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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

1 ano e 7 meses: A fase da birra começou





Toda mãe moderna e informada já sabe que ao completar dois aninhos, seus bebês assumem uma personalidade terrorista mais agitada e que o Terrible Two vai enlouquecer sua rotina, tirá-la do sério e fazê-la pensar no que fez da vida para merecer tanta birra e tanta manha. Eu já venho me preparando para essa fase, pensando em tudo o que os especialistas indicam, especialmente na danada da paciência (alguém sabe onde acha?), para encarar a mudança de hábito do bebê. Penso que preciso oferecer um mínimo de suporte psicológico para não afetar a coitada da criança, que está só aprendendo a lidar com seus sentimentos ainda tão selvagens. Mas parece que meu Joãozinho não quer me dar o tempo necessário para essa preparação e resolveu, aos 19 meses, iniciar a safra de chiliques, brabezas e chororôs que só deveria começar daqui a cinco meses. Rá! #quesorteaminha

Nosso fofolindo deu de nos afrontar. Saiu da fase oral e passou para a fase anal e só quer saber de ser dono do próprio nariz. Esse sapeco! Ao mesmo tempo em que entende tudo o que a gente diz e obedece de um jeito super fofo vários dos nossos comandos, como ir ao quarto buscar o calçado, também resolveu mostrar que tem vontade própria e desobedecer totalmente em outras ocasiões.

Faz um berreiro danado se a gente tira da mão dele algum brinquedo (do tipo tesoura e faca que ele pega na gaveta mais alta usando uma cadeira para alcançar). Fica muito bravo, se joga no chão, bate nas coisas e fala um palavrório que deve ser alguma ofensa muito grave lá da língua dele. #TeclaSapAjudaria

Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?

Outra hora difícil é a da refeição, porque meu sujeitinho quer ser gente grande e acha que já pode comer sozinho. Por mais que eu deixe ele se sujar todo para aprender, tem horas que só queria que ele aceitasse a colherada que ofereço, oras. Normal, né?

A tradicional cena do bebê rolando e berrando pelo corredor do supermercado, quando a mãe se esconde atrás da caixa de sabão em pó e faz de conta que não conhece, só não aconteceu comigo ainda porque tenho evitado levá-lo às compras. Mas, só a título de registro, no restaurante já fez garfo e copo alçarem voo e de lambuja puxou a toalha. #fofurice. Na primeira consulta com o novo pediatra, fez um berreiro tão grande que ficou rouco por uns quatro dias!!! Ele ressaltou que "o bebê quer plateia". Compreende?
Vai um iogurtinho?

Resumindo, minhas queridas e queridos... Ao que tudo indica, meu príncipe está é tentando entender como as coisas funcionam e aos poucos lapidando sentimentos como angústia, raiva e ansiedade. É só uma fase e, como sou otimista, tenho certeza de que tudo vai ficar ainda pior um pouco. kkkk. Lá pelos três aninhos "já" melhora, assim como acontece com tooooodos os bebezinhos lindos desse mundão.

E eu, como faço? Ah, nem sempre tenho a melhor resposta para a situação (normal, de novo, né?), às vezes dou uma bufada, repreendo e falo alto - sei que é errado, mas também não sei muito bem como lidar com meus sentimentos, acho que não superei o Terrible Two ainda, kkkk. Só que, em geral, relembro dos especialistas dizendo que preciso me manter serena, oferecer ajuda e deixar que chore um pouco, se for o caso (não ser plateia). E quase sempre consigo. Afinal, ele precisa conhecer limites. É assim, né? Ou não? #precisandodeaprovação

Dia de literatura na escolinha

Agora, justiça seja feita, nem só de manhas vive meu doce anjinho. Pelo contrário! Na maior parte do tempo, João Augusto Dáblio-ó (Wisnievski de Oliveira) é uma criança muito amável, alegre e comunicativa. Uma das mais fortes características dessa fase é o desenvolvimento da socialização. Ele anda tão, mas tão, comunicativo. A-do-ra receber visita e vai correndo para a porta, dando gritinhos de felicidade e batendo as mãozinhas quando soa a campainha.

