Páginas

domingo, 13 de abril de 2014

Festa de dois aninhos: boa, bonita e econômica


A comemoração dos dois aninhos do nosso príncipe João saiu do jeitinho que eu queria... simples, bonita e barata, se comparada com a do ano passado, quando gastamos muuuuuuito. Apesar de eu ter amado tudo com a praticidade da casa de festa no primeiro aninho, resolvi que a segunda vez seria mais simples, mais econômica, mas charmozinha. Por que não?

 Para conseguir essa proeza, tivemos, claro, de fazer muita coisa por conta própria. Abri mão de contratar aquelas empresas que fazem tudo pra gente e, com uma participação muuuuito grande do marido, providenciamos cada detalhe. Mesmo assim, o valor previsto ainda extrapolou em 70%, kkk. Mas foi bem mais barato que ano passado, menos da metade. Veja como foi:

Foi dia 30, aniversário de 70 anos do meu pai que comemorou também
1. Lista de convidados Ano passado paguei para 120 convidados, compareceram menos de 70. Neste ano reduzi bastante a lista e convidei só familiares de primeiro grau e aqueles amigos com quem de fato convivemos. Gostaria de poder chamar todo mundo, tem tanta gente que eu amo tanto e que mora lá longe. Mas, nessas horas, "hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura". Auhauahu. Fechamos a lista em 70, foram 50. Belezinha!

2. O lugar 
A economia começou pela escolha do local. Eu teria feito em casa, se lá coubessem mais que dez pessoas, rsrs. Optei por um salão da Sede Campestre do Clube onde somos sócios, pagamos mensalidade e quase nunca usamos. O salão servia mais de 60 pessoas, inclui as toalhas, tem banheiros bem cuidadinhos, é bonito, novinho, tem TV a cabo com canal de música infantil, tem cozinha com freezer, fogão e tudo mais, tem funcionárias que lavam toda a louça e limpam tudo (é a parte que eu mais gosto) e custou só a taxa de uso, de uns R$ 150, mais R$ 3 por convidado não-sócio (uns R$ 90). Por aí, salões de festa começam em R$ 400...

3. Decoração 
Até pensei em improvisar, mas andava muito ocupada, com dois trabalhos para dar conta e resolvemos contar, aí sim, com uma ajudinha profissional. Mas encontramos a Fran, da Inventando Arte, que tem uns temas bem fofos, simples, mas lindos e baratos. João é quem cuidou disso sozinho, veja que amor. Me mostrou as opções pela internet e escolhemos o de ursinho, para aproveitar uma temática bem fofinha e infantil enquanto ele não se apaixona pelos super-heróis que depois dominam os ambientes de festa. O kit com mesa principal, painel de balões e ursinhos com balão que decoraram as mesas dos convidados saiu por menos de R$ 300.Valor abaixo do que se cobra por aqui.


4. Convites e lembrancinhas 
Eu mesma fiz! #ahlámanuzinhavéia. Depois de escolher o tema, tirei umas ideias no professor Google e desenhei, sem saber desenhar, um ursinho em EVA: recorta, cola, faz lacinho, cola um dedo no outro, faz aquela bagunça em casa, passa a madrugada na lida, mas sai! Apesar de simples e não profissional, achei que ficou fofinho. E foi arte minha, oras. #orgulho. Usei papel de scrapbook, papel vergê, EVA, canetinha permanente, cola, fitinhas, e envelopes no convite. Para a lembrancinha, um bloquinho de anotações (ano passado foi porta-canetas, então dá sequência, né?), além dos itens anteriores, foi mais saquinho plástico e daqueles clipes grandões. Todo o material saiu por uns R$ 100 e sobrou coisa ainda.

5. Comes e bebes 
Seria lindo um buffet de tortas, mas no caso o que deu foi cocreti e brigadeiro messss, rara. Mas eram salgadinhos bem saborosos e docinhos deliciosos. Também abri mão do bolo falso, que custava uns R$ 70, para investir nesse bolo delicioso de seis quilos, recheado de mousse e sorvete. O sabor dele é Napolitano e acho que todo mundo adorou. Tava realmente uma delícia. No mais, refris, água, cerveja e sucos. Foi a parte mais cara da festa e saiu tudo uns R$ 700, porque a gente optou por quituteiras mais renomadas. Valeu a pena, mas certamente, se tivéssemos mais tempo para experimentar, acharíamos opções também boas e mais em conta.

