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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Escolinha e virose: no início é assim mesmo?

Chegou super alegrinho do primeiro dia de aula
A pediatra avisou e as amigas também: não tem jeito... o bebê que começa na escolinha vai ficar doente com frequência, é a tal fase de criar imunidade. Mas é tanto sofrimento que volto a me perguntar: vale a pena?

Tentamos colocar o Joãozinho no berçário com 10 meses, lembram (contei aqui)? Foi um desastre. Chororô sem fim e uma virose daquelas já na primeira semana. Resolvemos adiar, esperamos mais sete meses e voltamos a tentar neste mês, pois voltei a trabalhar (viva!). Desta vez, fizemos uma nova escolha e levamos nosso bebê em outra escolinha, dentro dos padrões que desejamos, com atendimento personalizado, num ambiente agradável e tudo o que coloquei aqui nesta lista de itens para a escolha do local adequado, inclusive nos quesitos de higiene. Mas, já no final da primeira semana ele voltou com um rotavírus e em nove dias perdeu mais de 10% do seu peso, tomou um monte de remédio e deixou todo mundo nesta casa apavorado com o poder dessa caipora dessa doença danada.

Ele ficou sem comer por mais de uma semana - nadica de nada. E se não fosse o mamá do peito? Vomitou todos os dias, teve muita febre e diarreia forte. Não foi pra escolinha nessa semana e felizmente pude contar com as vovós no período. Foi muito triste ver ele murchar, saber que sentia dor e poder fazer pouca coisa. Cuidei atentamente para não desidratar e, além de enfiar soro goela abaixo, deixei os peitos em livre demanda. E agora, que o vômito e a diarreia passaram, achei que a vida poderia voltar ao normal, mas, tadinho, não consegue comer ainda e desta vez a culpa é dos dois molares superiores que resolveram nascer justamente agora.

Como dodói pouco é bobagem, hoje ele também me apareceu com tosse carregada, secreção e febre outra vez. A pediatra acha que ele pode novamente estar desenvolvendo uma pneumonia. Lá vamos nós para o antibiótico. Na verdade, acho que nosso filhinho está com imunidade baixa. Enfim...

Posso parecer super exagerada, mas que mãe fica tranquila vendo seu bebê fofinho se transformar num passarinho de magro? Depois de já ter mais de 12 quilos, nosso filhote voltou a ter menos de 11 e seus ossinhos despontam nos ombros, as pernocas gostosas estão fininhas e até o rostinho mirrou. Foram dias difíceis. 

Lembrancinha que a escola mandou do seu primeiro dia

Mesmo assim, eu e João resolvemos ser mais firmes desta vez. Assim que ele estiver melhor, volta pra escola. Vamos perseverar, mas é claro que ficamos medrosos, pois não foi uma simples virose. Esse tal de rotavírus é um caminhão que atropela a criança. Sentimos na pele, pois também nos contaminamos. Eu consegui me restabelecer em um dia, depois de tomar um soro no hospital, e meu marido passou cinco dias no banheiro, sem conseguir sequer trabalhar. Imagina pro Joãozinho? Tomara que esses dentinhos saiam de uma vez, que a secreção e a tosse vão embora e que o apetite volte pro nosso príncipe recuperar logo sua fofurinha. Afinal, o mais complicado que é a adaptação na escola, ele tava tirando de letra.

A adaptação 

Quem cuidou dessa etapa, nesta feita, foi o papai, já que fica perto do trabalho dele. João levou nosso pequeno no primeiro dia de escola, ficou lá um tempinho e voltou buscar umas duas horas depois. Feliz da vida me contou que foi tudo bem. Ele brincou no parquinho, na areia e chupou a chupeta das outras crianças (aí é que mora o perigo né?). Para mim, desta vez foi bem diferente também. Não fiquei naquela ansiedade toda, estava super conformada e feliz por nós.

No segundo dia, Joãozinho passou quase quatro horas inteiras lá e já voltou com a agenda cheia de boas notícias. Comeu super bem e não estranhou o ambiente. No terceiro e quarto dias, quando eu o levei, teve um pouco de choro, mas nada grave. Chegamos à sexta-feira radiantes com o sucesso da adaptação e felizes de ver as coreografias que ele aprendeu. 

Até a tal virose dar as caras. Sabemos que isso vai passar, mas admito que estou cheia de dedos. Dizem que são seis meses assim. Será?

Uma semana antes da rotavirose... ele estava tão bem!

Vamos aprender com a situação?

O rotavírus tem vacina e Joãozinho tomou no ano passado - são aquelas duas doses orais dos dois e quatro meses, de um líquido viscoso. Mas por algum motivo ele não ficou imunizado. Vale a pena entender um pouco da doença para tentar evitar que seu filho tenha, afinal, posso te garantir que a rotavirose é filadapuliça de chata. Confira abaixo algumas das informações disponíveis no site abc.med.br, neste link.

O que é a rotavirose? 
Doença diarreica aguda responsável por ocasionar surtos em escolas, berçários, creches e hospitais. É umas das principais causas de diarreia grave em crianças até 5 anos, embora possa ocorrer também em adultos. Seu período de incubação é de 4 a 10 dias, mas geralmente menor (um a dois dias).

Como contamina?
O vírus é eliminado nas fezes e pode ser transmitido pela via fecal-oral ou por secreções respiratórias. Água e alimentos contaminados também podem transmitir. Na escolinha, tudo isso é fácil de acontecer, por isso avise imediatamente a coordenação se seu filho aparecer com os sintomas e não o mande pra aulinha durante o dodói para que não espalhe o malfadado vírus.

Sintomas 
Diarreia aguda e aquosa, sem a presença de muco. Vômitos, dor abdominal, náuseas. Febre alta e mal-estar geral. Esses sintomas podem evoluir facilmente para a desidratação, principalmente em crianças pequenas.
Cada infecção deixa certo nível de imunidade e, por isso, as infecções subsequentes são menos graves e os adultos são afetados mais raramente.

Tratamento 
Não há um específico. Nos casos mais leves, previna a desidratação com soro caseiro (água com sal e açúcar) ou soro de reidratação oral (Joãozinho tomou o Floratil 90). Aumente a oferta de líquidos como água, sucos, chás e água de coco. Não é recomendado o uso de antibióticos e antidiarreicos. Nossa pediatra recomendou Vonal para evitar o enjoo.

Prevenção
Adote medidas de higiene, embora elas sejam pouco efetivas em crianças:
Lavar bem as mãos com água limpa e sabão.
Lavar os alimentos e as frutas em solução desinfetante.
Usar água tratada para beber ou para preparar alimentos.
Desprezar adequadamente fezes e fraldas contendo material fecal.

Bem gente, tentei ajudar. Juro que não desejaria isso nem para uma pior inimiga, caso eu tivesse uma, rerere. É bem ruim mesmo. Espero que meu lindo não precise enfrentar uma dessas nunca mais. E tomara que a escolinha não continue sendo uma experiência traumática para nós. Certeza que isso também vai passar e que, como todos os papais, perseveraremos. E para você, como foi a fase de adaptação na escolinha do seu filho? Preferiu mantê-lo em casa por mais tempo? Conta, conta! :-)

Beijos!

Essa foto é depois de uma semana de virose... Joãozinho já bem mais magrinho :-(

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