Também está super adaptado à escolinha. Depois que almoça e escova os dentes, já pega sua mochila, me dá um abraço (com tapinhas nas costas - que eu acho fofo), beijocas estaladas na bochecha e vai de mãozinha dada com o pai para o carro. No começo eu ficava com o coração partido, mas agora acho o máximo.
Nesse dia, ele dividiu os potinhos de guache e brincou lindamente com os amiguinhos

Se encontra outras criancinhas pequenas na rua, faz questão de acenar e chamar o "nenê". Apesar de umas duas ou três (ou quatro) reclamações das professoras sobre seu comportamento, em geral é super sociável. As tias até o defendem e dizem que ele "só bateu ou mordeu a coleguinha porque ela tentou tirar o brinquedo de sua mão". E aí está mais uma característica do João: acho que ele é possessivo (cedo para determinar). Não é do tipo que gosta de compartilhar seus brinquedos com crianças (por enquanto), só com adultos. Se chega uma avó, ele puxa pela mão e faz virar a caixa de brinquedos pela sala. Mas com outras crianças, geralmente quer justamente o brinquedo que elas escolherem. Há quem diga que é por causa do peito. Ah, sim, ele continua mamando no peito. 

Sobre a amamentação, duas coisas:

1) Continuarei a defender a amamentação prolongada contra todos os argumentos e pressões que recebi, recebo e sei que continuarei recebendo. Não quero aceitar que meu filho precisa parar de mamar porque senão vai ficar igual a "não sei quem". Também não me convence o argumento de que é "feio" um menino desse tamanho pendurado na "teta".

2) Apesar de defender a amamentação prolongada, tenho sim meus dias de 'saco cheio' e venho caminhando para um desmame natural e gradativo (pelo menos ao máximo que eu conseguir). Quero resgatar noites inteiras de sono, quero que meu filho ganhe independência, quero que ele deixe de mamar. Mas não quero passar coisa com gosto ruim no peito, sumir por três dias da vida dele ou simplesmente negar sua grande fonte de afeto e aconchego de uma hora pra outra e sem explicação. Imagina o choratéu! Acho que não tenho condições de enfrentar isso ainda.

Parêntesis para indicar um texto muuuuuuuuuuito bom sobre os grandes prejuízos psicológicos do desmame abrupto. Leia isso aqui e depois me diga. Outra hora eu volto pra falar só sobre isso.

Veja, nada contra as mães que tiveram que tomar essa decisão, que tiveram de pôr fim ao aleitamento de forma brusca (lembro de um relato sofrido de uma mamãe aqui no blog). Cada caso é um caso, cada lar, um lar. Quem sou eu para criticar? Só quero seguir minha intuição, meus instintos maternos e eles agora me dizem que posso continuar amamentando mais um pouco até resolver isso com calma e com jeito.

Como vai ser? Pretendo que seja aos poucos e ainda não sei se vai dar certo. Mas continuarei tentando. Por ora, o que temos é um menino que já não mama mais nadica de nada durante o dia todo e que só pede peito na hora de dormir e quando acorda de madrugada. Já é uma grande evolução.

Faz essa pose fofa pra mostrar que está lindo

Bem, minha gente, como eu ia dizendo, quero deixar registrado que meu Joãozinho Dáblio-ó está cada dia mais lindo, mais amoroso, mais simpático, mais inteligente... Ele é tudo de maravilhoso que já inventaram nesse mundo e faz cada dia valer a pena. Veja se não:

Ensinei a rezar antes de dormir e adorou. Junta as mãozinhas e diz "amém" a cada oração que termina. Daí pede "maish". Fiquei muito surpresa quando cantei "Mãezinha do céu" e ele ergueu as mãos, naquela posição do Pai Nosso. De onde ele tirou isso? Provavelmente lembrou do batizado da nossa afilhadinha Carolina, filha da Bianca e do Eduardo (amei esse convite).

