não posso nunca deixá-lo com a avó, por exemplo, para viajar, todas as noites são interrompidas com mamadas e assim vai... Mas vale muito a pena. Joãozinho tem bastante saúde e nunca mamou numa mamadeira. Pretendo continuar com isso por mais um tempo e sonho com um desmame natural, quando ele já estiver maiorzinho, sem traumas, sem chororô.

Tirar o peito no supermercado, na igreja, no shopping, no restaurante, nas festas e em toda parte é um ato de coragem, mas acima de tudo de amor. Deixo que falem e sigo feliz fazendo o que acho certo. Problema é de quem se incomoda, né?

Mamãe Prática
. Os shoppings centers na sua cidade costumam ter fraldários e locais para as mães amamentarem? Na sua opinião, esses locais estão preparados para isso? Qual é a sua cidade?
Manu Mamãe:
Moro em Ponta Grossa e aqui o maior shopping tem uma estrutura bem bacana para as mães, com fraldário, lavatório, cadeira para amamentar e até micro-ondas para esquentar a papinha. Tudo super bem decorado e limpo. Tem banheiro da família também, para as crianças mais crescidinhas serem acompanhadas tanto por pais como pelas mães. Por isso é um local que frequento tranquila. Mas, nos demais locais, supermercados, lojas, rodoviária, lanchonetes, restaurantes em geral, a coisa é horrível. Já troquei meu João, com oito meses, numa cadeira! Foi bem desconfortável. Infelizmente não temos muitos parques aqui na cidade, mas o único existente não tem qualquer estrutura. É uma cidade grande, a terceira maior do Paraná, desenvolvida, mas com péssima infraestrutura para as mães. Sem falar que é comum a mãe com bebê de colo não ter prioridade em filas. Foi assim num cartório lotado, outro dia. Está mais do que na hora dos estabelecimentos comerciais se ligarem da importância de manter locais adequados para as famílias.

Mamãe Prática:
Você tomava algum cuidado nesse momento? Levava um pano para se cobrir um pouco, por exemplo? Há algum outro detalhe que você procurava ficar atenta?

Manu Mamãe:
Levanto nada! Mostro o peito e pronto. É uma mama, minha gente! Mama, seio, peito, teta! Aquela glândula que toda mulher (e toda fêmea do reino dos mamíferos) tem e que serve para nutrir com o melhor alimento do mundo seu filhote. Quem acha que é nudez e que meu peito deve ser censurado que mude de lugar ou vire o rosto, oras. Não é obrigado a olhar. Tenho sim um paninho sempre em mãos para limpar qualquer babadinha e procuro usar sutiãs adequados e blusas com abertura na frente, porque erguer a blusa e mostrar a barriga já me deixaria sem graça, rerere. Também tomo bastante água e procuro ter uma alimentação saudável, afinal, quero o melhor pro meu filho! 


sábado, 3 de agosto de 2013

Falar, conhecer o corpinho, imitar os bichos e muito mais

Esta fase que meu bebê está vivendo é ótima. Todo dia ele apresenta uma novidade e deixa os papais babando. Agora ele conhece seu corpinho e aponta cada partezinha dele quando pergunto "onde está a orelha", "os olhos, a boquinha, nariz, cabeção, cabelão, mãos, umbigo, pés, dedinhos, joelho e até o pipi", que ele quase arranca fora de tanto que puxa.

Joãozinho também sabe o nome das roupas e quando perde o sapato, peço para buscar e ele vai encontrar o calçado para me trazer. Acho, na verdade, que ele entende praticamente tudo o que falamos a respeito do seu mundinho.

Dança lindamente pela sala, chuta a bola e grita "oooool", monta e desmonta seus brinquedos incansavelmente e adora brincar lá fora.

Continua e cada vez mais está apaixonado pela Galinha Pintadinha. Por mais que eu varie nos DVDs, a Galinha é imbatível e ele me puxa pela mão até a gaveta da estante pedindo pela "Popó". Quando começa a musiquinha, endoidece, bate palminhas e dá gritinhos de felicidade. Aplaude todo final de música e até senta no sofá (sobe e desce sozinho) para prestar bem atenção naquela coisa que já viu centenas de vezes.

É o amor da vida dele!

Imagino que vai desajuizar semana que vem, quando vir de perto a Turma da Galinha no show que acontecerá no Teatro Marista, aqui em Ponta Grossa. Estamos com os ingressos comprados há uma semana. Sem chances de perder né? Depois eu conto como foi.