6. Brinquedos Aos dois aninhos, nosso bebê ainda não repara se a gente não alugar aquele brinquedão inflável ou um parquinho inteiro. Na verdade, como choveu o dia todo, foi até bom que João alugou apenas a piscina de bolinhas e a cama elástica. E foi suficiente para a criançada se divertir bastante. Saiu R$ 160 os dois.

7. Sem garçons 
O marido bem que tentou contratar um garçom, mas o sujeito deu o cano. Eu mesma cortei o bolo, enquanto minha mãe, sobrinha, tia e prima ajudaram a servir. Foram também os familiares mais próximos que deram uma mão na hora de servir os salgadinhos e bebidas. Quer saber? Ficou todo mundo bem à vontade e deu tudo certo.

8. Fotografia 
Neste aspecto sou suspeita. Gosto de registrar cada momento da nossa vida e sempre conto com a ajuda de grandes profissionais, amigos queridos, para fotografar. Mas, neste ano a ordem era diminuir os custos e optei por eu mesma tirar as fotinhas. Sim, tirar foto, porque fotografar mesmo é coisa pra profissional, rerere. Na maior parte do tempo deixei a câmera no automático e, depois de registrar a presença dos convidados, deixei ela solta por ali. A sobrinha Isabella ajudou a registrar tudo e a amiga Manu nos deu uma mãozona na hora do parabéns. Funcionou. Não é “O álbum”, mas temos o registro.

No fim, nossa festinha foi bem bacana. Joãozinho adorou, brincou o tempo todo com todas as criancinhas e até agora quando vê um ursinho diz “uso, niveisalio nenê”. Ninguém pôde estourar um balãozinho sequer porque nosso filho tem pavor e a gente respeita isso. Ele ganhou muuuuuitos presentes, a maior parte roupa (alegria de uma mãe). Tá vestidinho para este inverno e, nesse ponto, a festa acaba se pagando.

Eu revi muita gente que amo demais e curti também, recebendo de todo mundo o carinho especial por estar, desta vez, carregando mais um bebezinho na barriga. Ano que vem tem mais. 

 Aliás, ano que vem teremos duas festinhas de bebê, né? A do novo neném é garantida, mas, nos meus planos, de agora em diante as festinhas do João serão na escolinha e só pra gente, em casa. Não sou muito a favor de gastança em festa. Há tantas prioridades. Mas, chega perto da data a gente se empolga, não tem jeito! rsrs. Afinal, eu e meus irmãos sempre tivemos festinhas, com bolos caprichados que a mãe fazia. Nunca passamos em branco: a vida merece e deve ser celebrada!
 
E você? Costuma fazer as festinhas dos filhos? Põe a mão na massa? Comemora em casa? Consegue economizar nessa hora? Deixa sua dica aí, vai? :-)

 Beijinhos, Manu











terça-feira, 8 de abril de 2014

Grávida de novo: a descoberta!

Primeiro teste

Nem deu tempo de contar ainda, mas Joãozinho parou de mamar no peito no dia 16 de janeiro, com um ano e nove meses. O que isso tem a ver com a descoberta desta segunda gravidez? Bem, eu tomava pílula para lactente e ela acabou uns dez dias depois do desmame. Aí... Manuzinha aqui voltou a ser uma pessoa normal, que tem ciclo menstrual e, inclusive, óvulo! Rá!

A menstruação veio em fevereiro e para variar eu não anotei a data. Mas foi no começo do mês. Falei pro marido que agora teria que tomar pílula normal e ele sugeriu que eu esperasse consulta com a ginecologista para ver que método seria melhor. Homem sábio! Concordei, claro.