Está mais observador e percebe mudanças em casa. Noutro dia, a diarista esqueceu a sombinha e ele passou uma semana apontando pra ela e dizendo "Má" (o nome dela é Mara). Enfeitamos a sala com as coisinhas de Natal e ele aponta para o penduricalho e diz "vovó", contando quem deu. A madrinha esqueceu os óculos na sala e ele encontrou um jeito para denominá-la (finalmente): "Nana".

Com a caixa de giz de cera

Arrasta as cadeiras para perto dos balcões da cozinha só para pegar as coisas antes inacessíveis. Todo cuidado é pouco. Entre suas brincadeiras preferidas no momento está a de passar água de um copinho pro outro e pintar com giz de cera. Faz desenhos lindos que obviamente a mamãe guarda. Amiguinhos da vizinhança vieram brincar com ele e liberei pela primeira vez a tinta guache na semana passada. Foi uma festa. Tô pensando em montar uma vernissage. kkk.

Ele adora "guardar" as coisas dentro do ventilador e fiquei surpresa quando vi uma bola lá dentro. Descobri que parte da grade está solta e ele sabe disso...

Olha onde ele resolveu "guardar" as coisas

Sempre que sobe degraus, conta "um, doish, doish, doish" e aprendeu a falar muitas novas palavrinhas. Destaque para o "cocole", que ele adora: controle remoto. E para "Manu", que agora é o jeito como decidiu me chamar. #sesentindoperdida

Põe a mão na cintura e vira a cabecinha de lado quando peço para ver se ele está lindo; junta as mãozinhas na frente do nariz para fazer coraçãozinho; bate forte na minha mão e diz "iésh"; faz xixi na hora de trocar a fralda e morre de rir pegando no pipizinho e dizendo "pipi"; põe sozinho os DVDs pra tocar no home e sabe exatamente qual tecla apertar para ejetar e dar play; responde "boia", referindo-se à jiboia, quando eu pergunto o que ele tem na barriga - kkkkkkkkk.

Ah, mexe no meu Iphone melhor que eu! #prontoadmiti

Enfim, são tantas pequenas coisinhas que ele aprende a fazer todos os dias e é uma delícia poder acompanhar. Estufo o peito e me encho de orgulho quando vejo que aprendeu a montar lego e que pintou o olho da motoca bem certinho, no lugar de onde tinha caído a figurinha,

Joãozinho, apesar de sua fase manhosa, continua um príncipe e faz meu coração aumentar de tamanho para poder amá-lo cada dia mais. Que venha o Terrible Two, mamãe e papai dão um jeito! Ou não. rarara.

Beijos e beijocas a todos. Digam agora como foi que sobreviveram a essa fase. Toda ajuda é bem-vinda. uahauhau.

Manu

A motoca que não é mais caolha





Ama água

Largadão e dono do controle remoto
Ele quer comer sozinho

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Obrigada por tudo, doutora Tiyoco Miyabukuro!

Doutora Tiyoco Miyabukuro: para sempre nossa gratidão

Confiança. Essa é a palavra certa para descrever uma relação que começou quando Joãozinho tinha um mês de vida. Tivemos a imensa sorte de cair nas mãos da melhor pediatra deste mundo e contar com toda a sua experiência e dedicação por um ano e meio. Mas ontem a agenda dela, sempre tão lotada, mas não tanto que não pudesse nos atender rapidinho e em qualquer lugar, passou a ter apenas páginas em branco. Nossa querida doutora Tiyoco Miyabukuro surpreendeu a todos nós, mães e pais, com sua partida repentina. 

