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terça-feira, 8 de abril de 2014

Grávida de novo: a descoberta!

Primeiro teste

Nem deu tempo de contar ainda, mas Joãozinho parou de mamar no peito no dia 16 de janeiro, com um ano e nove meses. O que isso tem a ver com a descoberta desta segunda gravidez? Bem, eu tomava pílula para lactente e ela acabou uns dez dias depois do desmame. Aí... Manuzinha aqui voltou a ser uma pessoa normal, que tem ciclo menstrual e, inclusive, óvulo! Rá!

A menstruação veio em fevereiro e para variar eu não anotei a data. Mas foi no começo do mês. Falei pro marido que agora teria que tomar pílula normal e ele sugeriu que eu esperasse consulta com a ginecologista para ver que método seria melhor. Homem sábio! Concordei, claro.

Ainda mais porque eu e João estávamos numa fase de muita correria. Eu trabalhando feito uma doida, manhã, tarde e noite, vivia cansada e, sinceramente, não foi assim uma época de alto desempenho namorístico, sabe? Rerere. Aliás, foi é um período de "me deixa dormir", kkk.

Mas, quando Papai do Céu resolve uma coisa, não há oportunidade perdida né? Acho que este nosso filho vai ser um grande atleta, pois, eis que o primeiro óvulo disponível em três anos foi fecundado por um
danadinho de um perseverante espermatozoidinho que deve ter ultrapoderes de romper barreiras, rsrs. Você entende, né?

O fato é que nas semanas seguintes, sempre muito ocupada, com a cabeça a mil porque saí de um trabalho para entrar em outro, nem imaginei que poderia estar gestando uma criaturinha. Chegou março e, com ele, uma certa expectativa, sem medo e sem cobrança, de que aqueles dias chegassem. Nada na primeira semana.

Na segunda semana viria, com certeza. Absorvente na bolsa, senti até uma colicazinha e apelei para a TPM para explicar um mau-humor em casa. Mas que?! Ainda não estava preocupada. Tinha muita coisa
para pensar e, como nunca fui uma pessoa reguladinha e não lembrava direito a data, nem dei atenção.

Aí, no domingo, 16 de março, passei o dia na casa da mãe, em Castro. Fui levar os convites do aniversarinho de dois anos do Joãozinho. Na conversinha à tarde, apoiei a cabeça na mesa e senti uma
imensa vontade de dormir (desde então, este sono vespertino persevera e me vence todos os dias).

- Acho que só senti tanto sono assim quando estava grávida. 

- E será que não está?

A mãe me colocou uma pulga atrás da orelha. E ela só sairia meia hora depois, quando o teste de farmácia chegou com o motoboy.

Momentos de emoção, expectativa. Mal coloquei a lâmina no potinho e lá estavam: dois risquinhos!!!

Tremedeira, coração acelerado, explosão de sentimentos. Alegria, acima de tudo.

Minha mãe correu pro abraço. As cunhadas Day e Rapha vibraram junto e o marido até acordou da soneca que tirava no quarto.

A reação dele foi estranha... Não quis me abraçar, colocou a mão na cabeça e se perguntava: "E agora? Preciso passar num concurso! Preciso estudar!", rsrsrs. Alguns minutinhos depois ele me abraçou e em
seguida ligou pros seus familiares para contar a novidade.

Joãozinho batia palminhas no meio do fuzuê, sem saber o que a gente queria dizer com "você vai ter um irmãozinho", ou "tem um nenê na barriga da mamãe". Agora ele até repete que tem nenê na barriga, mas
fecha a cara quando eu é que digo isso. Quando pergunto onde está o nenê da mamãe ele responde "aqui", apontando pra si mesmo, lógico!

No dia seguinte, antes de ir pro trabalho, passei no laboratório e ali mesmo começou uma choradeira que anda difícil de evitar. O exame de sangue confirmou. Temi por dar essa notícia aos colegas de trabalho e, principalmente ao novo chefe, que há apenas uma semana tinha me contratado. Ficamos todos sem muita opção. Ganhei os parabéns e venho tentando controlar o desequilíbrio emocional típico dessa fase, aquela sensibilidade extrema que um furacão de hormônios traz para meu corpo. 

Já são oito semanas e amanhã, finalmente, terei minha primeira consulta do pré-natal. Uma dificuldade imensa em conseguir vaga com os ginecologistas dessa cidade. Pedi à secretária para adiantar as solicitações de exames e já fiz todos. No primeira ultrassom, ainda com cinco semanas, só uma bolsinha, sem embrião... Um apanhado de células se dividindo e multiplicando para gerar esta vida, que agora já deve ter um coração retumbante aqui dentro de mim. 

Amanhã será um dia importante. E vou fazer de tudo para vivenciar os momentos felizes desta gestação, apesar de uma série de dificuldades que venho enfrentando neste primeiro mês de descoberta e que praticamente dominam meu pensamento, mesmo contra minha vontade. Preciso me concentrar no que de fato mais importa neste momento: tenho um bebezinho no meu ventre e este é, novamente, um raro momento mágico da minha vida. Provavelmente minha última gestação... Meses que devem ser de pura felicidade. E que assim serão!

Beijinhos a todos e obrigada por me acompanhar neste relato. 

Manu mamãe ao quadrado.
Te amo muito! E você é totalmente bem-vindo(a)!

3 comentários:

  1. Que legal o relato Manu! Vai dar tudo certo e o bebê chegará com muita alegria!

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  2. Parabéns Manu! certamente Deus esta lhe dando mais um presente e aproveite ele ao máximo!!!
    Bieijos

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  3. Parabéns Manu!!! Que Deus abençoe sua linda família.... sinto falta dos seus textos... mas imagino que agora a vida deve estar mais corrida que nunca. Apareça para dar notícias. Bj Ana

    ResponderExcluir

Comenta aí que a mamãe fica faceira! E volte sempre, a casa é sua! :-) Ou me mande um e-mail: emanoellew@gmail.com

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