Ainda mais porque eu e João estávamos numa fase de muita correria. Eu trabalhando feito uma doida, manhã, tarde e noite, vivia cansada e, sinceramente, não foi assim uma época de alto desempenho namorístico, sabe? Rerere. Aliás, foi é um período de "me deixa dormir", kkk.

Mas, quando Papai do Céu resolve uma coisa, não há oportunidade perdida né? Acho que este nosso filho vai ser um grande atleta, pois, eis que o primeiro óvulo disponível em três anos foi fecundado por um
danadinho de um perseverante espermatozoidinho que deve ter ultrapoderes de romper barreiras, rsrs. Você entende, né?

O fato é que nas semanas seguintes, sempre muito ocupada, com a cabeça a mil porque saí de um trabalho para entrar em outro, nem imaginei que poderia estar gestando uma criaturinha. Chegou março e, com ele, uma certa expectativa, sem medo e sem cobrança, de que aqueles dias chegassem. Nada na primeira semana.

Na segunda semana viria, com certeza. Absorvente na bolsa, senti até uma colicazinha e apelei para a TPM para explicar um mau-humor em casa. Mas que?! Ainda não estava preocupada. Tinha muita coisa
para pensar e, como nunca fui uma pessoa reguladinha e não lembrava direito a data, nem dei atenção.

Aí, no domingo, 16 de março, passei o dia na casa da mãe, em Castro. Fui levar os convites do aniversarinho de dois anos do Joãozinho. Na conversinha à tarde, apoiei a cabeça na mesa e senti uma
imensa vontade de dormir (desde então, este sono vespertino persevera e me vence todos os dias).

- Acho que só senti tanto sono assim quando estava grávida. 

- E será que não está?

A mãe me colocou uma pulga atrás da orelha. E ela só sairia meia hora depois, quando o teste de farmácia chegou com o motoboy.

Momentos de emoção, expectativa. Mal coloquei a lâmina no potinho e lá estavam: dois risquinhos!!!

Tremedeira, coração acelerado, explosão de sentimentos. Alegria, acima de tudo.

Minha mãe correu pro abraço. As cunhadas Day e Rapha vibraram junto e o marido até acordou da soneca que tirava no quarto.

A reação dele foi estranha... Não quis me abraçar, colocou a mão na cabeça e se perguntava: "E agora? Preciso passar num concurso! Preciso estudar!", rsrsrs. Alguns minutinhos depois ele me abraçou e em
seguida ligou pros seus familiares para contar a novidade.

Joãozinho batia palminhas no meio do fuzuê, sem saber o que a gente queria dizer com "você vai ter um irmãozinho", ou "tem um nenê na barriga da mamãe". Agora ele até repete que tem nenê na barriga, mas
fecha a cara quando eu é que digo isso. Quando pergunto onde está o nenê da mamãe ele responde "aqui", apontando pra si mesmo, lógico!

No dia seguinte, antes de ir pro trabalho, passei no laboratório e ali mesmo começou uma choradeira que anda difícil de evitar. O exame de sangue confirmou. Temi por dar essa notícia aos colegas de trabalho e, principalmente ao novo chefe, que há apenas uma semana tinha me contratado. Ficamos todos sem muita opção. Ganhei os parabéns e venho tentando controlar o desequilíbrio emocional típico dessa fase, aquela sensibilidade extrema que um furacão de hormônios traz para meu corpo. 

Já são oito semanas e amanhã, finalmente, terei minha primeira consulta do pré-natal. Uma dificuldade imensa em conseguir vaga com os ginecologistas dessa cidade. Pedi à secretária para adiantar as solicitações de exames e já fiz todos. No primeira ultrassom, ainda com cinco semanas, só uma bolsinha, sem embrião... Um apanhado de células se dividindo e multiplicando para gerar esta vida, que agora já deve ter um coração retumbante aqui dentro de mim. 

Amanhã será um dia importante. E vou fazer de tudo para vivenciar os momentos felizes desta gestação, apesar de uma série de dificuldades que venho enfrentando neste primeiro mês de descoberta e que praticamente dominam meu pensamento, mesmo contra minha vontade. Preciso me concentrar no que de fato mais importa neste momento: tenho um bebezinho no meu ventre e este é, novamente, um raro momento mágico da minha vida. Provavelmente minha última gestação... Meses que devem ser de pura felicidade. E que assim serão!