Ela sempre me pareceu muito discreta, fazendo jus à característica típica dos orientais, mas super vaidosa com saltinhos em sapatos bonitos mesmo aos 65 anos. Poderia passar sem ser notada nos corredores da UTI que coordenava na Santa Casa de Misericórdia, aqui em Ponta Grossa. Mas seu sorriso, este sim contagiante, deixava a gente mais tranquila a cada pergunta descabida de mãe de primeira viagem. Foi tão discreta que ninguém sabia, e ainda não sabemos direito, que sua saúde não andava bem.

No último mês é que a bengala e uma expressão de dor denunciavam algo errado com nossa heroína das noites de febre do bebê. Mesmo assim, não poderia imaginar que seria grave. Ela preferiu perseverar naquilo que foi sua grande e maravilhosa missão: trabalhou até o fim. Atendeu meu Joãozinho pouquinho antes de sair para Curitiba, onde ia em busca de tratamento para o que ela nos dizia ser "ciático". Não queria comoção, não queria pessoas preocupadas, não queria alarde. E partiu discretamente, num leito do Nossa Senhora das Graças, onde passou sua última semana.

Ainda é difícil digerir a informação de que nossa pediatra, a pessoa em quem eu mais confiava neste mundo, não está mais em seu consultório ou na UTI - lugares que eram praticamente sua casa. Fica aquela sensação de "e agora?", "pra onde vamos?". E ainda a impressão de que por baixo daquele jaleco impecavelmente branco havia um coração que absorvia tudo silenciosamente, solitariamente.

E então, de sopetão, na última segunda-feira, 4 de novembro, ficamos todos um pouco órfãos. Ela encerrou sua messe aqui na Terra e certamente já está entre muitas boas almas. Imagino que no céu da nossa amada pediatra há uma centena de crianças lindas que a abraçam, beijam e acarinham-na em gratidão pelas tantas vidas que esta iluminada mulher salvou, pela dedicação tão abnegada às suas criancinhas, entre elas meu filho. Embora nunca tenha tido um filho de sua própria barriga, nossa doutora foi mãe de todos os seus pacientinhos. 

Tenho certeza de que ela sabia que, assim como eu, muitas (muitas mesmo) mães terão eterna gratidão a esta devotada senhora. Foi para ela que eu liguei às 11 da noite e às 6 da manhã nas primeiras febres do nosso bebê. Foi ela quem nos deu segurança e tranquilidade todas as vezes que nos vimos impotentes diante das viroses. Ela não errava um diagnóstico e sabia exatamente o que João tinha só de me ouvir ao telefone. Pedia os exames e eles apenas confirmavam o que sua sabedoria já tinha previsto.

Era uma médica carinhosa e muito calma. Direta também. Ficou conhecida na maternidade por falar "umas verdades" paras mães que não queriam amamentar. Atenciosa! Quem mais retorna as ligações no celular do paciente? Se não estivesse na clínica, atendia escondidinho numa sala do hospital sem perguntar se alguém ia pagar por aquela consulta. Ouvi relatos de que tirava dinheiro do bolso para garantir atendimento a crianças carentes. Não me admiram.

Lembrei da primeira consulta, quando olhei dezenas de porta-retratos com fotos de bebês e mensagens de agradecimento na estante. Percebi que aquelas eram algumas das tantas vidas que salvou. Depois, a cada consulta eu tinha uma aula sobre como cuidar do nosso pequeno. Cheguei a falar isso aqui no blog, em outros posts. Eu sabia que voltaria de lá mais preparada para continuar, até o próximo mês, a próxima pesagem. Se até lá alguma coisa diferente acontecesse, eu discava sem medo o segundo número na lista de favoritos do meu celular.

Doutora Tiyoco deu um livro musical da Galinha Pintadinha pro João quando ele fez um ano. Achei de uma gentileza enorme ter se preocupado com isso e principalmente de saber que era a personagem favorita do nosso bebê - um entre muitos que ela recebia diariamente. Observadora. Era também antenada com as novidades. Enquanto muitos pediatras ainda recomendam banho de sol, ela receitou vitamina D e pediu para evitar a exposição do bebê até o sexto mês, porque "pesquisas recentes" apontavam riscos. Nunca deixou de se atualizar. Por isso a baita profissional que se tornou, super reconhecida. Por isso ontem tanta gente lamentou.