A última moda é abrir a tampinha do controle remoto para retirar as pilhas. Olha o perigo! Tenho que esconder os controles todos. Mas ele também aprendeu a se dependurar nos móveis para alcançar as coisas mais do alto. E quando consegue, fica silenciosamente escondido em algum canto. Quando está muito quietinho, pode saber, tem arte! Se é surpreendido, assusta-se e mostra pressa em prender o objeto proibido na mão com tal força que nem sempre consigo retirar numa boa. Isso quando não preciso suar para alcançá-lo, porque agora sabe correr.
Imagina como fica o sofá

Anda com o copinho de água pela casa e adora quando me distraio, corre pro sofá e fica pingando até fazer uma poça bem grande. Que belezura, não? Se vê alguém comendo, puxa pela roupa e fala "mani, mani", pra dizer que é dele, até ganhar um pedacinho.


Toda visita que chega ele puxa pela mão até a gaveta da estante, na esperança de que um de fora abra aquele paraíso de capinhas de DVDs pra ele brincar. Adivinha se não anda pra cima e pra baixo com a capinha do da Galinha? Sim! Beijando e lambendo.

Seu brinquedo preferido do momento é a Girafa Musical que ganhou da prima Sophia. Ela toca várias musiquinhas e ele fica dançando com as mãozinhas pro alto, girando feito bailarino. Isso ele aprendeu com a Diovana, nossa vizinha de seis anos que passou vários dias de suas férias aqui em casa. Fizemos receitinhas, fomos a parquinhos e foi muito bom porque o João ama brincar com ela.

Ele e Diovana: pura alegria

E aqui vai uma revelação muito íntima. Joãozinho não tem fimose. Viva! Até bem pouco tempo achávamos que poderia ser necessária a malfadada cirurgia. Mas ele mesmo tratou de botar tudo pra fora. Ainda bem que ouvimos a pediatra nos orientar a NÃO mexer no pipizinho, nem massagear. Antigamente as mães faziam isso, mas é bem perigoso. Se machucar, a cicatrização é sofrida enquanto ainda usam fralda. Foi só deixar a natureza agir e pronto. (Joãozinho, o dia que você ler isso, não fica bravo não tá? Tudo pelo bem da ciência das mamães. rarara.)

Depois dessa, resta-me retirar-me sem mais confidências enrubescedoras. kkk. Beijos galera. Deixem suas sugestões. Adooooro!


Com camiseta da Popó e tudo. Presente da Aline



Tempo frio e seco: hora de redobrar a atenção

Pronto pra ver a neve, só que não

Quando não é um dilúvio de três semanas, é tempo seco demais. Nosso clima tem quatro estações bastante distintas e este invernão tá sendo pesado, com direito até a neve. Como Joãozinho já teve início de pneumonia, não dá pra abusar né?

Nos últimos dias tenho deixado o umidificador de ar ligado o tempo todo para tentar reduzir o efeito nocivo da secura do ambiente. Além disso, as medidas de sempre: muita água e sorine no nariz seis vezes por dia.

Olha a minha amgia Ju em Mafra, que show!
E que tal a nossa "nevasca" hein? Em Ponta Grossa nevou por uns 10 minutos. Não deu pra fazer boneco e nem guerrinha, como em Guarapuava e Mafra, mas quem viu adorou. E nós? Bem, acordei várias vezes na noite para olhar pela janela e acabei adormecendo pesado das seis às nove. Nevou às 8. kkkkkkkkkkkk.

Fiquei muito injuriada quando acordei e olhei os faces dos amigos cheios de fotos com os floquinhos brancos. Até meu marido perdeu a hora nesse dia e Joãozinho, que acorda sempre às 8, nesse dia foi direto. Não era pra ser, de certo.

O fato, meu filho, é que quando você tinha um ano e quatro meses caiu neve aqui. Espero que não leve outros 38 anos pra nevar de novo. Mas se levar, estarei eu, aos 70, com despertador ligado às seis da manhã para não perder a oportunidade rara. #chatiada

Separei, portanto, algumas medidas que podem ajudar no inverno.

Esquentar o berço antes de colocar o bebê foi a sugestão da Fran Meira, minha amiga, que me contou que seu filhinho chorava quando deitado no colchão com temperatura ambiente. Ela usava uma bolsa térmica ou aquecia com o secador mesmo. Fácil né?

Já contra o tempo seco, amenizamos com este umidificador aqui ó! Foram os avós Alci e Sônia quem deram de presente, mas custou cerca de R$ 130 na farmácia, mas é fácil achar na internet por menos de R$ 100.


Também fazemos nebulização, de vez em quando. Agora ele mesmo segura o equipamento. Bem fofo.



E justo hoje que resolvi falar do frio, não é que esquentou? kkkk. Mas ainda tem muito inverno pela frente. Força na peruca, na touca e no cachecol!

Beijos, tchurma. Até mais.



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