Beijinhos a todos e obrigada por me acompanhar neste relato. 

Manu mamãe ao quadrado.
Te amo muito! E você é totalmente bem-vindo(a)!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

2 aninhos!!! Parabéns, anjinho de luz


Ele me diz "bom dia pincesa" e, do nada, me abraça e me enche de beijinhos. Ele já forma pequenas frases e sabe descrever com quem esteve, onde esteve... Conta "um, doish, cinco, oito, deish" e bate palminha. Cantarola "gato-to, chica-ca, miaaau" enquanto mexe nas minhas gavetas (como sempre). Junta as mãozinhas pra rezar antes de dormir e finaliza com o "amém-boa-noiti-papai". Ele ajuda a arrumar a mesa, espalhando as esteiras... Ele acaba de fazer dois aninhos e é o serzinho mais lindo deste e de todos os universos.

Meu querido filho, amado companheirinho, está de aniversário. Mais uma vez tenho aquela sensação de que tudo está indo rápido demais e tento aproveitar ao máximo o tempo que temos juntos - cada vez menor agora que estou trabalhando direto.


Celebramos o 2 de abril com três dias de antecedência, no domingo, para reunir a família numa festinha simples, mas que ficou super fofa no Clube. Ele parece ter adorado o tema de ursinho, mas só fala na "boinha", que é a piscina de bolinha, e no "pula-pula", que ele só tem coragem de entrar se for com alguém maior, segurando sua mão.

Meu príncipe é medrosinho e anda super assustado... Tem medo de qualquer barulho forte e chora se ouve uma bexiga estourar, por exemplo. Treme e tem o coração disparado com fogos de artifício. Me agarra forte se alguma coisa cai e faz barulho. Mas, enfrenta com coragem e animação a nova rotina de ficar o dia todo na escolinha... É o aluninho mais comportado e mais comilão também. Repete todas as refeições, segundo a tia Marcia, de quem ele é um grude.

Nosso bebezinho cresceu muito e já começa a demonstrar uma sensibilidade para o amor e para o bem. Sabe aquelas coisas que as crianças fazem, sem ninguém ensinar, e que nos emocionam porque são ações por um mundo melhor? Outro dia, em Tibagi, as bisas estavam de pirracinha, uma com a outra. Coisa de irmãs. Uma em cada canto e todo mundo preocupado, mas sem coragem de se meter. Estávamos indo embora e Joãozinho pedindo a bênção de um por um. Parou na bisa Tere, pegou sua mão e a levou "paxiá". Ela foi, obediente ao netinho, sendo conduzida até a casa ao lado. Porta aberta e sem ter como fugir da situação, a bisa Cuca recebeu a irmã com um "boa-tarde comadre". Foi assim que fizeram as pazes. Joãozinho fez as duas darem as mãos. Ele não sabia de nada.

Pode ter sido só uma coincidência. Mas todo mundo ficou admirado. Viemos embora com a sensação de que nosso filhinho já é, desse tamanico, uma pessoa a serviço do amor e da paz. Uma ferramenta do bem. Acho que isso faz parte do universo de pureza das crianças, né?


Bem, há dois anos eu o via pela primeira vez, sentia seu cheirinho e escutava seu chorinho. Foi a maior e mais importante emoção da minha vida. Hoje, só posso agradecer a Deus por ter me dado esta linda, complicadíssima e deliciosa missão de ser mãe de uma criança tão maravilhosa.

Obrigada meu anjinho, meu Joãozinho, por ter vindo pra mim, por me fazer feliz todos os dias, por ter esses olhinhos de amor e de carinho que aconchegam meu coração. Te amo imensamente. Muito mais do que era capaz de imaginar que fosse possível amar. Parabéns! Que o terceiro aninho seja de incríveis descobertas e infinitas alegrias. Com muita saúde, como sempre!

Este ano, seu presente chega em outubro ou novembro, na forma de um irmãozinho, ou irmãzinha, tá? :-)

Beijos da Mamãe!




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...