E hoje, enquanto acontecia a cerimônia de cremação em Curitiba, a Santa Casa de Ponta Grossa finalmente inaugurou novos leitos de UTI neonatal. Seria um dia muito feliz, certamente. Espero que onde esteja, sinta essa energia.

Não cheguei a dizer o quanto ela foi especial em cada consulta, mas quero que leve daqui meu amor, minha imensa admiração e gratidão. Desejo que seja acolhida com infinito amor, com muita luz. Para mim, doutora Tiyoco foi cedo demais e vai fazer uma falta sem tamanho. Mas confio que tenha partido na hora exata, no momento em que sua maravilhosa missão findou por aqui.

Sentirei saudade sempre e farei questão que Joãozinho cresça sabendo que contou com a senhora, querida doutora, nossa super pediatra.

domingo, 3 de novembro de 2013

Sugestão de passeio nos Campos Gerais: Safari's Farm

João adorou todos os "ton-tons" da fazenda
Olá mamães, em especial mamães que moram em algumas das cidades dos Campos Gerais do Paraná ou em Curitiba e Região Metropolitana. É para vocês que dedico este post sobre um passeio super especial que fizemos com Joãozinho na última sexta-feira e que fica como sugestão para quem vive por aqui. Tem tanta coisa que a gente pode fazer pertinho de casa e nem sabe, né? A Safari's Farm é pouco conhecida, mas é um daqueles lugares da nossa região, tão cheia de belezas naturais, que vale a pena conhecer e levar os pequenos.

Fica no km 454 da BR-376, Rodovia do Café, no território de Tibagi, mas, pertinho de Ponta Grossa. Logo depois da praça de pedágio, entra à direita. Dá uma meia hora de carro da cidade até lá.

O leão se chama Simba

Além de um mini zoológico, com vários animais exóticos, a fazenda ainda oferta hospedagem, alimentação, trilhas, cavalgada, passeio de charrete, área para camping e é possível até tomar um banho refrescante no lajeado em meio à mata. Uma delícia.

Joãozinho amou os animais e deve ter ficado surpreso com o tamanho do leão, um dos primeiros bichinhos que ele aprendeu a imitar desde bem bebezinho, já que tem leão no papel de parede do quarto dele. Ficou animado tentando agarrar um galo branco, daqueles bem fofinhos, e espantado quando viu o pavão se armar todo. Dá para andar no meio das lhamas, emas, galinhas d'angola e do camelo, que meu filho adorou. Chamava o bicho de "ton-ton", sinônimo de cavalo, e queria passar a mão naquela cabeleira toda.


O camelo de lá é mesmo uma atração singular. Tão calmo, tão mansinho, que fica solto no meio dos turistas e vai até a porta do restaurante, coloca a cabeça pra dentro e solta sua baba ali mesmo.

Ponto alto pra nós adultos foi ver os casais de tigre e de leão sendo alimentados. Eles já sabiam que tinha comida a caminho e estavam super agitados. Entraram na jaula de segurança sozinhos e aguardaram o momento em que o guia colocou a metade de um bezerro pra cada um, em frente à grade. Bastou erguer um pouquinho da grade para que o leão puxasse o bicho lá para dentro com suas enormes garras. E ele ainda soltou um rugido assustador para afastar logo o cuidador do seu almoço.

A hora em que a leoa agarrou sua refeição

A leoa está grávida e tem um porte lindo, fortona. Já os tigres, achei tão magricelos, mas segundo o guia, eles são assim mesmo para ter mais velocidade e leveza para subir em árvores. A jaula deles é também coberta com telas, o que faz lembrar do quanto esse animal lindo é ágil em seu habitat natural.

Tem ainda quati ("tati", segundo o Joãozinho"), avestruz, arara azul, tucano, galinhas de todo tipo, cateto e cavalo na sede da fazenda, onde fica o restaurante e as quatro acomodações. Num outro ponto, aonde a gente vai de carro ou de jipe, como num safari, há cervos e veados de diferentes espécies, lindos e saltitantes. Eles dão show de saltos quando o guia entra no cercado. Lindo de ver.


Ali perto, um mirante com uma visão panorâmica de toda a propriedade, de onde também é extraída a água mineral Itay. O passeio seguinte é num recanto em meio à mata, ao lado de um lajeado. Há estrutura completa para camping ali. Joãozinho se divertiu de pisar na água geladinha.

Foi um dia de aventura e muito aprendizado, porque o sr. Romeu, nosso guia, que nos recebe com roupa de safari e penas no chapéu, é super atencioso e dá informações sobre cada bichinho. Inclusive sobre os muitos animais empalhados que estão lá, a exemplo do boi que interpretou o "boi Bandido" da novela América. Ele foi vendido pelo Sérgio Reis para a fazenda, que o mantém na entrada do hotel, em pose de salto, como quem queria derrubar seu montador.

Sr. Romeu

Tipo o cavalo que nos conduziu na charrete, todo alvoroçado. Juro que achei que ele ia sair em disparada e morri de medo. kkkk. Revivi emoções que havia uns 20 anos que não sentia. uahauha. Segundo nosso condutor, o cavalo tem medo dos tigres e por isso a pressa em atravessar logo aquela parte da fazenda.

Quanto ao almoço, comida simples e gostosa, servida em fogão à lenha. Para mim, a cocada caseira foi o que havia de mais gostoso. Sou louca por doces caseiros.

Passeio de charrete

Nem tudo é 100%

Já falei dos tantos pontos fortes, mas preciso preveni-las sobre coisinhas nem tão legais: mosquitos, aos montes - não ouse ir até lá sem repelente. Quem não convive bem com cheiro de esterco e poeira também deve evitar o passeio. Achei a recepção ''meio empoeirada demais" pra falar a verdade.

O site da Safari's Farm também deixa a desejar. Quase nada de informação importante, como horário de funcionamento. Nós fomos às cegas numa sexta-feira e descobrimos que, normalmente, o local só abre sábados, domingos e feriados (tem uma placa na entrada). Por insistência acabamos entrando na fazenda e lá no restaurante descobrimos que poderíamos fazer o passeio porque um grupo de turistas tinha reservado com antecedência. Entramos no embalo... Ah, a gente ligou antes em dois números que estão no site, mas não atendiam. Liguei também no 0800-643-1388, Disk Turismo da Prefeitura de Tibagi, mas eles não souberam informar.


Como faz?

Dá pra ficar hospedado num dos quatro quartos de madeira rústica, mas bem decorados. Pelo que li no site custa R$ 360 para o casal e crianças de até 12 anos pagam R$ 120 no pernoite. Nós optamos pelo Day User, que ficou em R$ 60 por pessoa - claro que Joãozinho ainda não paga. Inclui a refeição e os passeios. Bebidas e cavalgada a parte.

Outras informações nos (42) 9101-0911 / (42) 9976-9656 ou http://www.safarisfarm.com.br/


Então... fica a sugestão para um final de semana desta primavera. Super lúdico e em contato com a natureza. Muito bom!

Beijocas e até a próxima. Ah, deixa aí uma sugestão de passeio aqui por perto pra gente fazer no próximo final de semana! :-)








Medo desse cavalinho rápido 
O tigre

Da charrete

O camelo querido



Com fome 

Ela... grávida



Atrás do Jipe, o bezerro partido ao meio 
Está na mesa, pessoal!

O leão leva pra dentro

A leoa vem buscar 




O exibido







 




Cervos saltitantes





Mirante 


Lajeado



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